
Cordeiro Filho, da Academia Poética Brasileira.
Vale o Replay
Através da TV do Facetubes o leitor pode assistir (a publicação original é de 2023), a entrevista que fiz com o renomado e respeitado violonista mundialmente aplaudido, João Pedro Borges. A matéria é exclusiva e conta detalhes dantes nunca revelados na imprensa nacional. Convido, pois, nossos leitores a se deliciarem com esta conversa. ( O link da íntegra: https://encurtador.com.br/yIEF8 ).
ABANDONO TOTAL
Esse Bangalô continua abandonado mais de três décadas. Na Rua da Paz tem vários exemplares da nossa arquitetura, completamente abandonados. São construções como essa, com requinte da Art Nouveau, cheios de detalhes gráficos, de rara beleza. Esse pequeno casario abrigou por muitos anos a Lavanderia Tóquio - a única do centro da cidade.
Eu levei algumas vezes meus paletós que usava no meu expediente como vereador em São Luís. É de se estranhar que nem uma placa de venda ou de aluguel, os herdeiros colocaram até hoje. Nós precisamos zelar pelo nosso patrimônio arquitetônico, afim de preservarmos a nossa memória.
HOMENAGEM AOS QUE FAZEM DO FACEBOOK, UM DIÁRIO DE LEMBRANÇAS E AFETOS
O Facebookm tem trazido muitas coisas interessantes sobre São Luís do Maranhão através de duas fontes importantes: as publicações de Ronald Almeida, por exemplo que escreveu em cima de nossa foto e texto sobre o Desterro. Veja abaixo:
Ronald Almeida/Arquiteto Urbanista
SLZ-MA 31JUL2025
A foto e o texto do amigo flaneur e artista gráfico CORDEIRO FILHO são relativos ao trecho oeste da TRAVESSA DA LAPA, no tradicional BAIRRO DO DESTERRO, uma crônica bem redigida sobre as boas caminhadas pacatas e aprazíveis (de modo geral) nas ruas, escadarias e becos dos 12 micro-bairros do Centro Histórico de São Luís.
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Os becos citados por CORDEIRO FILHO têm especial dimensão, com estreita largura e fachadas minúsculas de casinhas de porta-e-janela, que nos remetem aos tempos de outrora, quando as cidades ainda não viviam e nem eram mutiladas pela tirania do AUTOMÓVEL.
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Para nossa sorte, essas casinhas abrigam famílias e pequenos comércios que mantém vivo esse cenário urbano histórico, ainda ativo e pulsante no Século XXI.
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Na esquina, à direita, vê-se o muro frontal do Convento das Mercês, Museu da Memória Republicana.
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À esquerda, vê-se parte da fachada do Café TEM CAFÉ, uma boa referência de comércio e de adaptação arquitetônica de pequenos imóveis em áreas tombadas pelo IPHAN. O Café TEM CAFÉ é uma boa opção para um relax, um lanche e até ler um livro após o por do sol. (tem banheiro limpo e organizado).
O TEXTO de Cordeiro Filho:
"CONHEÇA O DESTERRO - Eu gosto de passear pelo bairro do Desterro. Hoje precisei ir até o Museu de Artes Visuais do Maranhão - MAVAM, e aproveitei e dei uma boa caminhada pelo que é um dos bairros mais antigos da cidade de São Luís. Gosto do desenho das ruas e becos deste canto da nossa bela cidade dos azulejos. Mas eu gosto também das pessoas que moram por lá.
São gentis, respondendo a um bom dia sempre com um sorriso e ou um aceno. As ruas são bonitas com piso em paralelepípedos, e casas pintadas. Mas os Becos me chamam mais atenção. São compostos por casas pequenas, parecendo "casa de bonecas". A maioria de - porta e janelas.
Eu moraria neste pedacinho de São Luís que ainda preserva vários hábitos como o de sentar na porta ao cair da tarde, para uma conversa ou ou jogo de Damas. Venha, dê um passeio por lá, você vai gostar. No fim de tarde tem Café muito legal, onde vc pode apreciar a noite chegando".
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Outro que também comenta nossas publicações e colabora muito para que a memória ludovicense fique bem acesa é Chico Viana. Ele reproduziu dia 03 de agosto deste 2025 a seguinte crônica: "CRÔNICA DA CIDADE AMADA - Esta era uma típica Barbearia de São Luís do Maranhão. Vejam que elegância os barbeiros cortavam os cabelos ou faziam a barba dos clientes. Me lembro já na década de 50, um nome de um salão - Salão Pompeu. Acho que era uma alusão a Pompéia na Grécia Antiga. Todos os salões era muito bem adornados e limpos. Era alí onde as autoridades faziam os seus cortes de cabelo e sua s barbas, e era alí onde as notícias chegavam primeiro. Deputados e até os governadores, passavam por lá. Lá se sabia também, quem estava traindo quem e quem a Polícia estava procurando por conta de uma fraude na contabilidade de um armazém. São estas figuras - quase em extinção aqui no Centro Histórico de São Luís, que produziam a Memória Oral e Afetivas desta Cidade Patrimônio Cultural da Humanidade". (Cordeiro Filho).
BECO DA PACOTILHA TEM HISTÓRIA QUE SÓ VENDO
E por fim uma oputra conta do Facebook muito interessante: é SLZ Memória. Abaixo:
"REVENDO - Praça Benedito Leite, Centro, Década de 1950/1960 - Essa imagem parece uma fotopintura ou uma fotografia colorida à mão que está creditada ao artista Telésforo de Moraes Rêgo(1900-1962). A imagem mostra um cenário da Praça com as pessoas sentadas nos banquinhos, pessoas transitando, uma pessoa que trabalha em merceária fazendo entrega, a jardinagem, os casarões e a estátua de Benedito Leite. O Telésforo de Moraes Rêgo foi pintor, desenhista, caricaturista, cenógrafo, restaurador e professor. Outra faceta do Telésforo Rêgo é que ele era fotógrafo. O Telésforo era funcionário do Gabinete de Identificação, era um fotógrafo da polícia civil, trabalhava em perícia. Devido às habilidades com a fotografia, Telesforo Rêgo fazia suas telas baseados também nas suas fotografias. O pintor vivia na Avenida Beira Mar. No início da década, foram encontradas algumas fotografias de Telésforo Rêgo e a carcaça da sua câmera fotográfica. As fotografias dele estão sob a guarda do MAVAM, Museu da Memória Audiovisual do Maranhão. Algumas de suas obras podemos ver no Palácio dos Leões e na coleção de particulares. Talvez, um dia, o público poderá conhecer mais sobre o Telésforo Rêgo, talvez possa ter uma exposição sobre a vida e obra do artista, e é necessário, porque parece que os antigos artistas que fizeram tanto pelo Maranhão são esquecidos e desprezados. Desprezados pelas pessoas que dizem que a gente não valoriza nossos artistas".
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"PALHETA' O PONTO CHIC DA CIDADE
E por falar em memórias, o mesmo site SLZ Memórias publica o vídeo abaixo, feito por Mhario Lincoln, que relembra as grandes festas sociais feitas pela mãe, a jornalista Flor de Lys. Um dos locais preferidos era o então "Restaurante Palheta", no antigo Aeroporto do Tirirical. "Eu quero agradecer de coração essa lembrança da SLZ Memórias com esse vídeo, porque resgata um momento histórico do glamour da São Luís dos anos 70, com inúmeras festas sociais promovidas pelos colunistas Benito Neiva, Flor de Lys, Maria Inês Saboia e Genu Moraes Coreia. Eventos únicos, naquela época", confessou Mhario a esta coluna.
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