Sexta, 04 de Dezembro de 2020 11:19
[email protected]
Blogs e Colunas POEMA VERMELHO

Vice-presidente nacional e fundadora da APB homenageia Luiz Rufo

Poema Vermelho para

21/10/2020 10h11 Atualizada há 1 mês
43
Por: Mhario Lincoln Fonte: Clevane Pessoa
Clevane Pessoa
Clevane Pessoa

Poema Vermelho- DE Clevane Pesoa, para a tela 'O Flautista de Todas as Fátimas', de Luiz Carlos Rufo

 

POEMA VERMELHO

"Clevane Pessoa de Araújo" escreve o Poema Vermelho para "O Flautista de Todas As Fátimas", pintura de de Luiz Carlos Rufo.

 

Sangrassem, as rosas, o sangue teria perfume vermelho.

Na composição biopoética do sangue das rosas, con/vivem células de caroços de romãs,

 místicos e condutores de crenças;

Mórulas de amoras sensuais;

Amores de maças do paraíso.

Penas de Lóris branca, manchada no peito;

Morangos saborosos sem champagne;

Clamores de combatente sem campos de batalha pela Paz.

Suor sangrento de porfíria incompreensível e letal.

Mancha de virgem em lençol de linho.

Safra de raríssimo vinho;

Menstruação, de/flor/ação, nascimento.

Batom onde a cera de abelhas convida ao mel.

Tons de lábios grandes e pequenos.

Labaredas: salamandras elementais do fogo, a desenhar em rubro, 

linguetas de linguagens poderosas.

Aromático sangue de rosas: licor dos deuses,

a representar a essencial mais sutil da arte:

o milagre da criação humana.

 

Belo Horizonte, Minas Gerais,Brasil em 16/02/2007, poema sobreposto aos dois versos inciais, escritos em minha adolescência- em homenagem à tela "O Flautista de Todas as Fátimas" de RUFO.

 

Caption

O FLAUTISTA

O flautista, o artista a reinventar um flautista. As fátimas do imaginário se expandem pela rubra cor que caracteriza o Universo feminino biológico: o vermelho. O sangue. Donde ela nasce,donde ela é, se faz mulher, na menarca ("ficou mocinha", explicam as outras: já pode procriar), o milagre da multiplicação, o milagre da parição. O "sangue do meu sangue": fruto que afiança a linhagem. A flauta abre em leque seu som de pastoreio e doçura. Aparece uma das Fátimas e flutua, chagalmente, na chaga do céu. Tons carmin. A filha do artista, obra de carne, mulher, fotógrafa, os fotografa, aparece para registrar a obra paterna. As amigas aparecem, Fátimas tantas, e manifestos brotam, testemunhos de testemunhas verazes. E a tela espanta, na cardinalidade, nos tons e sobretons carmináceos. Penso em sangue de rosas (*) um dos versos de poema escrito com dor. E encantamento.Vou ao blog de Rufo e , sem poder lá estar, no seu locus de ser, pela telinha, delicio-me. O artista, LUIZ CARLOS RUFO (*) , em seu trabalho, carrega seu mundo espacial, seu universos de receptações, seu Cosmos particular. Aprende ao caminhar, ponderar, e ser. E apreende mas, na caminhada, a lição maior: repassar a essência artística. Presentear o olhar do outro, com as nuances de seu próprio olhar. Com o "O Fautista de Todas as Fátimas", Rufo faz com que o protagonista masculino, permita a aparição do elemento feminino: as fátimas, as que sobrevoam o Real. Mesmo um real cardeal, com caroços de romã, vinhos e uvas, amoras, amores, maçãs, morangos, sangue de rosas vermelhas, repito. Sentimos o aroma, do abstrato de seu estilo para a realidade do retrato universal da mulher. Um artista. Um flautista. Uma Fátima. As fátimas. 

 

Clevane Pessoa

Clevane Pessoa de Araújo Lopes - Diretora Regional do InBrasCi ( **) em Belo Horizonte, Minas Gerais.(**)Instituto Brasileiro de Artes Internacionais.(*) Luiz Carlos rufo, artista pláStico, escritor e poeta, leva uma vida generosamente artistica. Labuta todos os dias por essa necessidade de expressar a beleza. Tarefa das mais grandiosas, a meu ver. Escultor, pintor, quando escreve, usa parábolas , alegorias, flue qual o faz em seu Universos de tintas e técnicas e materiais. Uma pequena amostra, de seu belo "Onde e Quando", livro que venho de reler e continuo em estado de graça: "A verdade que flutuo e que, na verdade, não ocupo um espaço fixo no ambiente"(...)"Influenciar, aplacar ou acolher não são atributos de minhas incumbências. Eu apenas espero. É o que de fato sei,e sei também que as mudanças virão e o que terei de fazer,chegará com a luz de meu saber.""Adoro os pássaros, que estranhamente, assemelham-se a mim". Ao ler "Onde e Quando", lembro-me da orquídea em plena floração, apoiada ao tronco secular e aparentemente grosseiro: onde uma, onde outro? Pode-se pensar, de longe que as flores são da árvore que resolve contribuir para a expansão da beleza. De perto, sabe-se da necessidade de um apoio que originou a possibilidade. E o aroma sensual é fruto da generosidade do tronco: a filosofia de vida do autor. As flores?Ah, são as palavras...Clevane

Posted by Luiz Carlos Rufo. 

FONTE:http://luizcarlosrufo.blogspot.com/2008/02/clevane-pessoa-de-arajo.html--

Clevane Pessoa

1 comentário
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Academia Poética Brasileira
Sobre Academia Poética Brasileira
Espaço reservado a APB para publicação de textos em prosa e poesia de seus membros.
Curitiba - PR
Atualizado às 11h15 - Fonte: Climatempo
23°
Muitas nuvens

Mín. 15° Máx. 24°

23° Sensação
11 km/h Vento
74% Umidade do ar
90% (30mm) Chance de chuva
Amanhã (05/12)
Madrugada
Manhã
Tarde
Noite

Mín. 13° Máx. 18°

Chuvoso
Domingo (06/12)
Madrugada
Manhã
Tarde
Noite

Mín. 13° Máx. 17°

Chuvoso
Ele1 - Criar site de notícias