Capítulo 11
Do Livro: "Finalmente a Noiva Chegou"
Edomir Martins de Oliveira, Vice-Presidente Nacional da APB
CALVÁRIO DE UMA NOIVA
Para o casamento, os noivos escolheram como local a “Igreja do Calvário”, que eles com suas famílias frequentavam, e eram da membresia. Igreja tradicional, onde foram vários casamentos celebrados, e por onde passaram excelentes pastores, e vários outros eventos aconteceram.
Igreja do Calvário significava apenas a lembrança do que ocorrera com Cristo, que padeceu um calvário, para nos dar de graça, a salvação de nossa alma. Esse foi o entendimento dos noivos na escolha.
Contudo, os incidentes ocorridos nos momentos que antecederam a cerimônia, levaram os noivos a sofrer um calvário para alcançar a vida de casado.
O Calvário conhecido também por Gólgota, é a colina na qual Jesus Cristo foi crucificado, e que na época de Cristo ficava fora da Cidade de Jerusalém. A expressão significa caveira, local que contém uma pilha de crânios. Outros geógrafos afirmam que o termo provém de um acidente geográfico que se assemelha a um crânio, de acordo com informações da Wikipédia.
Casamento marcado para 19 horas, Igreja adornada, convidados presentes para não perderem o início da cerimônia, tendo em vista que havia presunção de chuva, pois o céu se apresentava plúmbeo, estando o noivo já no aguardo da noiva.
Eis que de repente, uma forte chuva desabou sobre a cidade, dificultando em muito a chegada da noiva à Igreja. Chuva típica do mês de março, onde relâmpagos cortam o tule negro da noite, e trovões ribombeavam em seguida; uma autêntica tempestade. Aí começou o calvário da noiva.
A mudança de veículo, no caminho para a Igreja, pois o carro da noiva caíra em uma poça d`água e teve um pneu furado-, retardou ainda mais a sua chegada a Igreja. O guarda-chuva do pai não foi suficiente para protegê-la e ao rico vestido, com sua bela cauda, ao mudar de veículo, o que a fez chegar ao Templo bem molhada.
Enquanto isso o noivo, ansiosamente, esfregava as mãos caminhando pela nave do templo, orando para que a noiva chegasse, pois tinha um horário a cumprir com o cerimonial.
Adveio um alivio para o noivo, quando viu que a sua amada chegara, mesmo com duas horas de atraso.
Quando, a noiva vinha adentrando no templo a energia elétrica faltou no bairro, ficando tudo às escuras, e, consequentemente, a Igreja. E o calvário dos noivos continuava; mais um incidente para complicar o início da cerimônia.
Naquela época, não havia celulares que muito ajudam, em situações como essa, com suas lanternas. A felicidade foi quando um convidado, que morava vizinho à Igreja, se lembrou que tinha motor que gerava energia elétrica em sua casa, e que poderia puxar uma extensão ao menos de uma lâmpada, que viria para iluminar, embora precariamente, o templo.
Assim a Igreja não ficaria totalmente às escuras, e a cerimônia poderia prosseguir.
Com essas atenções do vizinho, as providências foram tomadas, a cerimônia pode continuar, e os noivos declararem o sonhado SIM, tendo o Pastor em nome de Jesus, abençoado ao jovem casal e encerrado a cerimônia para alegria de todos.
Foi dada graças a Deus pela lâmpada salvadora, improvisada pelo vizinho, a quem eles rogavam que o Pai Celestial haveria de se lembrar dele, para agraciá-lo pela nobreza de gesto demonstrado.
Mas o atropelo continuava. A recepção seria oferecida pelos noivos, aos convidados, logo após a cerimônia de casamento, pois o cerimonial tinha outro compromisso em seguida.
Convidados deslocavam-se às pressas para o local de onde seriam servidos coquetéis e belo jantar, pois, todos os incidentes que atrasaram o enlace matrimonial refletiram-se no cerimonial, que tinha outro compromisso assumido, em seguida, no mesmo salão. Felizmente a chuva cessou.
Resultado, os convidados tiveram que ser servidos às pressas, para vexame dos noivos.
Assim, mudança de veículo para outro mais confortável, fortes chuvas, falta de corrente elétrica na Igreja e tempo para que fosse providenciada a extensão do vizinho para iluminar o Templo, ainda que precariamente, foram elementos que levaram os noivos a sofrer verdadeiro calvário. O casal, como fieis servos de Deus, apesar de todos os transtornos, não se desesperava e lembrava-se sempre do contido no Evangelho de João 16:33 “No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo.........”
Finalmente, o casal agradeceu a Deus porque, apesar dos incidentes, o casamento pode ser realizado. O calvário todo, foi compensado por uma vida conjugal harmoniosa, repleta de muita paz como se soube.

1 foto Dicas de leituras. China. História. Cultura. Sociedade. Dicas de leituras.
1 foto MALIFESA: O QUE SERÁ QUE VAI SOBRAR PRA GENTE?
1 foto MALIFESA: O MELHOR TIME É O “LÁ DE CASA”...
1 foto MALIFESA: O QUE NOS AGUARDA APÓS O FINAL DA PONTE?
1 foto MALIFESA: QUAL É MESMO NOSSO FUTURO?
1 foto “É um ET. / Por esse ângulo dá pra ver. / Não se pode mais negar. / Pelo jeito especial de Jogar.” Mín. 15° Máx. 19°
Mín. 16° Máx. 25°
ChuvaMín. 10° Máx. 17°
Chuva
Colunista Socorro Guterres Em visita a Curitiba-PR, a acadêmica Socorro Guterres escreveu: “UM MITO LITERÁRIO”.
Marco Neves De Homero ao autoclismo português: 3000 anos de grego
Joizacawpy Costa SETEMBRO AMARELO: “ATENÇÃO! SINAL AMARELO”
Coluna de RUY PALHANO A crise na Justiça e os impactos comportamentais, institucionais e morais