Editoria-Geral da Plataforma Nacional do Facetubes
A morte de Oswaldinho do Acordeon, domingo, 25, aos 72 anos, tira de cena um dos grandes instrumentistas do universo da música nordestina rotulada genericamente como forró. Um músico virtuoso que se tornou referência no toque da sanfona. O falecimento do artista foi anunciado em rede social pelo sanfoneiro Rodolfo Forte, amigo de Oswaldinho, e também pelo radialista Orlando Camboim. Ambos não revelaram a causa da morte do músico.
“Adeus, mestre Oswaldinho do Acordeon. Você e sua música seguem em nossos corações”, lamentou Chico César ao repostar a notícia da morte do sanfoneiro.
Nascido em Duque de Caxias (RJ), município da Baixada Fluminense (RJ), Oswaldo de Almeida e Silva (5 de junho de 1954 – 25 de abril de 2026) foi cantor, compositor e acordeonista reconhecido pela técnica. Ás da sanfona, Oswaldinho expandiu os limites da música nordestina com a fusão de ritmos da região com gêneros musicais como rock, jazz, blues e música erudita.
Filho do sanfoneiro baiano conhecido como Pedro Sertanejo (1927 – 1997), Oswaldinho cresceu ao som da sanfona, instrumento que aprendeu a tocar de forma autodidata com o incentivo do pai e com o convívio com Luiz Gonzaga (1912 – 1989), Dominguinhos (1941 – 2013) e Sivuca (1930 – 2006), habituais frequentadores da casa de Pedro Sertanejo.
Com Dominguinhos e Sivuca, a propósito, Oswaldinho formou um trio de ouro para a gravação do álbum “Cada um belisca um pouco”, lançado em 2004 pela gravadora Biscoito Fino.
O início foi precoce. Com nove anos, em 1963, Oswaldinho debutou no mercado fonográfico como convidado de disco do pai, difusor do forró na cidade de São Paulo (SP), onde fixou residência com a família após viver no Rio de Janeiro.
Aos 12 anos, em 1966, Oswaldinho lançou o primeiro single e, desde então, se tornou referência do acordeom ao longo dos 60 anos de carreira fonográfica, tendo se aperfeiçoado no toque do instrumento com aulas com diversos professores. Oswaldinho tirava inclusive efeitos da sanfona.
Os primeiros álbuns do artista foram lançados na década de 1970. “Fantástico Oswaldo Silva” (1973), “Só quero um xodó” (1974) e “Oswaldinho” (1975) foram editados pela gravadora Tropicana, especializada na edição de discos de artistas nordestinos.
“Forró pop” (1977), “Lágrimas de namorados” (1978) e “Natureza” (1979) foram lançados na sequência via Copacabana, companhia fonográfica nacional. Já o álbum que abriu as portas dos festivais europeus para o artista, “Forró in concert”, foi lançado em 1981 pela gravadora Continental.
Títulos de álbuns posteriores, como “Asa branca blues” (2002) e “Forró chorado” (2011), exemplificaram a habilidade de Oswaldinho do Acordeon para fundir ritmos nordestinos com outros gêneros, expandindo as fronteiras do forró e o universo musical da sanfona com mix de técnica e versatilidade. Enfim, um mestre, como o instrumentista era reconhecido no meio musical.
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