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BOMBÍSSIMA: Brasil responde por 60% das manipulações de “streaming” e impede artistas de talento de crescer

A revelação bombástica é do produtor musical Paulo Junqueiro (ex-CEO da Sony Music Brasil) disse isso, em entrevista ao podcast (Coronarockbr) de Clemente Magalhães.

27/05/2025 às 13h31
Por: Mhario Lincoln Fonte: Editoria do Facetubes
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Paulo Junqueira, ex-CEO da Sony/Brasil
Paulo Junqueira, ex-CEO da Sony/Brasil

Textos escolhidos: https://www.instagram.com/reel/DKAAztDgv99/

 

Editoria de Música do Facetubes

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Em uma revelação contundente, o produtor musical Paulo Junqueiro expôs, em entrevista ao podcast de Clemente Magalhães, que aproximadamente 60% das reproduções de músicas no Brasil são manipuladas por meio de "fazendas de streaming". Essas operações fraudulentas utilizam bots e perfis falsos para inflar artificialmente os números de reprodução, criando uma falsa percepção de sucesso e popularidade. Junqueiro lamenta que, nesse cenário, o talento artístico seja ofuscado pelo poder financeiro de investidores dispostos a pagar por visibilidade digital.


Casos como o do cantor sertanejo Ronaldo Torres de Souza ilustram a sofisticação desses esquemas. Em dezembro de 2024, ele foi preso por comandar uma operação que utilizava 209 perfis falsos e 444 músicas roubadas, gerando 28 milhões de reproduções fraudulentas e lucrando cerca de R$ 6 milhões. A operação, conhecida como "Desafino", revelou a existência de uma "fazenda de streams" em uma mansão de luxo em Pernambuco, equipada com 21 computadores simulando milhares de ouvintes simultâneos.

Original: (https://mundodamusicamm.com.br/prisao-fraude-fazendas-de-streams/?utm_source=chatgpt.com) 

 

A manipulação de streamings não apenas distorce o mercado, mas também prejudica artistas independentes e emergentes, que enfrentam dificuldades para competir com números inflacionados artificialmente. Além disso, plataformas como Spotify e Apple Music têm implementado medidas para identificar e penalizar práticas fraudulentas, incluindo a remoção de músicas e retenção de royalties. No entanto, especialistas apontam que essas ações ainda são insuficientes diante da escala do problema. (AmplifyUs/Rolling Stone Brasil)

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Diante desse cenário, é imperativo que haja uma mobilização conjunta entre autoridades, plataformas de streaming e representantes da indústria musical para estabelecer regulamentações claras e mecanismos eficazes de fiscalização. Somente assim será possível garantir um ambiente justo e transparente, onde o talento e a criatividade sejam os verdadeiros motores do sucesso artístico.

Original: GINAI/MHL

 

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