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Colunistas EDOMIR OLIVEIRA- Capítulo11 - " O Calvário de uma Noiva"

02/06/2020 13h40
Por: Mhario Lincoln

Capítulo 11                           

         Do Livro: "Finalmente a Noiva Chegou"

Edomir Martins de Oliveira, Vice-Presidente Nacional da APB

 

Chuva torrencial. Pneu furado. Noiva com vestido inteiramente molhado. Casa ou não casa?

 

CALVÁRIO DE UMA NOIVA

 

 

Para o casamento, os noivos escolheram como local a “Igreja do Calvário”, que eles com suas famílias frequentavam, e eram da membresia. Igreja tradicional, onde foram vários casamentos celebrados, e por onde passaram excelentes pastores, e vários outros eventos aconteceram.

 

Igreja do Calvário significava apenas a lembrança do que ocorrera com Cristo, que padeceu um calvário, para nos dar de graça, a salvação de nossa alma. Esse foi o entendimento dos noivos na escolha.

 

Contudo, os incidentes ocorridos nos momentos que antecederam a cerimônia, levaram os noivos a sofrer um calvário para alcançar a vida de casado.

 

O Calvário conhecido também por Gólgota, é a colina na qual Jesus Cristo foi crucificado, e que na época de Cristo ficava fora da Cidade de Jerusalém. A expressão significa caveira, local que contém uma pilha de crânios. Outros geógrafos afirmam que o termo provém de um acidente geográfico que se assemelha a um crânio, de acordo com informações da Wikipédia.

 

Casamento marcado para 19 horas, Igreja adornada, convidados presentes para não perderem o início da cerimônia, tendo em vista que havia presunção de chuva, pois o céu se apresentava plúmbeo, estando o noivo já  no aguardo da noiva.

 

Eis que de repente, uma forte chuva desabou sobre a cidade, dificultando em muito a chegada da noiva à Igreja. Chuva típica do mês de março, onde relâmpagos cortam o tule negro da noite, e trovões ribombeavam em seguida; uma autêntica tempestade. Aí começou o calvário da noiva.

 

A mudança de veículo, no caminho para a Igreja, pois o carro da noiva caíra em uma poça d`água e teve um pneu furado-, retardou ainda mais a sua chegada a Igreja. O guarda-chuva do pai não foi suficiente para protegê-la e ao rico vestido, com sua bela cauda, ao mudar de veículo, o que a fez chegar ao Templo bem molhada.

      

       Enquanto isso o noivo, ansiosamente, esfregava as mãos caminhando pela nave do templo, orando para que a noiva chegasse, pois tinha um horário a cumprir com o cerimonial.

 

Adveio um alivio para o noivo, quando viu que a sua amada chegara, mesmo com duas horas de atraso.

 

Quando, a noiva vinha adentrando no templo a energia elétrica faltou no bairro, ficando tudo às escuras, e, consequentemente, a Igreja. E o calvário dos noivos continuava; mais um incidente para complicar o início da cerimônia.

 

Naquela época, não havia celulares que muito ajudam, em situações como essa, com suas lanternas. A felicidade foi quando um convidado, que morava vizinho à Igreja, se lembrou que tinha motor que gerava energia elétrica em sua casa, e que poderia puxar uma extensão ao menos de uma lâmpada, que viria para iluminar, embora precariamente, o templo.

 

Assim a Igreja não ficaria totalmente às escuras, e a cerimônia poderia prosseguir.

 

Com essas atenções do vizinho, as providências foram tomadas, a cerimônia pode continuar, e os noivos declararem o sonhado SIM, tendo o Pastor em nome de Jesus, abençoado ao jovem casal e encerrado a cerimônia para alegria de todos.

 

Foi dada graças a Deus pela lâmpada salvadora, improvisada pelo vizinho, a quem eles rogavam que o Pai Celestial haveria de se lembrar dele, para agraciá-lo pela nobreza de gesto demonstrado.

 

Mas o atropelo continuava. A recepção seria oferecida pelos noivos, aos convidados, logo após a cerimônia de casamento, pois o cerimonial tinha outro compromisso em seguida.

 

 Convidados deslocavam-se às pressas para o local de onde seriam servidos coquetéis e belo jantar, pois, todos os incidentes que atrasaram o enlace matrimonial refletiram-se no cerimonial, que tinha outro compromisso assumido, em seguida, no mesmo salão. Felizmente a chuva cessou.

 

Resultado, os convidados tiveram que ser servidos às pressas, para vexame dos noivos.

 

Assim, mudança de veículo para outro mais confortável, fortes chuvas, falta de corrente elétrica na Igreja e tempo para que fosse providenciada a extensão do vizinho para iluminar o Templo, ainda que precariamente, foram elementos que levaram os noivos a sofrer verdadeiro calvário. O casal, como fieis servos de Deus, apesar de todos os transtornos, não se desesperava e lembrava-se sempre do contido no Evangelho de João 16:33 “No mundo tereis aflições, mas tende bom  ânimo.........”

 

Finalmente, o casal agradeceu a Deus porque, apesar dos incidentes, o casamento pode ser realizado. O calvário todo, foi compensado por uma vida conjugal harmoniosa, repleta de muita paz como se soube.

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Maria Zélia Leite OliveiraHá 6 anos atrásSao José de Ribamar-MACaríssimo professor, ilustre advogado e escritor, outrora o ritual dos casamentos ocorria em duas cerimônias distintas, sabemos. Conheço muitas pessoas que atualmente estão celebrando união civil e posteriormente a religiosa. Talvez esses problemas de atraso, discussões entre convidados, diminuíssem sobremaneira! A Corregedoria Geral da Justiça regulariza, há alguns anos, uniões antigas e novas com êxito, não se tendo conhecimento de que houvera atrasos, mesmo porque todos cumprem o horário.
Maria do Perpétuo Socorro de LoudesHá 6 anos atrássantuário Nós Pecadores de Lourdes. Campinas SPO que posso falar sobre esse episódio, padre Edomir, é que o Amor Vence Todas as Barreiras. Na nossa bíblia, diz que nem muitas águas conseguem apagar o amor; os rios não conseguem levá-lo na correnteza. Se alguém oferecesse todas as riquezas da sua casa para adquirir o amor, seria totalmente desprezado. Cânticos 8:7. Padre Agnelo leu hoje na homilia. Ajude a Comunidade, Padre.
Dra. Zélia CamargoHá 6 anos atrásBarbacena-MGAqui em Minas, vira e mexe tem um caso desses por aqui. EM Barbacena, onde moramos, eu e meu marido, (juiz de paz aposentado) tivemos muitos exemplos de noivos que abandonaram suas noivas. Tem um caso gritante. Um noivo que meu marido ia casar, decidiu tomar uma dose num boteque ao lado do Forum da Cidade. E perdeu o casamento. Ninguém sabia onde encontrar o noivo. E ele bem do lado do Forum. Se você tiver alguma história sobre esses fatos de perder o casamento por bebida, é bom mostrar isso.
Jovitta MunizHá 6 anos atrásSão LuísProfessor Edomir, de onde foi que o senhor tirou essa ideia. Isso tudo é verdade mesmo?
lucasHá 6 anos atrásfortalezapastor eu sou cabeleireiro e casei com meu marido debaixo de chuva. Foi muito romântico. Tem pobrema eu falar isso. Tava com tanta vontade de falar pastor...
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