
Editoria-Geral da Plataforma Nacional do Facetubes/São Luís.
Uma cena chocante e perigosa marcou a vitória do Maranhão Atlético Clube sobre o Maracanã por 3 a 0, pela Série D do Campeonato Brasileiro, no último fim de semana, na cidade de São Luís do Maranhão. Ao avançar para o ataque, o lateral Igor Nunes viu uma linha de pipa com cerol passar rente ao seu pescoço, por milímetros da jugular — um risco que poderia ter resultado em tragédia, como as que ocorreram ao longos dos anos no País inteiro.
O cerol, mistura de cola e vidro moído, é colocada propositalmente nas linhas para cortar outras pipas durante a brincadeira. Entretanto, já foi responsável por mortes, mutilações e acidentes graves de forma recorrente no Brasil. Mesmo proibido por lei, o artefato ainda ceifa vidas, sobretudo de motociclistas, ciclistas e pedestres.
O caso em São Luís é inédito em campos de futebol. Até o momento, não há registros de incidentes envolvendo cerol em gramados de futebol profissionais no Brasil — tornando quase único o susto com Igor Nunes, no Castelão. Em geral, as vítimas são motociclistas, ciclistas ou crianças. Mas nunca havia acontecido em um campo público de futebol.
Porém, houve apenas um caso recente de uma criança de 7 anos ferida ao brincar num campinho de bairro, com a linha de pipa cheia de cerol – felizmente, não fatal. Assim, as mortes e ferimentos graves nos últimos 3 anos foram levantados por essa editoria. Abaixo:
Em 2023, ocorreram 276 acidentes com linhas cortantes no Brasil, dos quais 54 foram fatais. Em São Paulo, somente em 2024, foram registrados 1.326 acidentes, com 57 % resultando em mortes, segundo a campanha “Cerol Não”.
No estado do Ceará, entre julho/2023 e julho/2024, três motociclistas morreram, atingidos por cerol ao transitar em rodovias como BR‑116 e BR‑020. No início de junho de 2025, uma criança poucos anos morreu após ser abrasada por linha de cerol em Ribeirão Preto (SP).
No Brasil, há algum tempo, há uma campanha contra o uso abusivo de ceróis em linhas de pipas. Mesmo porque, o cerol é proibido nacionalmente — embora leis estaduais mais rigorosas, como no Ceará e no Maranhão, não tenham tiudo uma maior efetividade.
Muitas das vítimas morreram em razão desses abusos por cortes profundos, amputações e hemorragias letais. E os que conseguiram escapar dessas lacerações, desenvolveram consequências psicológicas duradouras.
Por essa razão, as Campanhas como “Cerol Não” alertam para os perigos, mas enfrentam a subnotificação generalizada. Por outro lado, alguns municípios têm adotado educação nas escolas e os poderes constituídos do setor aumentado a fiscalização em vias públicas — inclusive instalando antenas corta-pipa em motocicletas.
Mesmo assim, urge intensificar campanhas de conscientização, especialmente nas férias escolares e aumentar drasticamente o incentivo ao uso de antenas corta-pipa, especialmente por mototaxistas ou motoboys que hoje são grande maioria nas grandes cidades.
Voltando ao caso, até agora inédito, do susto com o jogador Igor Nunes dentro do Castelão, em São Luís-Ma, quase atingido na jugular por uma linha cheia de cerol, deixa um alerta claro: hora de transformar temor em ação, protegendo crianças, atletas e motociclistas antes que o cerol ceife mais vidas.
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