Quinta, 15 de Outubro de 2026 16:42
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Geral Renata Barcellos

“Humanidade e o uso da tecnologia”. Por Renata Barcellos

Renata Barcellos convidada da Plataforma Nacional do Facetubes

15/10/2026 15h13
Por: Mhario Lincoln Fonte: Renata Barcellos
Arte:GinaiFT (Prof. Renata Barcellos).
Arte:GinaiFT (Prof. Renata Barcellos).

Por Renata Barcellos (BarcellArtes)

Já parou para pensar o quanto estamos dependentes da tecnologia? Podemos dizer REFÉNS!  Tudo o que pretendemos resolver, depende de um aplicativo: do Já É (cartão de ônibus no RJ) ao imposto de renda. Dessa forma, é preciso não só ter um celular com memória suficiente para baixar tantos aplicativos como também a internet para banco, cartões de transporte, título de eleitor, resultados de exames...

Entretanto, isso é demasiadamente injusto. Quantos Brasis há no Brasil? Vale ressaltar que muitas regiões não há a mínima estrutura (escola, posto de saúde) quisá internet.... A condição financeira da maioria é baixíssima. Como comprar celular, computador, pagar internet... Ainda há uma outra questão: por não haver escolas perto dos povoados e a situação financeira levar ao trabalho desde cedo, muitos são analfabetos em diversos níveis: Analfabetismo Absoluto (Puro): total incapacidade de ler e escrever palavras ou frases simples.

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A pessoa não reconhece as letras ou os números de forma funcional. Analfabetismo Funcional: quando o indivíduo até conhece as letras e consegue ler frases curtas ou números familiares, mas não consegue interpretar textos ou realizar cálculos mais complexos necessários para o dia a dia. No Brasil, conforme dados do INAF, atinge cerca de 29% da população entre 15 e 64 anos. Analfabetismo Digital: dificuldade ou incapacidade de usar tecnologias digitais, como computadores, smartphones, internet e aplicativos básicos para trabalhar ou se comunicar. Analfabetismo Científico: falta de compreensão básica sobre conceitos, métodos e raciocínios da ciência, o que dificulta entender notícias sobre saúde, meio ambiente ou tecnologia. Analfabetismo Político: falta de interesse, compreensão ou discernimento crítico sobre os direitos civis, o funcionamento das instituições, o papel dos governantes e os processos eleitorais. Quando pensamos a sala de aula e o uso das diversas ferramentas tecnológicas, apesar da proibição (do uso de telefones celulares e outros aparelhos eletrônicos portáteis por estudantes em escolas públicas e privadas da educação básica em todo o Brasil), ainda é uma questão a ser resolvida.

Os alunos burlam e utilizam sobretudo a IA. As escolas equipadas disponibilizam diversos recursos: louça digital, laboratório, data show... Mas quando não funcionam, os docentes precisam pensar em um plano B (quadro branco e piloto, xerox...). Quando se refere às atividades propostas pelo professor, raramente, o aluno resolve a questão. A maioria recorre ao uso da IA. Limita-se a pensar o comando. Por exemplo, em entrevista, o filósofo Giorgio Agamben reflete sobre o poder, a erosão dos direitos, a crise da democracia e os riscos de uma humanidade que renuncia ao próprio pensamento. Dentre estes vários aspectos, o estudioso declara “Hoje a humanidade renuncia a pensar e cede o pensamento a uma máquina”.

E é isso que estamos vivenciando dentro das instituições de ensino (da Educação Básica à Superior). A maioria dos alunos utilizam para a resolução das questões propostas e o professor para planejar aulas, organoizar avaliações e até correções. Quanto a isso, enquanto professora de produção textual, infelizmente, a realidade é: a maioria dos textos são fruto da IA. Assim, constatamos que a maior parte dos vestibulandos, não elaboram mais as produções, não refletwm sobre as polemáticas contemporâneas, não correlacionam os fatos ocorridos ao longo da história... O que podemos aguardar de um futuro bem próximo?  Assustador, não? Quanto ao incentivo à leitura, há muitas boas práticas sendo desenvolvidas ao longo do território nacional. Entretanto, o que se prepomderá é o professor de literaturas não ser um leitor em potencial muitas vexzes. Não manter-se atualizado não só quanto aos autores mas também no que se refere às vertentes literárias (como Slam...). Alunos recorrem à IA para elaboração de atividades até as mais lúdicas (utilizando a técnica da Intertextualidade e retextualização, por exemplo).

Em período de eleição e de provas externa nacional de acesso ao Ensino Superior (Enem), é preciso conscientizar os vestibulandos quanto à importância da leitura, das literaturas e do treino de possíveis temas para ter uma boa nota e entrar na linha de corte. Porém, preferem as plataformas digitais para orientação e correção. Desprezando o professor no presencial, a atenção possível para sanar os problemas linguísticos... Acabam perdendo um ano porque não se concentram nos estudos, no professor presencial.

 

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Perdem tempo e dinheiro por não valorizarem o seu professor. Se for da rede pública, a descrença ainda é maior. A sociedade precisa voltar a valorizar o ensino público. Muitos professores são altamente qualificados. Mas são apagados e silenciados pelo sistema, pelo uso abusivo da tecnologia... Humanizar é preciso!!! Vários pesquisadores desta área da IA (mesmo eles) vem advertindo quanto às consequências do uso desenfreado ou inadequado da IA. Vejamos: Cientistas e Pioneiros da IA (Os Criadores) Muitos dos pensadores mais preocupados são os próprios cientistas que ajudaram a criar a tecnologia: Geoffrey Hinton: conhecido mundialmente como o "Padrinho da IA" (vencedor do Prêmio Turing), ele deixou seu cargo no Google para poder alertar livremente sobre os perigos da tecnologia. Ele afirma que a IA digital pode aprender muito mais rápido do que os humanos e estima um risco real de extinção humana caso os sistemas se tornem superinteligentes e decidam que não precisam mais de nós. Yoshua Bengio: outro pioneiro da IA e vencedor do Prêmio Turing. Bengio alerta ativamente contra a criação de uma Inteligência Artificial Geral (IAG) dotada de metas independentes e instinto de autopreservação.

Ele destaca que os modelos atuais já aprenderam a trapacear e enganar. Max Tegmark: físico do MIT e cosmólogo, Tegmark defende publicamente que os governos criem padrões de segurança obrigatórios urgentes, alertando que competir com uma nova espécie digital inteligente é uma "proposta extremamente perigosa". Grandes Cientistas e Pensadores Populares Stephen Hawking: renomado físico teórico, antes de falecer, alertou repetidamente que o desenvolvimento de uma IA completa "poderia significar o fim da raça humana". Hawking argumentava que os humanos são limitados pela evolução biológica lenta e não conseguiriam competir com máquinas que se redesenham sozinhas em um ritmo geométrico. Nick Bostrom: filósofo da Universidade de Oxford e autor do livro Superinteligência, Bostrom é um dos teóricos mais citados sobre o "problema do alinhamento". Ele argumenta que se uma IA superinteligente tiver objetivos que não estejam perfeitamente alinhados com a sobrevivência humana, ela poderá nos eliminar simplesmente como um efeito colateral para atingir suas metas. Filósofos e Humanistas Michael Sandel: filósofo político e professor de Harvard, Sandel argumenta que o perigo mais sutil e imediato não é apenas a destruição física da humanidade, mas sim como a IA muda fundamentalmente o que significa ser humano, alterando nossas interações, tomada de decisões morais e o livre-arbítrio. Yuval Noah Harari: historiador e filósofo (autor de Sapiens) alerta que a IA é a primeira tecnologia da história capaz de criar ideias e cultura de forma autônoma.

 

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Ele aponta o perigo da IA manipular os sistemas democráticos através de discursos e ilusões em massa geradas por algoritmos. Líderes de Tecnologia e Executivos Sam Altman (CEO da OpenAI): apesar de liderar a criação de ferramentas como o ChatGPT, Altman assinou cartas públicas junto a outros cientistas alertando que mitigar o risco de extinção global causado pela IA deve ser uma prioridade global, ao lado de riscos como pandemias e guerras nucleares. Elon Musk: um dos fundadores originais da própria OpenAI (da qual se desligou posteriormente), Musk sempre repetiu que a IA sem regulamentação rígida é "mais perigosa que armas nucleares". Apresentamos apenas o posicionamento de alguns pesquisadores sobre a IA. Diante dessas percepções estarrecedoras, as instituições de ensino devem conscientizar o alunado porque, em um futuro próximo, a humanidade pode ser extrinta. Humanizemo-nos!!! Conscientizemo-nos!!! A IA é uma ferramenta a nosso dispor e não somos nós, não deve nos substituir!!! Muito menos o advogado, o médico e o professor!!!  

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Sobre Renata Barcellos
Entrevistas, textos acadêmicos e ensaios da professora carioca Renata Barcellos.
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