Joizacawpy Costa
Quantas vezes o sinal ficou amarelo e quem estava por perto não percebeu?
É que o grito de agonia de um depressivo pode não alardiar, muitas vezes se esconde atrás de disfarces, sim de sorrisos improvisados ou ensaiados.
A dor que não se explica, rouba a paz, o prazer nas coisas mais simples, e ainda tem quem não acredite. Digo isso porque já ouvi depoimentos de quem negligenciou a dor da alma alheia e depois ficou com remorso. Não estou culpabilizando ninguém apenas quero dizer que se o sinal amarelo acender a pessoa vai precisar de uma rede de apoio.
Quem pode funcionar como rede de apoio? A família, os profissionais de saúde e amigos, porque é um momento doloroso e solitário, desse modo exige cautela para que as coisas caminhem da melhor forma.
Se o sinal amarelo aparecer não fique sozinho divida com alguém a situação, não tenha medo dos julgamentos procure a ajuda necessária.
Quando o sinal ficar amarelo tenha muita atenção, porque a vida é muito preciosa e a paz de espírito é necessária para seguirmos em frente vivendo da melhor forma.
A origem do setembro amarelo vem do suicídio de um jovem americano de apenas 17 anos em 1994 Com suas habilidades mecânicas pintou um carro todo de amarelo e no dia de de seu velório foram distribuídos cartões presos a fitas amarelas.
Ao contrário do que muitos pensam saúde mental deve ser prioridade, ninguém merece viver em meio a tanto sofrimento sem ter paz.
DORES INVISIVEIS
E tudo que restou
Foi dor, condensada
No nada, num caminho
Sem início, sem meio e sem fim
Ao longe escuto a voz do vento
Como a lamentar dores invisíveis
Não há um rosto concreto
São imagens desfiguradas
Certamente resultantes
De pensamentos que dão em nada
Ausência, vazio, indiferença
Tudo isso cabe em versos
Sem explicação...
Joizacawpy Muniz Costa
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