A poesia da Natureza escrita pelos ventos
José Oliveira Ramos, convidado especial
Com certeza trabalhando melhor que todos os poetas que existiram ou existem no mundo, entre 20 de março e 21 de junho, a Natureza usa o vento e a sua exuberância, e escreve no chão com folhas multicoloridas, poemas dignos de serem inseridos nas mais perfeitas coletâneas.
É o outono!
Naquele tapete multicolorido, por horas, o vento faz o seu papel e propicia o acasalamento das folhas de ipês com as f
olhas das acácias, para garantir a gestação de algo tão belo, que ninguém se atreveria a fazer, ou descrever.
Só Deus, usando a natureza, o vento e a sua onipotência.
Nas primeiras semanas de março o ensaio se repete. Como acontece todos os anos. As folhas, no cio, amadurecem e caem abertas, prontas para serem possuídas e fecundadas – e os incautos ainda vociferam que o vento é fresco (no sentido da homossexualidade).
O trabalho do sol não fica fora. O da chuva, não é diferente. Como componentes das ininterruptas edições poéticas, a cada ano, por três meses, o amadurecimento da Natureza numa gestação tão profícua quanto bela.
As várias espécies de árvores, independentemente de qual família pertençam, no outono, se entregam à beleza da transformação e da renovação.
É o rejuvenescer!
É o florir!
É o preparar para o frutificar que se aproxima.
Novos frutos e novas sementes – a garantia da eternização do que existe de mais belo no planeta Terra. A árvore e seus frutos.
Mas, como seria a primavera se, entre ela e o outono não existisse o inverno?
É?!
Se logo após o outono, começasse a primavera?!
Será que as árvores seriam mais belas, com seus encantadores ares e cores primaveris?

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