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A educação como prioridade; o professor como agente ativo desse contexto

E como escreveu Cora Coralina, Cora Coralina: “(...) feliz daquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina”.

15/10/2025 às 19h42
Por: Mhario Lincoln Fonte: Editoria do Facetubes
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Antonieta de Barros. (Arte: mhl/google)
Antonieta de Barros. (Arte: mhl/google)

Editoria de Educação e Cultura

A história por trás do Dia do Professor no Brasil ganhou, sempre teve um rosto decisivo: o de Antonieta de Barros, educadora, jornalista e a primeira mulher negra eleita para um parlamento no país. À época deputada estadual em Santa Catarina, ela percebeu que a necessidade de se homenagear o professor, essa figura ímpar na vida de todos nós.

Então, foi ao plenário da Assembleia e propôs a Lei Estadual que instituiu o Dia do Professor, em todo território catarinense. O ato, simples e contundente, alinhou o calendário escolar a um compromisso público com a valorização do magistério.

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Quinze anos depois, o movimento iniciado por Antonieta transbordou as fronteiras do Estado. Em 1963, o então presidente João Goulart assinou o decreto que oficializou o 15 de outubro como Dia do Professor em todo o Brasil, transformando uma celebração difusa em política de Estado.

A nacionalização da data consolidou o grande marco de reconhecimentode que a sala de aula é um espaço estratégico de desenvolvimento social, cultural e econômico.

Esse gesto pioneiro em Santa Catarina ainda ilumina dois pontos centrais do debate contemporâneo sobre educação. Primeiro, que políticas públicas muitas vezes nascem de iniciativas locais, sustentadas por lideranças com sensibilidade para ler o que já pulsa na sociedade. Segundo, que a institucionalização de uma data não é um mero ritual: ela cria oportunidades de mobilização, produz memória, dá visibilidade à carreira docente e pressiona por condições objetivas de trabalho, formação e remuneração.

Ao recuperarmos a importância desse ato de Antonieta de Barros, se faz ainda mais justiça a ela e recoloca a educação no lugar de projeto nacional, porque o15 de outubro não é apenas efeméride; é um lembrete anual de que a autoria de políticas transformadoras pode começar na ponta, na escuta de quem vive a escola, e ganhar escala quando o poder público decide reconhecer, oficializar e sustentar o que a sociedade já vinha construindo.

Para além da homenagem, resta o desafio que a data impõe E qual? Como disse o jornalista e editor deste Plataforma, em recente entrevista: “Fazer do respeito ao professor uma prática diária e incomensurável. Ter no orçamento público a educação como prioridade 01, porque a educação é a base e como base ajuda, inclusive, diretamente na saúde pública (...)”.

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Joizacawpy Há 8 meses São luís Salve Antonieta de Barros, pelo seu protagonismo como mulher e mulher negra numa sociedade ainda tão excludente. Nós professoras e professores agradecemos. Ainda temos muito pra consegui enquanto nome importante na sociedade, cada passo é uma vitória.
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