“NA TRILHA DAS PALAVRAS” DE JOSÉ NERES
Convidada:
Linda Barros, Professora e atriz
Dizem que a profissão é uma vocação ou um dom, certo ou errado, algumas pessoas já nascem predestinadas a seguir seu curso, podendo até desviar do caminho, mas o certo é que, de uma forma ou de outra, sempre acabam fazendo aquilo que mais têm afinidade.
José Neres é um destes exímios com a palavra. Escritor, contista, roteirista, poeta, crítico literário e professor, ele brinca com as palavras como ninguém e na vã necessidade de mostrar um pouco mais sobre este jovem intelectual, este artigo mostrará um pouco e sucinto sobre sua vida, já que com ele, as palavras pulsam de suas veias na necessidade de que todos possam lhe ouvir, e é certo, que muitos o ouvem e o leem. São dezenas de prefácios, centenas de artigos, em diversos seguimentos: jornais, revistas, periódicos, colunas, sites, etc. Com ele, as palavras estão por aí, na simplicidade de que lhe é igual.
José Ribamar Neres Costa, nome simples, mas de muita força intelectual. Professor Neres, como muitos o conhecem, percorreu um longo caminho até chegar ao ápice, hoje ele é Mestre em Educação e Doutor em Meio Ambiente Sustentável, tendo como tema da Tese, Ambiente e Sustentabilidade na Poética de José Chagas. Mesmo com títulos que honraria qualquer mortal, Neres faz questão de não ser chamado de Doutor, pois para ele, “é somente um título” o que não o faz sentir-se melhor que ninguém.
O escritor nasceu em São José de Ribamar, o padroeiro do Maranhão. Ainda recém-nascido, seus pais o levaram para Goiás, mais precisamente para Luziânia, cidadezinha próxima da capital federal. Lá cursou os primeiros ensinamentos, já na adolescência volta para São Luis, capital do Maranhão, terra do Bumba-boi, do Tambor de Crioula, terra dos maiores nomes da literatura nacional, nomes como Gonçalves Dias, Arthur e Aluízio Azevedo e de Josué Montello.
Aqui, já em terras da Atenas Brasileira, terminou os estudos e graduou-se em Letras pela Universidade Federal. Na terra das palmeiras, começou a produzir seus primeiros escritos. É autor de muitos livros entre eles A Mulher de Potifar, Negra Rosa e Outros Poemas, 50 pequenas traições, Estratégias para matar o leitor em formação, Restos de vidas perdidas, Poemas de desamor, Tábua de papel: artigos reunidos, entre outros. Junto com o parceiro de pesquisas literárias Dino Cavalcante, lança Os epigramas de Arthur, Um Maranhão chamado Sobrinho e O Discurso e as ideias, este último título, voltado para análise do discurso.
José Neres brinca com as palavras com a facilidade de quem se alimenta, aliás, a leitura para ele está em primeiro lugar, como ele mesmo diz “ler para mim é como respirar”. Professor, pesquisador, escritor e membro da Academia Maranhense de Letras; membro-correspondente da Academia Itapecuruense de Ciências, Letras e Artes; membro-convidado da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores (Sobrames), o autor de Na trilha das palavras, se sobressai com os escritos com tanto esmero, que o que se observa, é que, para ele, não há barreiras para a produção escrita.
Não bastasse tudo isso, Neres ainda é professor da Rede estadual e particular de ensino, além de derramar seus conhecimentos nas faculdades nos cursos de graduação e em pós-graduação.
E para aqueles que acreditam em coincidências, o professor e escritor José Neres ocupa na Academia Maranhense de Letras a cadeira de número 36, a mesma que pertencia a um dos maiores nomes nas artes maranhenses, àquele que doou toda sua vida à pena para escrever sobre nossas artes, Ubiratan Teixeira. Coincidências ou não, ambos possuem o mesmo dom, a mesma fineza de trilhar pelas palavras e tratar a nossa cultura com veemência.
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