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ODE AO POETA RODRIGO STARLING, homenageado deste Sábado Poético

05/06/2021 às 12h02
Por: Mhario Lincoln
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Rodrigo Marinho Starling.

Indicação: poeta Biláh Bernardes, Belo Horizonte-MG

"A grande originalidade da poética de Rodrigo Starling está na amálgama alquimica de opostos, de passado e presente, de crença e descrença, de ceticismo e esperança. O poeta sabe que é inútil culpar a vida, que o necessário é assumir a existência, sem dogmas, sem desespero, sem suicídio, para dar um fim a ansiedade e alcançar a esperança." LdeM 

No dia 04 de junho passado aconteceu pré-lançamento do livro “O cético selo”, de Rodrigo Starling, evento online com leituras e performances de diversos poetas sobre esta magnífica obra literária.

Hoje, continuamos as homenagens, com a publicação de alguns vídeos e dois poemas de Starling.

QUEM É?

(Minibiografia by LdeM)

Rodrigo Marinho Starling, nascido em 1981, em Belo Horizonte, capital das Minas Gerais, é poeta, filósofo, agitador cultural, participa como voluntário transformador, na Minas VOLUNTÁRIOS, que preside, é fundador do Selo Starling, em 2011, que publica obras e antologias de poetas e contistas. Estudou filosofia política na PUC Minas e fundou a ONG cultural Ópio/ Opa, que atuou em BH e região entre 2003 e 2010.

Lançou os livros Confessorio Ardente, 2006; Nós e outros poemas, 2010; Ad Infinitum, com Clevane Pessoa, 2014; Dupla fenda, com Elisa de Jesus, 2016; e O Cético Selo, 2021.

Rodrigo Starling atua na Minas VOLUNTÁRIOS para voluntariado transformador, é casado, e tem dois filhos.

POEMAS:

O CÉTICO SELO

Rodrigo starling

Filho incestuoso da fé e da descrença

Duas faces da mesma moeda

O ceticismo não é ateísmo!

“Viver e valer, eis aí minha ciência”

 

Valha meu cavalo branco, que eu lhe valerei!

Cavalo é força. Branco é síntese

Disco de Newton, girando em cada existência

Quem se torna sábio torna à natureza de D’eus

Passagem pelo espectro de cores, matizes

Fé cega e ateísmo, siameses opostos

Oh! Cético Selo! Trombeta do questionador

Epoché, Ataraxia, quaresmeira em flor

 

Venha cavalo de fogo, que eu lhe evitarei!

Sangue, circo, orgias e matanças

Vermelho de lascívia. Fogo da luxúria

Ferem e são feridos pela mesma espada

Ensanguentados, são aqueles que buscam a paz

Sensualizando... Orando em línguas...

Desconhecem a linguagem dos simples, do amor

Só gera a guerra o que é secundário, sem valor

 

Venha cavalo preto, que eu lhe denunciarei!

Aferição humana da justiça divina

Assim, inquisições julgaram e queimaram

Oficiais ou veladas, remotas ou atuais...

Galopa a meritocracia “divina”: individual e coletiva

Hipócritas juízes! Eis o sentido dos falsos profetas

Grassando Leis, comércio, in(justiças) econômicas

Contaminaram até religião e política, anjos em raiz

 

Venha cavalo bílis, que eu lhe domarei!

Amarelo-esverdeado ou vermelho, a morte não porta-bandeira

Decadência moral dos extremos... Imortal maniqueísmo...

Unificação dos contrários! Alavanca da evolução

Trevas e luz, Yin e Yang. A verdade é um contraste

Água e vinho, na companhia de Pirro e Sexto Empírico

Um cético banquete, sem glutonaria de certezas

Sobre almas, terremotos, silêncios... Ou a hora de partir

 

EU VOS DEDICO

Rodrigo starling

Eu vos dedico este poema

Filósofos do presente, visionários, artistas

Freiras, cortesãs (dos conventos ou bordéis)

Acadêmicos, letrados, bolsistas

 

Dedico aos crentes de amor e morte

Àqueles que nosso jugo condena

Aos sacros ou profanos discípulos

De Apolo, Dionísio ou Atena

 

Dedico aos leitores...

De Shakespeare a autoajuda

Da Bíblia ou de Aleister Crowley

De Dante, Goethe, Neruda

 

Dedico também a vós, glutões

De fast foods  e reality shows

Que consomem vorazmente, sem filtro

De qualidade, consistência ou odor

 

Aos verdadeiros (ou falsos) profetas

Padres, pastores, coaches e gurus

Partidários ou fiéis, in(cultos) universais

Aos Prem Babas... Vestidos ou nus

 

Alquimistas, a vós este poema bruto

Pedra, imploro a transmutação...

Viciado nas janelas da miopia

Cobiço ouro, às portas da percepção

 

VÍDEO DE HOMENAGEM

"

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