Quinta, 10 de Setembro de 2026 18:54
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Convidado. Edomir Martins de Oliveira, "... E o padre adoeceu"

07/09/2020 14h34
Por: Mhario Lincoln

Capítulo 25

Do Livro: “Finalmente a Noiva Chegou"

Edomir Martins de Oliveira

Vice-Presidente Nacional da APB

 

 

Charge montada por ML.

.... E O PADRE ADOECEU

  

Lá pelos idos do ano de 1995, um casal ao contrair núpcias, com a empolgação do ato religioso e o sermão do sacerdote, após a cerimônia, confessou-lhe que se Deus os agraciasse com uma filha, gostaria que ele celebrasse o casamento dela no momento oportuno, ao que o sacerdote confessou que faria, se vivo estivesse, com muita alegria.

A mensagem própria para o momento baseou-se nas Bodas de Caná da Galileia, onde Cristo, segundo a Bíblia Sagrada, contido no Evangelho de João 2:1-11 realizou seu primeiro milagre, transformando água em vinho.

Graças a essa mensagem guardada no coração, o casal vive muito feliz, sempre prevalecendo o bom senso e o amor. Estavam casados há 25 anos e a felicidade estava sempre presente em suas vidas. Receberam como presente de Deus, uma filha, que já contava com 20 anos de idade, sempre boa aluna e que já cursando universidade.

Como o marido herdara umas propriedades constantes de terras, propícias para a agricultura, investiu no agronegócio, prosperou, ficando mesmo rico. Eram novos ricos! $$$. A filha fora criada nesse clima de amor e compreensão, que reinava em toda a família. Os pais a levavam para a Igreja desde criança, atentos ao que lhes recomendava o livro de Provérbios da Bíblia Sagrada, no capítulo 22:6 - “Instrui o menino no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele”.

A jovem encontrou seu príncipe encantado. Comunicou aos pais que estava namorando um rapaz que conhecera na Faculdade, já há alguns meses, que colaria grau em Direito ao fim do ano. Disse-lhes que ele iria à noite em sua casa, pois desejava conhecê-los. Pontualmente, chegou.  No desenrolar da conversa, confessou-lhes o desejo de noivar em dias próximos. Era funcionário público federal, e estava concluindo o Curso de Direito. Fora inclusive já aprovado no exame da OAB.  

Os pais da moça se entusiasmaram com a firmeza do comportamento e dos propósitos do rapaz e deram suas bênçãos para que continuassem o namoro. Quando decorridos seis meses, a jovem comunicou aos pais que no próximo sábado o jovem viria pedi-la em casamento.

Os pais, que de há muito haviam pedido ao padre que os casara, que casasse a sua filha, que ele batizara, pediu-lhes que escolhessem esse mesmo padre para casá-los. Eles concordaram e, assim, no domingo, por ocasião da missa todos falaram com o Sacerdote externando-lhes o desejo de que ele os casasse. O Sacerdote pediu-lhes, então, que fossem à secretaria da Igreja para marcar a data e receber orientação dos documentos a apresentar.

A jovem estudiosa das Ciências Sociais, descobrira em livros didáticos, algo que achou interessante. Os antigos povos havaianos antes de casar tinham uma vida conjugal, onde a mulher deveria mostrar que poderia ser boa esposa e o jovem tinha condições de sustentar a família sendo trabalhador, bom caçador e sabendo prover as necessidades do lar.

Tinha combinado com o noivo que iriam fazer uma viagem juntos, com o que não concordaram os pais, e arrasados ficaram lembrando-lhes que os exemplos que eles viam deles era de uma união conjugal formal. Que viajassem depois de casados. A filha foi irredutível. Ah! Esses jovens ....

Precisavam fazer esse teste. Eles se conheceriam melhor, e ao fim de seis meses iriam ao padre com quem já haviam conversado, para casar solenemente. Os pais, ainda assim, ficaram mais indignados com a aventura que a filha queria realizar. E ela, mesmo os contrariando, não atendeu seus apelos. Fizeram uma viagem antes do casamento, pois isto agora era o que pregava o modernismo.

Ao fim de seis meses, levaram a notícia aos pais de que iriam se casar. Eles exultaram de alegria, e trataram de organizar a festa que seria com toda pompa e circunstância. Mandaram imprimir luxuosos convites e casariam no mesmo dia em que os pais casaram. Era uma homenagem da filha.

O religioso estava idoso, mas em condições do exercício do sacerdócio, pois Deus lhe dava forças para fazê-lo.  Os preparativos continuavam. Providenciaram um rico enxoval e um vestido de noiva importado de grife famosa; distribuíram os convites em número de 500, com antecedência. Contrataram o salão de festas e o cerimonial, os mais requintados, e dois famosos decoradores, pedindo-lhes que não medissem despesas, pois desejavam o salão e a Igreja adornados com flores naturais, de preferência rosas colombianas.  

Na hora do casamento, aconteceu um imprevisto dos mais desagradáveis. O Padre adoeceu seriamente, acometido de distúrbios gastrointestinais. Precisou ser internado às pressas em um hospital e não poderia realizar o casamento. E agora, que fazer? Contratados bufê primoroso para ninguém botar defeito e duas bandas musicais famosas, para tocar noite adentro até o fim da festa.

Nessa ocasião, os pais resignados e com espírito de praticidade chegaram à seguinte conclusão:  vida a dois eles já levavam, tinham até viajado juntos, e estavam vivendo como se casados fossem. O casamento não fora realizado, porque o padre adoecera, o que independeu de suas vontades. Então decidiram: “Vamos todos para a comemoração, como se tivesse acontecido o casamento”, eles pensaram.

Usaram o microfone, explicaram aos convidados o ocorrido com a saúde do padre, e convidaram a todos para irem para o salão de festas contratado. Queriam que os convidados vissem todas as belezas que tinham programado para esse casamento, que seria o mais bonito do ano, fossem regalados com o que o bufê preparara de melhor, e recebessem as finas lembranças que seriam ofertadas aos presentes. E assim, tudo ocorreu exatamente como esperavam; e depois das comemoções de muito sucesso, os noivos embarcaram para sua lua de mel.

 Eles casariam depois, em cerimônia bem simples quando voltassem, pois, iriam para as Ilhas Maldivas no Oceano Índico. Ao voltar das ilhas paradisíacas, casaram em casa dos pais dela, com a presença de familiares e alguns amigos mais próximos. Recebendo no domingo, na Igreja, as bênçãos sacerdotais pelo Padre de sua escolha, pois já estava restabelecido em sua saúde.          

-Graças a Deus- disseram os pais. Agora estavam felizes!!!. A filha casada, era mais uma família legitimamente constituída como era dos seus desejos. Que Deus os abençoasse e fossem muito felizes!!!

E após a celebração, o pai da noiva chamou o padre para convidá-lo, previamente, para realizar o batismo do seu primeiro neto (a)...E depois do batismo, certamente já encomendará a crisma e aí por  diante, resultado da fidelidade a um sacerdote que tão brilhantemente exerce a sua função.

E a propósito, não é que o batismo do netinho, que nasceu grande e bem saudável, foi realizado seis meses depois pelo mesmo padre, que o achou bem robusto para ser prematuro??? Mas os avós juraram que, sim, o netinho nasceu bem antes do esperado.

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Foto abaixo: Edomir Martins de Oliveira recebe o Diploma de Membro Efetivo da academia Poética Brasileira e de Vice-presidente Nacional da entidade.

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Arlindo HauerHá 6 anos atrásHolambraEu analisei sua excelente crônica com muita atenção.Mas algumas colocações eu não entendi. Uma delas, "dois famosos decoradores, pedindo-lhes que não medissem despesas, pois desejavam o salão e a Igreja adornados com flores naturais, de preferência rosas colombianas". E por quê a preferência por rosas colombianas? Elas são mais caras que as produzidas em Holambra, por exemplo, onde resido? É isso o bojo da questão para mostrar riquesa? No mais, parabéns, escritor.
Pastor HelenildoHá 6 anos atrásAssembleiaNo fundos, pastor Edomir, são mensagens bíblicas que ganharam uma outra conotação. Cheia de Humor, atrai pessoas ue nem a bíblia liam e hoje, com certeza, estão lendo a bíblia após o senhor somar com essas histórias de casamento.
Irmã BereniceHá 6 anos atrásIgreja BatistaVoltei para pensar uma coisa. Pastor Edomir, vai ver que o Padre pegou Covid e ninguém sabia. ainda bem que retiraram o padre do ambiente. Em caso contrário, todo mundo ia no casamento e saia infectado. O que acha?
Edomir Martins de OliveiraHá 6 anos atrásSão Luís-MA Enquanto puder sentir a alegria contagiante dos meus leitores que muito me estimulam, repito, continuarei escrevendo neste Portal. Tenham a certeza de que vocês me fazem igualmente muito felizes. Muito obrigado.
Marieta Otarim LunheresHá 6 anos atráseu moro em Maués, AmazonasMeu santo Edomir. Toda semana levo um susto danado. Alguém afirma que essa é a última crônica. Puxa! Assim morro do coração. Meu médico disse que dar boas gargalhadas melhora meu coração. Tive um infarto há uns 4 anos. E desde lá, leio tudo que me agrada. Por favor, fica! Suas crônicas são uma soma de inteligência, humor e realidade. Já me acostumei. Mas não comento nada. Aqui, pouco se lê impresso. Mas na internet eu me divirto com suas crônicas. Sou Marieta, professora de línguas indígenas.
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