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"A poesia da Natureza escrita pelos ventos", do convidado especial, jornalista José Oliveira Ramos

13/04/2021 18h41
Por: Mhario Lincoln

A poesia da Natureza escrita pelos ventos

 José Oliveira Ramos, convidado especial

Com certeza trabalhando melhor que todos os poetas que existiram ou existem no mundo, entre 20 de março e 21 de junho, a Natureza usa o vento e a sua exuberância, e escreve no chão com folhas multicoloridas, poemas dignos de serem inseridos nas mais perfeitas coletâneas.

Original do Texto.

É o outono!

Naquele tapete multicolorido, por horas, o vento faz o seu papel e propicia o acasalamento das folhas de ipês com as f

olhas das acácias, para garantir a gestação de algo tão belo, que ninguém se atreveria a fazer, ou descrever.

Só Deus, usando a natureza, o vento e a sua onipotência.

Nas primeiras semanas de março o ensaio se repete. Como acontece todos os anos. As folhas, no cio, amadurecem e caem abertas, prontas para serem possuídas e fecundadas – e os incautos ainda vociferam que o vento é fresco (no sentido da homossexualidade).

O trabalho do sol não fica fora. O da chuva, não é diferente. Como componentes das ininterruptas edições poéticas, a cada ano, por três meses, o amadurecimento da Natureza numa gestação tão profícua quanto bela.

As várias espécies de árvores, independentemente de qual família pertençam, no outono, se entregam à beleza da transformação e da renovação.

É o rejuvenescer!

É o florir!

É o preparar para o frutificar que se aproxima.

Novos frutos e novas sementes – a garantia da eternização do que existe de mais belo no planeta Terra. A árvore e seus frutos.

Mas, como seria a primavera se, entre ela e o outono não existisse o inverno?

É?!

Se logo após o outono, começasse a primavera?!

Será que as árvores seriam mais belas, com seus encantadores ares e cores primaveris?

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Dr. Karliton AlencaHá 6 anos atrásSeattle/CratoEu li o artigo anterior de Oliveira Ramos. O que eu aprecio nele é a forma de linguagem. Original, autêntica. Todos nós que saímos de nossas pequenos núcleos e vimos para terras grandes, como é meu caso, sou de Crato e hoje moro em Seattle (EUA), sabe o quanto é valoroso o sujeito ler sua própria linguagem. Tenho esposa e filhos americanos. Mas eles falam a minha língua e quando eu li para eles o seu texto, eles me perguntaram vários significados. A partir de agora, eles conhecem minha língua.
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