Editoria da Plataforma Nacional do Facetubes
A Câmara Brasileira do Livro anunciou, em 14 de outubro, os cinco finalistas de cada uma das 23 categorias do Prêmio Jabuti 2026. Na mesma data, uma reportagem da Folha de S.Paulo trouxe novamente à discussão o uso de inteligência artificial na criação de capas. Os dois acontecimentos aproximam questões que acompanham o livro desde sua produção: o reconhecimento da escrita, o trabalho dos profissionais responsáveis pela edição e os critérios para identificar a contribuição de cada autor.
Em Romance Literário, concorrem Coração sem medo, de Itamar Vieira Junior; Dança de enganos, de Milton Hatoum; Meridiana, de Eliana Alves Cruz; Uma delicada coleção de ausências, de Aline Bei; e Vez em quando, Billie Holiday, de Evandro Affonso Ferreira. Os vencedores serão conhecidos em 27 de outubro, na Sala São Paulo. A escolha integra uma premiação que também reconhece tradução, ilustração, capa e projeto gráfico, atividades que participam da experiência de leitura e da circulação das obras.
Por outro lado, o debate sobre as capas continua. Tudo começou como ilustrador Vicente Pessôa*, (que concorria ao tema: ilustração de livros. Ele foi desclassificado em 2023 pelo uso de inteligência artificial ao ilustrar o livro "Frankenstein", nova edição de Mary Shelley Na reportagem de 14 de outubro, ele aparece como semifinalista de 2026 com O Idiota, publicado pelo Clube de Literatura Clássica. Pessôa declarou ter utilizado uma imagem produzida pelo Midjourney como referência para seu desenho. A organização informou à Folha que solicitaria esclarecimentos à editora. Essa manifestação registra uma apuração, sem anunciar uma nova desclassificação.
O regulamento de 2026 proíbe ferramentas de inteligência artificial em tarefas autorais e inclui, na definição dessas ferramentas, sistemas capazes de gerar textos e imagens. Para atividades não autorais, exige declaração expressa na obra. Também prevê desclassificação por uso indevido ou pela ausência dessa declaração quando exigida. A aplicação dessas regras ao caso dependerá do esclarecimento sobre a participação da imagem gerada na concepção da capa.
As posições dos profissionais revelam uma divergência sobre o próprio trabalho de criação. Pessôa defende a tecnologia como ferramenta de produção. Também ouvido pela Folha, o designer Daniel Brito sustenta que o valor do design está na ideia e na solução desenvolvida pelo profissional, apoiando o rigor da premiação. A discussão alcança a identificação das escolhas humanas presentes em uma obra e a transparência sobre os recursos empregados.
A lista de finalistas oferece ao leitor um caminho para conhecer a produção literária brasileira. O debate sobre as capas acrescenta uma responsabilidade à premiação: explicar como reconhece a autoria em processos que incorporam novas ferramentas. Para escritores, ilustradores e editores, critérios compreensíveis permitem conhecer as condições da disputa. Para o público, a informação sobre como um livro foi produzido ajuda a reconhecer o trabalho de quem o escreveu, traduziu, desenhou e editou.
PARA CONHECER OS FINALISTAS em todas as categorias:
-->> https://www.premiojabuti.com.br/jabuti/5-finalistas/?utm_source=chatgpt.com
CORDELISTAS APB Raimunda Frazão (APB-MA): a força do verso e a vida repartida com os outros
REDES SOCIAIS Se Nietzsche tivesse uma rede social, qual seria o preço de pensar diante de uma plateia desconhecida?
MÚSICA/LANÇAMENTO LP “Roda de Fogo”, reúne grandes nomes da MPB e da MP/Maranhão
Brincadeirinha Super-Homem em São Luís? “Alexa/IA” responde — e até o Homem de Aço pode sair da Ilha com saudades.
SETEMBRO CHEGOU Novas histórias para renovar o olhar e retomar o ritmo de leitura neste mês
BANDAS BANDA APOLLO 3 COMPLETA TRÊS ANOS DE FORMAÇÃO Mín. 12° Máx. 23°
Mín. 8° Máx. 21°
Tempo limpoMín. 8° Máx. 21°
Tempo nublado
A LINGUAGEM DA INTERNET Raimunda Frazão (APB-MA): a força do verso e a vida repartida com os outros
Renata Barcellos “Humanidade e o uso da tecnologia”. Por Renata Barcellos
Convidados & Parceiros A Permanente Luta das Mulheres pela Quebra de Tabus na Política Brasileira
Esmeralda Costa Belchior, 80 anos: quando a música vira verso e o verso vira memória.