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Colunistas: Edomir Martins de Oliveira, " O NOIVO DO CAVALO BRANCO"

09/06/2020 16h06
Por: Mhario Lincoln

Capítulo 12

 

 O NOIVO DO CAVALO BRANCO

 

Do Livro: "Finalmente a Noiva Chegou"

Edomir Martins de Oliveira

 Vice-Presidente Nacional da Academia Poética Brasileira e Embaixador Universal da Paz

 

Cavaleiro do Apocalipse

 

 

 

“Vi, então, e eis um cavalo branco e o seu cavaleiro com um arco; e foi-lhe dada uma coroa; e ele saiu vencendo e para vencer.” (Bíblia Sagrada – Apocalipse 6:2).

 

Tratava-se    da perspectiva de    casamento, em   que    o noivo era um rapaz extremamente religioso, que levava a aplicar os dogmas religiosos em sua vida, como se fosse um enviado por Deus. Acreditava firmemente que a Bíblia devia ser cumprida sem discussão.

 

Se o Apocalipse falava que havia um cavalo branco e o seu cavaleiro, ao qual foi dada uma coroa, e ele saiu vencendo e para vencer; esse texto deveria ser aplicado em sua vida matrimonial que estava prestes a iniciar. Haveria de ser um vencedor, com certeza.

 

        Não tinha a mínima dúvida de   que   era um predestinado, pois nascido de parto oriundo de uma cesariana complicada, sobreviveu com a graça de Deus. Ele, filho de pais evangélicos, logo lhe foi ensinado crescer com respeito aos ensinamentos do Pai Celestial.

 

A vida de solteiro era boa, mas nada melhor do que constituir uma nova família, pois ao homem estava destinado a vida com uma companheira. Era feliz, mas queria fazer também uma companheira feliz, eis porque orava sempre a Deus para que lhe indicasse a pessoa certa. Nisso estava correto, pois, precisamos fazer o próximo feliz, para sermos igualmente felizes. Até que encontrou a pessoa certa, com a qual compartilharia sua vida.

 

Principalmente, em se tratando de uma esposa, é preciso faze-la feliz, para termos a felicidade ao alcance das mãos.

 

Concentrado no texto bíblico sobre o cavalo branco e seu cavaleiro, não tinha dúvidas, de que aquele texto era para ele. Precisava iniciar a vida apresentando-se para o casamento, montado em um cavalo branco.

 

O grande problema era que ele nunca havia montado a cavalo. Mas as dificuldades são para serem vencidas, pensou ele.

 

        Dirigir-se-ia a uma Academia Militar de Hipismo e logo aprenderia a montar e cavalgar. Haveria de ir até a porta da Igreja montado em um cavalo branco, e só apearia quando chegasse na porta do Templo.

 

Assim foi feito. Foi a uma Academia de Polícia de Hipismo, e ali começou a aprender a montar, e cavalgar, em um escolhido cavalo branco, pelo que acreditou, em poucos dias, que estava apto para alcançar seu objetivo.

 

O instrutor deu-lhe algumas aulas e recomendou-lhe, que o trote bem lento, seria comandado com as rédeas do animal. Que ele não se esquecesse de que não deveria pressionar os calcanhares nos flancos do animal, senão ele entenderia como se estivesse sendo estimulado para galopar.

 

Na véspera do casamento, acompanhado do instrutor, quis fazer um treinamento, sentindo-se vitorioso, como o Cavaleiro do Apocalipse, pois ia casar com sua noiva amada. Fez o percurso até a Igreja, montado a cavalo sem nenhum incidente.

 

Foi quando invadido por profunda emoção, chegando à porta da Igreja, tocou os flancos do animal com os calcanhares, este deu um grande pinote, e ele foi ao chão, caindo longe, sendo socorrido pelo instrutor que controlando o animal evitou maiores proporções.

 

 Resultado: o noivo sofreu escoriações generalizadas, sem sofrer fraturas, porém, teve que ir a um Hospital para ser medicado.

 

        No dia seguinte, dia do casamento, mesmo com o corpo todo dolorido, mancando, ainda teve que esperar pela noiva, que como sempre fazem as noivas, chegou com atraso, o que o incomodava mais ainda sentindo dores maiores.

 

O seu sonho de colocar a esposa na garupa do cavalo, na porta da Igreja, após o casamento, e com ela cavalgar até o cerimonial, foi a sua grande frustração, agradecendo, contudo, a Deus por ter realizado o sonho de casamento como previsto, eis que o incidente não o levou à hospitalização, tendo apenas o atendimento médico necessário.

 

 O ato de matrimônio foi celebrado. Com a queda do cavalo, ele entendeu que deveria de logo, pedir perdão a Deus, por querer ser igual ao cavaleiro do Apocalipse.

 

Realizado o matrimônio com o pronunciamento do célebre SIM, e as bênçãos sacerdotais, os noivos e convidados retiraram-se para outro local, onde o Cerimonial contratado disponibilizou uma excelente recepção, que ofereceu frios, coquetéis, bebidas finas, e delicioso jantar e finos doces. Partiu-se o bolo que estava bem decorado com um casalzinho acima, representando os noivos.

 

      Em seguida, a noiva fez o tradicional “jogo do bouquet” às jovens candidatas ao matrimônio e as encalhadas que assim se sentiam, pulavam ansiosamente para recebê-lo. Segundo a crença, quem o recebesse seria a próxima a casar.

 

Após o casamento, os noivos sempre vão às mesas cumprimentar os convidados, e fazer sessão de fotos, para guardá-las para a posteridade

 

O noivo cumpriu essa obrigação, curtindo suas fortes dores ante a queda do cavalo, (pois os analgésicos que tomara estavam passando o efeito), mas, feliz vendo o seu sonho de casamento realizado.

 

A noiva, lamentando o sofrimento do seu amado, esboçava sorrisos de alegria, sentindo-se muito feliz pelo casamento do seu sonho, com o agora, seu cavalheiro ao invés do seu cavaleiro.

 

 

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Marcus Nolasco de AbreuHá 6 anos atrásVila Velha, ESNa hora de casar, ... é melhorar não arriscar. Deixar de montar é sabedoria no andar. No altar de alegrias só é preciso ajoelhar e esperar... Pr Marcus Nolasco
edomir martins de oliveiraHá 6 anos atrássão luis-MAMaria de Lourdes Saldanha,minha comentarista distinta. Agendei sua proposta para que eu escreva uma crônica baseada nos seus comentários, Tão logo termine a publicação dos capitulos do meu livro conforme combinado, não esquecerei. A propósito do que comenta Dica Antunes, reitero que sou evangélico,presbítero da Igreja Presbiteriana do Calhau em São Luis que apareço nesta foto ladeado pela minha esposa e filha, no dia em que recebi a comenda honorífica de Embaixador Universal da Paz.
Bernarda LimaHá 6 anos atrásSão BentoD.Dadá que história linda. Ouvi essa história do meu neto que estva no computador e como a gente conhece a história e a senhora, ficamos emocionados.
Marcio SantosHá 6 anos atrásSantos_SPPerlo amor de Deus, Edomir....
Maria de Lourdes SaldanhaHá 6 anos atrássantosÔ edomi faz uma cronica sobre o meu casamento com dr. Toinho. Ele estava puxando cadeia eno dia que saiu nos casamaos com o juiz de paz na porta da penitenciária. Ele foi preso porque estava desempregado e não poude pagar a penção da ex-mulher. Ele é uma pessoa boua e é engenheiro de ferrovia. Nós frequentamo a Assembreia de Deus aqui de Santos. Obrigado edomi
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