
Por Cel PM RR Carlos Augusto Furtado Moreira
Na noite de 8 de novembro de 2025, no elegante salão do Piancó Recepções, na encantadora cidade de Surubim, no agreste pernambucano, vivi um dos momentos mais emocionantes da minha trajetória pessoal e profissional. Fui honrado com o convite para receber o Troféu Personalidades Gold 2025, em sua 24ª edição, promovida pela estimada socialite Maluma Marques, evento que celebra nomes de destaque nas mais diversas áreas da cultura, da segurança pública e da vida social brasileira.
A distinção que me foi conferida teve como fundamento a minha trajetória de 35 anos de serviços prestados à sociedade maranhense, como oficial da Polícia Militar do Maranhão, instituição à qual dediquei corpo e alma, sempre orientado pelos princípios da disciplina, da honra e do dever.
A promotora do evento, conhecedora dessa caminhada, solicitou-me, com deferência e sensibilidade, que comparecesse à solenidade envergando o uniforme de gala. Embora, nos últimos anos, eu tenha me destacado também na literatura militar maranhense e brasileira, representando a farda em ambientes acadêmicos e culturais por meio dos meus paramentos acadêmicos, compostos de pelerine e colar, naquele instante a emoção falou mais alto.
Recordei-me do uniforme cuidadosamente guardado no armário havia oito anos, símbolo de tantas histórias, desafios e vitórias. Solicitei, então, com o devido respeito, a autorização ao Senhor Comandante-Geral da Corporação para utilizá-lo novamente em sessão solene. Após o devido processo de higienização e preparo, o uniforme estava pronto — e eu também.
Vesti-o com a mesma reverência de outrora, e o tempo pareceu recuar. Senti novamente o peso nobre da farda sobre os ombros, o som imaginário do toque de formatura, o eco da caserna e o orgulho de ter pertencido à gloriosa Polícia Militar do Maranhão.
Mais do que um traje, aquele uniforme representava uma vida inteira de dedicação, uma história construída com suor, lealdade e amor à corporação. E, ao adentrá-lo novamente, compreendi que a farda pode sair do corpo, mas jamais sai do coração.
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