Resenha do filme A Vida é Bela
Convidada: Vanessa Matos
Título original: La Vita e Bela
Direção: Roberto Benigni
Elenco: Roberto Benigni; Horst Buchholz; Marisa Paredes
Nacionalidade: Itália
Duração: 1h 57min
Gênero: drama, comédia
Fonte: Adoro Cinema (2012)
Lançado no ano de 1998, o filme retrata a época da Segunda Guerra. Sendo ambientado na Itália, ele mostra cenas que retratam a perseguição aos judeus, como em uma cena referente a um casamento, onde o cavalo que levaria o noivo até a cerimônia apareceu todo pintado de verde e com uma mensagem escrita. Outra cena que retrata tal preconceito e ataque aos judeus é quando eles se certificam de que não podem entrar nas livrarias, mostrando que os judeus devem ser excluídos da sociedade.
O filme tem como personagens principais uma família composta pelo judeu Guido, sua esposa Dora e o filho Giosué, o qual era apenas uma criança.
Inicialmente, Guido, por sentir tamanha admiração por Dora, passou a fazer uso da própria criatividade para criar oportunidades de cortejá-la e mostrar seu encantamento, mostrando indícios de que a imaginação se faria presente ao longo da trama.
A criatividade combinada com o amor do personagem principal, Guido, foi capaz de transformar um período de terrível desolação e desespero em esperança de que tudo não passaria de um pesadelo, a partir do momento que ele e seu filho Giosué foram levados para um campo de concentração nazista, onde Guido transformava os seus dias de tristeza em dias de sonho, alegria e conquistas para Giosué, através de inúmeras brincadeiras.
Mesmo com cenas em admiráveis detalhes que mostram a beleza das festas e dos figurinos, o filme não deixa de exibir a tragédia, o holocausto e uma pequena parte do exorbitante sofrimento vivido por tantos judeus na década de 40, o que provocou a destruição de tantas famílias e tantos sonhos.
Um filme emocionante, que vale a pena assistir e trazer para os dias atuais a ideia de que existe um mundo maravilhoso na nossa imaginação, e que tem a capacidade de deixar esses tempos menos dolorosos, os quais estão ocorrendo devido ao cenário de pandemia do COVID-19.
A moral que esse filme me passa, é que a imaginação pode ser um refúgio para a alma em dias onde não há esperança de uma vida melhor, mostrando um poder de transformar o sofrimento diário em um mágico universo para o Giosué, através das brincadeiras ditas pelo pai.
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