FOTO: Euzivaldo Queiroz (fotos Eli Zaparoli)/ Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar – Arquivo pessoal (demais professores)
“Cada aluno é uma história, essa é a chave. Às vezes, eles buscam no professor algo que eles não encontram em casa, e por isso, precisamos de muito mais do que apenas lecionar nosso conteúdo, é necessário empatia”, ressaltou Eli, que tem quatro décadas de experiência e mais de 10 escolas estaduais no currículo.
Reconhecimento nacional
Já na EE Ângelo Ramazzotti, na zona centro-sul, a excelência na exposição didática de conteúdos científicos rendeu reconhecimento até mesmo do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Em sua 3ª edição, a mostra científica e cultural “Experiências e Vivências” traz os biomas do Brasil enquanto tema de pesquisa na unidade de ensino.
O projeto foi contemplado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e integra, oficialmente, a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), promovida pelo MCTI.
Idealizada pela professora Larissa Reis, que ministra a disciplina de Química, a mostra científica e cultural é um exercício também de cidadania, já que, de acordo com a professora, instaura novos horizontes para os discentes.

FOTO: Euzivaldo Queiroz (fotos Eli Zaparoli)/ Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar – Arquivo pessoal (demais professores)
“Meu objetivo é disseminar a ciência na educação básica, desmistificar a ideia de que fazer ciência está distante da realidade deles (alunos). Eles são os protagonistas desse momento, acredito que essa é a minha função, mostrar para eles que é possível e estimular essa mobilização”, compartilhou Larissa.
Cultura em foco
Foi com o objetivo de causar impacto social na vida das pessoas que Onison Lopes, professor de Literatura, entrou na docência. O profissional, que atua na Escola Estadual (EE) Brigadeiro João Camarão Telles Ribeiro, zona sul da capital, encontrou na arte a sua forma de lecionar. Após comandar mostras literárias com dança, música e teatro em suas unidades de ensino, Onison amadureceu as iniciativas e elaborou o projeto “Criando Cenas”, que oferece formação básica em artes cênicas para estudantes a partir de 12 anos.
O projeto, que nasceu em 2022, possibilita aos alunos interessados a experimentação das técnicas de apresentação teatral durante o contraturno escolar. Em 2023, o Teatro Amazonas foi palco da “Amazonas – Causos, Lendas e Costumes da Nossa Gente”, uma peça autoral produzida pelos discentes da unidade de ensino, sob orientação do professor de Literatura.
“Foi um sucesso, tivemos casa cheia com a presença dos familiares e dos estudantes da nossa escola. O teatro é uma ferramenta muito consistente de formação, informação, entretenimento e tantos outros aspectos que trazem benefícios para quem participa”, enfatizou Onison.

FOTO: Euzivaldo Queiroz (fotos Eli Zaparoli)/ Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar – Arquivo pessoal (demais professores)
Ainda de acordo com o profissional, a sala de aula pode ser mais do que um espaço para lecionar conteúdos. “É preciso inquietude, movimento, dinamismo. A gente tem que mostrar para esses jovens em formação que o estudo vale a pena, que o esforço faz sentido, esse é nosso papel enquanto educadores”, compartilhou o docente.
Esporte no DNA
Em crescente no estado, o desporto escolar amazonense tem alcançado resultados históricos nas últimas competições. Com o apoio do Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar, a delegação amazonense alcançou, por exemplo, a maior equipe já formada para as disputas das paralimpíadas escolares, em São Paulo, no ano de 2023.
Outro exemplo de resultado inédito é o recorde de medalhas nos Jogos Escolares Brasileiros (JEBs) 2024, no qual a delegação amazonense conquistou 66 triunfos. As vitórias também são fruto dos esforços de professores como Janssen Ferreira, que fomenta o desporto escolar desde antes da docência. O professor de Educação Física é oriundo da rede estadual, e enquanto aluno, no Colégio Amazonense Dom Pedro II, participou dos Jogos Escolares Amazonenses (JEAs) e JEBs.
Antes atleta, hoje o professor, trabalha também como técnico dos novos talentos amazonenses, estando presente, enquanto dirigente, nas delegações das paralimpíadas escolares de 2023 e do JEBs 2024. Atualmente, Janssen é docente da EE Professora Eliana de Freitas Morais, na zona norte de Manaus. Para o professor, a dupla função de docente e técnico lhe ensinou lições valiosas.
“Precisamos acreditar no jovem. Precisamos ter a cabeça aberta, e nos doarmos de corpo e alma para eles. Estou aqui porque fizeram isso por mim, eu acredito muito no potencial desses alunos”, enfatizou o docente.
Governo presente
Em concordância com as iniciativas exitosas protagonizadas pelos professores da rede estadual amazonense, o Governo do Estado tem buscado a valorização destes profissionais, e, desde 2019, aumentou, por exemplo, o auxílio alimentação dos docentes em duas oportunidades, agora em R$ 500. Já em relação aos reajustes salariais, a data-base aumentou 26,42% desde 2019.
Os números também são positivos no auxílio-localidade, que até 2018, era pago apenas para professores e pedagogos, no valor de R$30. Agora, foi estendido para todos os servidores estatutários, e reajustado para R$80 para residentes em áreas urbanas e R$120 aos localizados em áreas rurais. Outro auxílio que recebeu acréscimo foi o auxílio-transporte, que pulou para R$198.
Já na qualificação profissional, são mais de 4,2 mil profissionais que realizaram especializações na Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e mestrado na Universidade Federal do Amazonas (Ufam) por meio de parcerias da Secretaria de Educação com as instituições.
As novas oportunidades também se refletem nos novos profissionais do quadro. Desde 2019, mais de 6,5 mil profissionais da educação foram nomeados a partir de concurso público, de maneira efetiva. Já em modo temporário, outros 7,6 mil foram contratados a partir do Processo Seletivo Simplificado (PSS).
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