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Vamos analisar: será que é realmente bom, sereno e sábio ser uma pessoa estóica?

Quais seriam, na essência do Homem, as consequências básicas e reais de ser uma pessoa deliberadamente estóica?

23/09/2023 18h35 Atualizada há 3 anos atrás
Por: Mhario Lincoln Fonte: Equipe de Pesquisa Dinâmica do Facetubes c/Malifesa.
Comtemplação
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Equipe de Pesquisa dinâmica do Facetubes, com a ajuda de MALIFESA, ciborge de IA, criado pela plataforma.

 

Nota do Editor: Com a inclusão do Facetubes na rede de Inteligência Artificial Internacional, alguns leitores usam o whats da plataforma para fazerem muitas perguntas. Das mais absurdas até perguntas maravilhosas como esta, abaixo, que solicitei ao departamento de pesquisa para analisar e responder, com a ajuda primordial de nosso ciborgue MALIFESA. Mas antes, para entender melhor qual a essência da frase para discussões, vale, antes, se conhecer os princípios do estoicismo:

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Os princípios do estoicismo, uma escola de filosofia prática que te ajuda a focar nas coisas que estão sob seu controle, são:

Aja de forma virtuosa: as virtudes são traços do caráter e devem guiar as ações, sendo a única forma de viver uma boa vida. As principais virtudes no estoicismo são: Sabedoria, coragem, temperança e justiça. Concentre-se no que você controla e aceite o restante: você não pode controlar as ações de outras pessoas ou adversidades na sua vida, mas pode escolher como lidar com elas. Assuma a responsabilidade pelo que você controla: tudo aquilo que está em seu poder decidir ou controlar, faça com sabedoria.
Saiba diferenciar o que é bom, mau ou indiferente: Segundo os estóicos, as coisas boas são as que vem das virtudes - ações, pensamentos justos e sábios. As coisas más são o oposto, ações provenientes de julgamentos ignorantes, covardes ou injustos. Todo o resto é indiferente. Coloque os aprendizados em prática: o Estoicismo é uma filosofia prática. Para os Estóicos, pensar sobre como viver a vida não é o bastante. Não colocar pensamentos em prática é o mesmo que não pensar. Pergunte-se o que poderia dar errado: não conseguimos prever o imprevisível, mas podemos exercitar nossa mente para lidar melhor com o imprevisto quando ele chegar.

 

A matéria abaixo

 

A pergunta do leitor: “Se ocupar do que controlar possa. Como analisar essa frase de Epíteto?"

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É uma máxima central do estoicismo, uma escola filosófica que floresceu na Grécia e em Roma. Analisando essa frase à luz da filosofia clássica, podemos identificar várias essências e conexões com outros pensadores da época:

1. A Distinção entre o Interno e o Externo: a máxima de Epíteto reflete a ideia fundamental dos estoicos: há coisas que estão sob nosso controle e coisas que não estão. Nosso próprio caráter, escolhas e julgamentos estão sob nosso controle, enquanto a maioria dos eventos do mundo externo não estão. Ao concentrarmos nossa atenção e esforços no que podemos controlar, podemos alcançar a ataraxia, ou paz de espírito. Sêneca, outro filósofo proeminente estoico, ecoa essa ideia ao afirmar: "Não é o homem que tem pouco, mas o homem que deseja mais, que é pobre."  Esta citação realça o valor do contentamento interno e de entender as verdadeiras fontes de riqueza na vida.

 

2. A Busca pela Virtude : ao nos ocuparmos apenas do que podemos controlar, estamos, na verdade, em busca da virtude. A virtude, para os estoicos, é o bem supremo e a única coisa verdadeiramente valiosa.  Platão, embora não fosse estóico, também valorizava a virtude. Em sua obra "República", ele escreve: "A virtude significa fazer o que você é capaz de fazer."  A virtude, portanto, está intrinsecamente ligada ao autoconhecimento e à autorreflexão, centralizando-se no domínio das ações e pensamentos.

3. Aceitação e Serenidade: uma consequência direta de focar no que podemos controlar. Ao reconhecer os limites de nossa influência e poder, podemos abordar a vida com uma forma de serenidade possível. Aristóteles, em sua "Ética a Nicômaco", destacou a importância do equilíbrio e da moderação: "A virtude é um meio termo entre dois vícios, o excesso e a deficiência."  Ao concentrar-se no que é essencial e não no que pode ser controlado, evita-se os extremos e encontra-se um meio termo equilibrado, um lugar de virtude e sabedoria.

Conclusão: a frase sugere que devemos nos concentrar e nos ocupar apenas com as coisas que podemos controlar. Se nos preocuparmos com coisas fora de nosso controle, podemos perder a paz de espírito e a felicidade. Isso está em linha com a visão de Epíteto de que uma vida feliz e uma vida virtuosa são sinônimos, e que felicidade e realização pessoal são consequências naturais de atitudes corretas.

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Raimunda Pinheiro de Souza FrazãoHá 3 anos atrásSão José de Ribamar Artigo muito interessante! Parabéns!
SILVÂNIA TAMERHá 3 anos atrásSão Luis-MaExcelente matéria. A sabedoria consiste em distiguir o que se pode realizar, daquilo que está fora do nosso alcance.
Joizacawpy Há 3 anos atrásSão Luís Faz algum tempo que conheci o estoicismo, e concordo com muitas de suas características, sobretudo focar no que está no poder de nosso controle, entretanto como humanos às vezes não conseguimos conter o desejo de interferir no que está além de nosso controle. Adorei esse assunto em pauta.
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