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As inteligentes resenhas do jornalista Gabriel Neres: “Morte na Cadeia”, de Pedro Neto

Gabriel Barros Neres é jornalista e colaborador da Plataforma Nacional do Facetubes.

26/06/2025 às 02h38 Atualizada em 26/06/2025 às 17h22
Por: Mhario Lincoln Fonte: Gabriel Barros Neres
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Gabriel Neres
Gabriel Neres

Resenha: Mortes em Cadeia, de Pedro Neto

Gabriel Barros Neres - Jornalista

 

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Na fictícia cidade de Bruma, banhada pelo rio Itapecuru e localizada no interior do Maranhão, uma série de assassinatos tem acontecido dentro da delegacia local envolvendo os detentos, que são encontrados com sinais de esganamento e ao lado da corda usada como arma do crime. Com mais suspeitos do que pistas para investigar, cabe ao delegado Pablo Rodrigues e ao investigador Pedro Antonio tentar entender a causa dessas mortes.

Mortes em Cadeia (2022, Viegas Editora, 184 páginas), de autoria de Pedro Neto, já chama a atenção pelo prêmio conquistado: trata-se do vencedor do prêmio AMEI de 2021 na categoria Suspense.

Pedro Neto também possui um vasto currículo. Autor de 11 livros, entre eles O Segredo da Montanha Azul, que também venceu o Prêmio AMEI, mas na categoria infanto juvenil, Pedro Neto é membro da Academia Arariense de Letras, Artes e Ciências, da Academia Maranhense de Trovas e da União Brasileira de Escritores - Seção do Maranhão, da Academia Luminense de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico de Arari.

Os trinta e oito capítulos que compõem Mortes em Cadeia são curtos e a escrita de Pedro Neto é bem dinâmica, sem se prender a muitos detalhes, o que facilita para uma leitura rápida. As primeiras páginas apresentam a história pregressa de Bruma e dos personagens, situando temporalmente a trama nos meses finais de 1991.

Todos os personagens são suspeitos e possuem atitudes suspeitas. O delegado Pablo Rodrigues, que atua como protagonista da história, logo tem seu segredo sombrio revelado ao leitor. Outro personagem presente na trama é o perito Anacleto Oliveira, amigo de infância de Pablo e que pode ser considerado o principal suspeito por sempre estar de plantão durante a madrugada e negar que tenha ouvido qualquer barulho vindo das celas. O mesmo vale para Justino, faxineiro da delegacia, cuja sala fica perto das celas e que já esteve envolvido numa morte no passado. Por fim, Pedro Antonio, o investigador responsável pelo caso, que fica preso a um beco sem saída por conta de tantas dúvidas e poucas respostas.

A história ainda flerta com o sobrenatural, principalmente após a metade do livro com a chegada de uma nova personagem que ajuda a elucidar o caso e a trazer um pouco mais de suspense a essa intrigante história. Quando as peças vão se encaixando fica fácil deduzir quem é o responsável pelos crimes.

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Ao final, fica a vontade de uma nova aventura com esses personagens e uma vontade de conhecer mais histórias e mistérios que podem rondar Bruma.

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Wanda CunhaHá 2 anos Sao LuisDuas grandes revelações desta nova geração: Gabriel Barros Neres, que carrega dois sobrenomes fortíssimos da Literatura Maranhense, e Pedro Neto, um dos grandes escritores da Literatura Maranhense Contemporânea.
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