Segunda, 27 de Julho de 2026 00:49
(xx) xxxxx-xxxx
Brasil Cultura e Terapia

Novos livros afirmam: “O Ciúme excessivo não é 'por amor'. É por 'egoísmo!'”

Para cuidar disso, as terapias, “Constelação” ou “Terapia Cognitivo-Comportamental”, funcionam realmente?

18/08/2025 11h14 Atualizada há 11 meses atrás
Por: Mhario Lincoln Fonte: Mhario Lincoln
Arte: MHLai
Arte: MHLai

 

Continua após a publicidade

*Mhario Lincoln

 

Continua após a publicidade

 Acabando de ler um livro interessante. “Histórias de Ciúme Patológico/Identificação e Tratamento", de Geraldo José Ballone. Interessante porque mostra muitas vertentes desse ciúme excessivo, em todas - eu estou afirmando (todas) - as atividades que envolvam uma ou mais pessoas, parceiros amorosos ou colegas de trabalho ou amigos ou colegas ou integrantes de um grupo ou, ainda, um ciúme de objetos, valores etc.

É incrível como em (todas) as atividades humanas o ciúme excessivo é explícito. As pessoas passam por isso, sentem isso, julgam isso, reclamam disso e, infelizmente, não buscam uma maneira correta de se autoblindarem contra a esse mal.

Ainda não terminei de ler o livro. Mas até onde li, tirei as seguintes conclusões, com base nesse parágrafo que destaquei:

 

Continua após a publicidade

"Qualquer que seja a origem do ciúme excessivo, ele é fundamentamentalmente egoísta. O que mascara o aspecto possessivo e egóico do ciúme excessivo é pensar que ele existe em nome do amor ou de alguma preocupação com o bem-estar da outra pessoa. Aquilo que a pessoa ciumenta alega ser melhor para seu par, de fato é melhor para si mesmo. Na realidade, as atitudes da pessoa ciumenta se baseiam em sua própria conveniência, em seu conforto emocional e visam, ao contrário do falso discurso, proteger a própria pessoa ciumenta de futuras preocupações, independentemente do bem-estar do outro". Geraldo José Ballone.

 

Continua após a publicidade

Até aqui posso tentar dizer que o ciúme excessivo, é insegurança e egoísmo. E isso fica disfarçado quando a resposta é que esse ciúme é somente, "preocupação pelo bem-estar do parceiro".  Não, não é! No fundo, quem sente esse tipo de ciúmes já teve experiências passadas dolorosas, e isso levou a pessoa a desenvolver baixa autoestima e medo de ser abandonada. Então, à princípio, o que Ballone diz é: "(...) reconhecer que o ciúme é mais sobre as próprias inseguranças do que sobre o comportamento do parceiro é o primeiro passo para melhorar essa dor".

 

Continua após a publicidade

Também li sobre a possibilidade de o ciúme (olha a doideira aí), ser "fundamental para a busca do autoconhecimento e cuidado pessoal". Aí entra um assunto interessante: terapias! São várias. Eu, por exemplo, já fiz. Confesso: tinha ciúmes de algumas coisas não relacionadas a minha convivência pessoal, mas com determinados momentos e determinadas ações que eu tomava dentro dos locais de trabalho.

 

Continua após a publicidade

Tive ciúmes de colegas - por apresentarem uma dinâmica maior que a minha. Todavia, alguém sugeriu terapia e eu fiz. Optei por fazer, naquela época, algo próximo à psicanálise aplicada, abordagem que se baseia em aplicar o método psicanalítico fora do contexto clínico tradicional.

 

Continua após a publicidade

Logo em seguida, um amigo poeta me sugeriu a 'psicanálise aplicada', porque Freud, mesmo nunca tendo conceituado esse termo de forma explícita, utilizava esse método para analisar outras áreas da produção humana além da clínica. Por exemplo, Freud aplicava o método psicanalítico para entender obras de arte, a cultura, a sociedade e o funcionamento psíquico do ser humano.

 

Continua após a publicidade
Capa da nova edição.

Contudo, hoje em dia, tem outro método mais moderno, que eu também fiz e achei sensacional, porque diminuiu de forma significativa algumas complicações pessoais e intransferíveis e me deu coragem suficiente de ‘pedir desculpas’, quando estou errado ou entender a forma como o outro se comporta diante de uma atitude minha que não agrade a outrem. Esse tipo de terapia se chama "Constelação" . 

 

Continua após a publicidade

À grosso modo, a terapia de Constelação Familiar, criada por Bert Hellinger, se baseia em princípios fundamentais que ajudam a compreender e resolver conflitos familiares e interiores. Por isso, aproveito para mostrar os seis dos principais fundamentos dessa terapia que ganhou o mundo e é uma das mais requeridas hoje em dia.

 

Continua após a publicidade

São eles. Campo Familiar: existe um campo familiar que registra todo o conhecimento e ações praticados no seio da família. Esse campo influencia nossas vidas de maneira profunda. Fluxo: o campo familiar é regido por um fluxo, que é conduzido por nós. Nossas escolhas e comportamentos afetam esse fluxo. Influência: nossa árvore genealógica é composta por teias emaranhadas, unidas por padrões de comportamento. Esses padrões afetam nossa vida atual. Pertencimento: sentir-se parte da família e honrar nossos antepassados é essencial para o equilíbrio sistêmico. Equilíbrio: a Constelação busca restabelecer o equilíbrio entre dar e receber, amor e lealdade; e Ordem: a ordem na família é crucial. Respeitar a hierarquia e os papéis de cada membro contribui para a harmonia.

 

Continua após a publicidade

Assim, qualquer tipo de terapia que venha a ajudar a melhorar o comportamento "do ciúme excessivo e de atitudes egoístas" pode derrubar com um mito dos mais combatidos. O tal de - "eu sou assim e quem quiser que me queira assim". Tal pensamento além de ser uma esdrúxula prova de egoísmo doentio, de não dar oportunidade a outra pessoa adaptar-se ou tentar se aproximar mais (confidencialmente ou mais intimamente), é algo que hoje é a pauta dos grandes eventos terapêuticos. 

 

Continua após a publicidade

(Até essa parte, me empolguei tanto com o livro de Ballone que pesquisei ainda mais sobre terapias, com pertinência a frase "eu sou assim...". Logo convidei para a mesma mesa, Frank M. Dattilio, uma das principais autoridades mundiais em terapia cognitivo-comportamental, cujo livro aplaudido pela crítica especializada chama-se “Manual de Terapia Cognitivo-Comportamental para Casais e Famílias", onde explora maneiras eficazes de identificar e modificar pensamentos automáticos, reestruturar esquemas disfuncionais e melhorar a comunicação e a resolução de problemas.

 

Continua após a publicidade
Frases MHL.

É essa "terapia cognitivo-comportamental", que ajuda a identificar e questionar pensamentos irracionais, promovendo uma autoestima mais saudável.

 

Continua após a publicidade

Portanto, de volta a origem, o livro de Ballone (até onde li), estou praticamente convencido que posso ainda mais melhorar meus relacionamentos com um detalhe muito especial: "criar um espaço seguro onde ambos os parceiros possam expressar seus sentimentos e necessidades de maneira aberta e honesta".

 

Continua após a publicidade

Por outro lado, não estou aqui afirmando que não deva fluir o ciúme. Claro e evidente que ele existe e é um fato! Todavia, este texto que ora escrevo, diz respeito único e exclusivamente ao "ciúme excessivo" ou "ciúme doentio". Destarte, eu mesmo me questiono: pode se viver e conviver com o ciúme de maneira saudável? Saudável????

 

Continua após a publicidade

Sendo saudável, é importante reconhecer que pequenas doses de ciúme são naturais e podem até demonstrar interesse pelo parceiro é importante? A resposta pode estar no "Equilíbrio Emocional". Aí é novo texto, porque acabo de comprar um outro livro que provavelmente lerei neste final de semana: “A Voz na sua Cabeça” de Ethan Kross. No livro, o autor explora como controlar nossos ciúmes, advindos de pensamentos internos e usá-los a nosso favor, além, de oferecer estratégias práticas para lidar com ‘a voz interior’, que muitas vezes nos causa ansiedade e preocupação.

Um grande abraço, obrigado por ler até aqui!

 

Continua após a publicidade

Mhario Lincoln

Presidente da Academia Poética Brasileira.

 

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Sharlene SerraHá 11 meses atrásBrasíliaMhario em um mundo onde as relações estao cada vez mais difíceis, esta abordagem se faz necessária, vejo o ciúme possessivo na contramão do amor, ele é mais sobre um grito de uma ferida interna e se manifesta não pela intensidade do sentimento pelo outro, mas pela fragilidade da relação que se tem consigo mesmo. É a pessoa gritando o quanto não se ama. Difere do ciúme saudável que para mim é um termômetro de vínculo afetivo.
JaimeHá 11 meses atrásBSB/DFSó podemos aplaudi-lo, por essa grandiosa publicação. Vivemos momentos difíceis de convivência e de relacionamentos.
Maria José da Silva Há 2 anos atrásRio de Janeiro Maravilhoso meu presidente! Parabéns nobre presidente Mhario Lincoln!
FatimaHá 2 anos atrásSan Francisco, CaliforniaExcelente matéria. Um livro excelente para os possessivos.
alcina maria silva azevedoHá 2 anos atrásCampinas SPMhario Lincoln, uma enciclopédia plena de humanidade e compreensão. O ciúme excessivo faz sofrer, o ciumento e a vítima. São perdas de energias. É o sentimento de posse, daquilo que não nos pertence, pois aqui tudo é passageiro e nada levaremos qdo partirmos. Entretanto, todos os dias, assistimos homicídios e sofrimentos de pessoas que se agridem e, brigam por causa dos ciúmes excessivo.
Mostrar mais comentários
Mostrar mais comentários
Em alta nas Redes - SP

Em alta nas Redes - São Paulo

Sobre o município
Matérias gerais sobre diversos assuntos que estejam em alta nas redes sociais.
Curitiba, PR
Atualizado às 21h01
14°
Tempo nublado

Mín. 11° Máx. 22°

14° Sensação
1.28 km/h Vento
96% Umidade do ar
12% (0mm) Chance de chuva
Amanhã (28/07)

Mín. 15° Máx. 27°

Tempo limpo
Quarta (29/07)

Mín. 17° Máx. 28°

Tempo limpo
Ele1 - Criar site de notícias