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O 24º Batalhão de Infantaria de Selva (24º BIS) e o Maranhão:

a Importância Estratégica da Unidade Militar e do Estado.

05/12/2022 às 13h26
Por: Mhario Lincoln Fonte: *Sérgio Henrique Lopes Rendeiro
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O 24º Batalhão de Infantaria de Selva (24º BIS) e o Maranhão:

 

*Sérgio Henrique Lopes Rendeiro

Ao assumir o comando do 24º BIS em 16 de dezembro de 2020 percebi logo de pronto a importância do mais novo Batalhão de Infantaria de Selva do Exército Brasileiro (EB). Hoje, quase 2 anos passados e encerrando o meu ciclo como comandante, tenho plena certeza da importância estratégica do Maranhão para nação brasileira.

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Sérgio Henrique Lopes Rendeiro

O 24º BIS é resultado de uma reorganização do EB na região Amazônica. Em 2013, o Comando do Força Terrestre criou o Comando Militar do Norte (CMN), separando do Comando Militar da Amazônia (CMA) os Estados do Pará e Amapá e do Comando Militar do Nordeste (CMNE) a região centro-sul do Maranhão. Até aquele ano, nosso Batalhão recebeu a denominação histórica de 24º Batalhão de Caçadores (24º BC). O nascimento do CMN englobou os Estados do Pará, Maranhão, Amapá e porção norte do Tocantins. A consequência imediata para nossa Organização Militar (OM) foi que sua subordinação à 10ª Região Militar (Fortaleza-CE) foi alterada e passou a compor as tropas do recém-criado CMN, sendo transformado, em novembro de 2013, em 24º Batalhão de Infantaria Leve (24º BIL).

Com a evolução do nosso CMN, o mais novo Comando Militar de Área do EB foi ganhando musculatura e em 2017 foi criada a 22ª Brigada de Infantaria de Selva, a Brigada da Foz do Amazonas, em Macapá-AP. Mais uma vez nossa OM foi impactada positivamente pela evolução do CMN. O então 24º BIL foi transformado em 24º BIS, passando a integrar a mais nova Brigada de Infantaria de Selva do EB e ao mesmo tempo, passando a ser o Batalhão de Infantaria de Selva caçula do nosso Exército. Apesar de ser um BIS recém-criado, a história do Batalhão Barão de Caxias é secular, tendo a OM 152 anos de existência.

O Estado do Maranhão possui o segundo maior litoral do país, perdendo apenas para o litoral baiano. Na capital está situado o complexo portuário de ITAQUI, respondendo hoje por cerca de 25% de toda movimentação de carga portuária do Brasil. O terminal de cargas líquidas é responsável pelo abastecimento de combustível de boa parte do Centro – Oeste até a área do triângulo mineiro na cidade de Uberlândia. Os insumos de fertilizantes para o agronegócio brasileiro também têm no complexo de ITAQUI sua maior porta de entrada, sendo responsável pela importação de aproximadamente 70% desses insumos. Se olharmos sobre a perspectiva da ciência e tecnologia, a Força Aérea Brasileira (FAB) possui o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), localizado no município que dá nome ao Centro e é conhecido como a janela do Brasil para o espaço. A exploração de gás natural na bacia do rio Parnaíba atraiu para a cidade de Santo Antônio dos Lopes empresas como a ENEVA, que montou plantas termoelétricas movidas a gás natural. A malha ferroviária do Maranhão permite ainda o escoamento de todo minério de ferro da região de Carajás-PA e a produção de celulose do sul do Estado. O complexo portuário tem apoiado também o escoamento da produção de soja da região Tocantina, garantindo competitividade aos produtores.

O Estado é composto por 217 municípios, deste total, 172 são área de responsabilidade do 24º BIS. O Maranhão é uma importante área estratégica para a nação e possui um leque de Infraestruturas estratégicas dentro de seu território. A responsabilidade do Batalhão Barão de Caxias é grande e seu preparo diuturno, o capacita para atuar na defesa externa do Brasil e garantir o pleno funcionamento das estruturas estratégicas da sua área de responsabilidade. O 24º também tem como missão estar em condições de atuar na região do Estado do Amapá na Fronteira do Brasil com a Guiana Francesa. Além disso, Operações Militares como a travessia dos Lençóis Maranhenses realizada em 2021 dentro da área de responsabilidade do Batalhão e a Operação Ágata 2022 realizada no Estado do Amapá nos municípios de Serra do Navio, Pedra Branca do Amapari, Porto Grande e no Parque nacional das Montanhas do Tumucumaque são um exemplo da versatilidade e espírito do nosso Barão de Caxias.

A evolução do 24º BIS está totalmente alinhada com a importância estratégica do Estado do Maranhão. Ao fechar meu ciclo como Comandante dessa importante Unidade no dia 15 de dezembro de 2022 e entregar o Comando ao TC Peixoto, parto com a plena certeza que o Exército criou no 24º BIS um Soldado com espírito inquebrantável, unindo a resiliência e a força do nordestino à mística e sagacidade das Unidades de Selva do EB. A outra convicção é a do papel relevante e estratégico que o Maranhão tem para a nação brasileira.

Aqui começa a Amazônia, Selva!

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*Coronel de Infantaria – atual Comandante do 24º BIS

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OTAFRAN SOUSA LIMA BRASILHá 3 anos São João dos PatosParabéns. Os áres da Infantaria, tão poderosos como existem, reconhecem o valor e agradecem por tamanha importância nesse Comando. Brasil Acima de Tudo! Asp Of R-2 Brasil, NPOR no 24° BC do EB em 1996, o Melhor Guerreiro na Selva da OM.
JAIME Há 4 anos BSB/DFPresidente maravilhosa publicação!!! Saudações aos valorosos presidente, vice-presidente!!! Parabéns a todos vocês que fazem essa valiosa APB!!!
Germano TrindadeHá 4 anos BahiaSalve Pátria Amada, Brasil.
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(A) MARCO NEVES (De Lisboa/Portugal)
Sobre o blog/coluna
Marco Neves nasceu em Peniche e vive em Lisboa. Tem sete ofícios, todos virados para as línguas: tradutor, revisor, professor, leitor, conversador e autor. Não são sete? Falta este: é também pai, com o ofício de contar histórias. É professor na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e diretor do escritório de Lisboa da Eurologos. Escreve regularmente no blogue Certas Palavras. Já publicou os livros Doze Segredos da Língua Portuguesa, A Incrível História Secreta da Língua Portuguesa e o romance A Baleia que Engoliu Um Espanhol. Publicou também um ensaio literário, José Cardoso Pires e o Leitor Desassossegado. Regressa às dúvidas e subtilezas da nossa língua com a Gramática para Todos: O Português na Ponta da Língua.
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