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BOMBÍSSIMA: violência sexual no Brasil é explícita e incontrolável

61,3% das vítimas, nas últimas estatísticas, tinham até 13 anos de idade, o que evidencia a vulnerabilidade extrema de crianças e adolescentes frente à violação sexual.

25/01/2026 às 14h02 Atualizada em 25/01/2026 às 14h20
Por: Mhario Lincoln Fonte: Editoria Geral da Plataforma Nacional do Facetubes
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Arte: Ginai/MHL
Arte: Ginai/MHL

Editoria-Geral da Plataforma Nacional do Facetubes.

 

Com mais de 300 acessos em 1 dia e alguns comentários muito interessantes, o texto “Força”, do professor e acadêmico APB/AML, José Neres, maranhense de São José de Ribamar, suscitou pedido para que o Facetubes avaliasse a atual situação brasileira no que concerne a abusos, estupros e ataques a pessoas vulneráveis. Abaixo, o texto pertinente.

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A editoria-geral do Facetubes caiu em campo e conseguiu apurar números reais, a partir de 2022, que assustam muito. Por exemplo, nesse ano de 2022, o Brasil registrou 74.930 casos de estupro e estupro de vulnerável, o maior número desde o início da série histórica em 2011, e um aumento de 8,2% em relação a 2021.

Esses dados,  acima, são compilados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e traduzem uma escalada preocupante da violência sexual no País, que vinha apresentando tendência de alta já desde meados da última década.

 Segundo o 17º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, a taxa nacional de registros de estupro alcançou 36,9 ocorrências para cada 100 mil habitantes, índice que configura uma “epidemia silenciosa” de dimensões estruturais. Trata-se, em grande parte, de violência perpetuada no espaço doméstico: 68,3% dos casos ocorreram na residência da vítima, cenário que dificulta a denúncia e potencializa o sentimento de impunidade.

 

O perfil das vítimas mantém-se estável, embora alarmante: 88,7% eram mulheres e 11,3% homens, reforçando a dimensão de gênero do crime. A cor da pele também é marcante no retrato da violência: pessoas pretas ou pardas representaram 56,8% das vítimas em 2022, frente a 42,3% de vítimas brancas.

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 Os dados etários revelam um quadro ainda mais estarrecedor: em 2021, 61,3% das vítimas tinham até 13 anos de idade, o que evidencia a vulnerabilidade extrema de crianças e adolescentes frente à violação sexual.

A Editoria também ouviu várias pessoas, por abordagem direta, nas ruas de Curitiba-PR: “A faixa etária mais jovem, por sua dependência e vínculo familiar, muitas vezes torna-se alvo de abusadores que se aproveitam da autoridade ou proximidade para cometer o crime”, diz uma pessoa ouvida pela equipe (já abusada), que não quis se identificar.

 Na verdade, a análise do Anuário também destaca que 65,1% dos crimes de violência sexual contra crianças e adolescentes ocorreram dentro de casa, muitos praticados por membros da família — tios, avôs, padrastos e irmãos — o que torna a denúncia ainda mais difícil devido ao vínculo de confiança e ao medo da retaliação.

 

Vou compilada também, a opinião da advogada Luciana Temer, presidente do Instituto Liberta, “o abuso sexual intrafamiliar é o mais subnotificado por ocorrer no ambiente doméstico, longe dos olhos da sociedade e das autoridades”, publicada nas redes sociais.

Em virtude de números tão altos, há um Projeto de Lei 5102/20 que acaba com a prescrição para o crime de estupro de vulnerável, o abuso sexual cometido contra menores de 14 anos ou pessoas que, por qualquer causa, não possam oferecer resistência. Na verdade, essa brecha, deixava muitos culpados fora das grades o que servia de incentivo para a prática de novos abusos.

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Agora, a prescrição determina o prazo que o Estado tem para punir um crime, que varia de acordo com a pena do ilícito. Com a proposta, esses crimes poderão ser julgados a qualquer tempo, independente da data do crime ou do decorrer do processo. (Fonte: Agência Câmara de Notícias).

Porém, há muitas pessoas que estão imbuídas de bons propósitos a fim de, pelo menos, ampliar as punições rigorosas contras esses delinquentes. Por isso, urge que o os debates públicos sejam aumentados rigorosamente porque, até agora, têm sido insuficientes para conter a escalada da violência.

Violência sexual contra crianças é uma epidemia no país e está sob a mesa quando deveria estar no almoço de domingo e na sala de aula”, afirma Samira Bueno, diretora-executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em entrevista à Folha de S.Paulo.

 

Quadro. (Facetubes).

Essa violência sexual é um verdadeiro câncer incurável no nosso país. O UNICEF e o FBSP divulgaram que, entre 2017 e 2020, aproximadamente 180 mil meninas e meninos sofreram violência sexual no Brasil, demonstrando um padrão de violência persistente e sistêmico contra vítimas muito jovens. (Fórum Brasileiro de Segurança Pública).

 

Foto: Aqui está o quadro estatístico solicitado, destacando visualmente o crescimento alarmante dos casos de estupro e estupro de vulnerável no Brasil entre 2021 e 2022. O ano de 2022, em vermelho, representa o maior número já registrado desde o início da série histórica.

 Entre os fatores apontados por especialistas estão a ‘subnotificação’ – estimativas indicam que apenas 10% dos crimes de estupro chegam ao conhecimento das autoridades – e a naturalização da cultura de estupro. Barreiras institucionais, como falta de capacitação de profissionais de segurança e ausência de protocolos integrados de atendimento às vítimas, agravam o cenário.

 Para reverter esse quadro, entidades de defesa dos direitos humanos assumem medidas como a ampliação de campanhas de prevenção voltadas a pais e educadores, a inclusão de disciplinas sobre esse assunto nas escolas e a criação de serviços de acolhimento especializado para sobreviventes de violência sexual. Além disso, é crucial investir na capacitação continuada de policiais e peritos para garantir o registro adequado e o suporte às vítimas.

 

Livro importante de Sharlene Serra.

Aliás, há um trabalho magnífico da professora e orientadora Sharlene Serra (Brasília-DF), escreveu “Diário Mágico - Um segredo para contar”, um livro de alta percepção, que aborda, com conhecimento educacional e profundidade, o abuso infantil, servindo também como alerta para esta problemática. Um dos méritos é a abordagem lúdica do “Diário...”, onde a autora utiliza esse “artifício pedagógico” como interlocutor da personagem, passando a ter uma importância fundamental para sua vida e o resgate de sua infância."

 

Sim, trabalhos como esse são muito bem-vindos. Por isso, "(...) o livro de Sharlene Serra tem ganho cada vez mais espaço em várias partes do Brasil, onde a compreensão e a seriedade pedagógica é levada mais à sério e o respeito a profissionais dessa área são vistos como colaboradores fundamentais para mostrar, ainda na infância, os perigos de abusos que, em muitas vezes, passam despercebidos pelos pais, professores ou tutores”, diz o editor-sênior desta Plataforma, jornalista Mhario Lincoln.

 

Destarte, o Brasil enfrenta hoje um dos mais graves desafios de direitos humanos de sua história recente. A urgência de políticas públicas eficazes, somada ao engajamento da sociedade civil e do sistema de Justiça, é essencial para romper o ciclo de impunidade e proteger as vítimas de uma “epidemia” que insiste em permanecer às margens do debate cotidiano.

 

 

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Jaime Há 11 meses BSB/DFHá problemas graves, que estão acontecendo e a população fica preocupada com polarização política, que não leva a lugar nenhum. E esses acontecimentos triste, a própria sociedade, não se organiza, para cobrar das instituições, soluções que eram pra ontem. Parabéns presidente ML, por trazer a baila, um assunto de extrema importância e atualíssimo. ***Um país que não cuida da sua criança, não se preocupa com seu futuro!!!
Elvandro Burity Há 11 meses Rio de JaneiroExcelente matéria que aborda o assunto violência sexual síntese da expressão da desumanização... rompe fronteiras físicas e psicológicas, deixa invisíveis marcas na alma de quem sofre. Infelizmente, ainda, persistem em culpar a vítima, silenciar denúncias e proteger agressores. Combater a violência sexual exige rigorosa punibilidade.
Jaime Há 11 meses BSB/DFHá problemas graves, que estão acontecendo e a população fica preocupada com polarização política, que não leva a lugar nenhum. E esses acontecimentos triste, a própria sociedade, não se organiza, para cobrar das instituições, soluções que eram pra ontem. Parabéns presidente ML, por trazer a baila, um assunto de extrema importância e atualíssimo. ***Um país que não cuida da sua criança, não se preocupa com seu futuro!!!
Joizacawpy Há 11 meses São luís Assistimos o que o dados e matérias anunciadas todos os dias nos jornais, textos sobre violência sexual. Estamos em pleno século XXI, e o que percebermos parece ser um retrocesso no processo evolutivo humano, tais comportamentos violentos que acabam com muitas vidas retratam uma barbárie que não pode ser justificada por falta de conhecimento. As frentes de lutas estão a todo instante noticiando apurando fatos e acolhendo as vítimas de tão cruel violência. Uma humanidade que não consegue evolu
Renata Barcellos Há 11 meses Rio de Janeiro E o Brasil se unirá aos outros países dia 30 contra o tráfico humano. A cada ano o índice só aumenta. Um tema cogitado para o Enem.
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