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Receba meu abraço de conforto, meu amigo e irmão querido

01/07/2021 às 12h17
Por: Mhario Lincoln
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NOSSAS MÃES SEMPRE PARTEM CEDO DEMAIS

*Mhario Lincoln

 

E quando a gente não vai mais ouvir o ‘Deus te abençoe meu filho’, nem sentir o cheirinho da pele de quem tanto se ama, ou não ver mais aquele sorriso de quando se chegava de surpresa na casa de nossas amadas mães?

Não é fácil tanta dor. Chegamos até mesmo ao cúmulo de indagar: por que, Senhor? Sabemos o quão difícil é. O espírito Emmanuel, diante desse desespero da perda, ensina: “Lágrima sem revolta/ É orvalho da esperança. / A morte é a própria vida/ Numa nova edição.”

E por que toda essa tristeza infinita? Por que existe amor, carinho e saudade. Vontade de estar fisicamente junto, novamente. Olhos nos olhos. Abraço indivisível.

Porém, o mesmo amor verdadeiro e incomensurável deverá fazer entender, diante deste choque inquietante: “o amor, para ser perfeito, (...) morre num raio de sol e renasce numa gota de orvalho”, como escreve o italiano Paolo Mantegazza. E assim, poderemos ter a certeza de que o reencontro é certo.

Uma prova que não se deve nunca negar a dor que nos traz, a morte de alguém tão querido, tão próximo, que nos deu a vida. Mas sentimos, choramos, lamentamos. Isso faz parte de nossas sensações, de nossos sentimentos, de nossas vidas. O luto insere esse sentimento de vazio, acompanhado de uma saudade intensa, nos levando ao desespero e solidão inconsoláveis.

Chiquinho França.

Contudo, uma mãe nunca deixa seus filhos na orfandade. Pelo contrário, para onde ela está indo, igual uma forte luz, rumando para os Céus e seguindo os espíritos superiores para se encontrar com Deus, terá muito mais força para orar, abraçar e para assegurar uma vida melhor a todos, pois está fortificada com a iluminação divina.

Isso porque, caro amigo e irmão Chiquinho França, nossas mães, quando desencarnam, viram anjos de luz, estrelas Dalva, cometas de Natal, nos encaminhando para a manjedoura da paz interior.  

E, mesmo assim, nós filhos, insistimos em dizer que nossas mães ‘foram’ cedo demais. Sim, porque mesmo que nos deixem com cinquenta ou mais de cem anos, elas sempre irão cedo demais.

Receba meu abraço de conforto, meu irmão.

 

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