
No Brasil, 8 de janeiro é mais do que uma data no calendário: é um lembrete de que a fotografia sustenta a memória pública, "dá forma ao que o tempo tenta apagar e, quando bem exercida, amplia a dignidade do olhar sobre pessoas, paisagens e acontecimentos", nas palavras do jornalista Mhario Lincoln. Celebrar o Dia do Fotógrafo é reconhecer a técnica e, sobretudo, a responsabilidade de quem transforma luz em testemunho.
É nessa chave que o Facetubes presta homenagem à fotógrafa e produtora cultural Selma Carvalho (APB-AM), cuja trajetória, desde 2011, tem ganhado relevo no cenário amazonense por curadorias, participações em exposições e uma assinatura artística marcada pela pesquisa estética. Seu trabalho, presente em espaços importantes de Manaus, aproxima a fotografia do patrimônio cultural e insiste na democratização do acesso à imagem, como linguagem que forma público, educa sensibilidade e cria pertencimento.
Em um mundo que produz imagens em excesso, a fotografia segue valendo quando escolhe o essencial: aquilo que permanece. Sebastião Salgado resumiu esse compromisso com precisão ao afirmar: “Fotografia é a memória, e a memória tem que existir.” (Plataforma Nacional do Facetubes).

Aliás, Selma Carvalho (APB-AM) mantém a exposição permanente “Complexo Booth Line” no Mercado de Origem da Amazônia, espaço que integra cultura, gastronomia e economia criativa. A mostra reafirma a proposta da fotógrafa de aproximar a arte do cotidiano, levando a fotografia contemporânea a públicos diversos.

A artista também integra, desde 2018, o acervo da Galeria Permanente de Artes do ICBEU, além de ter suas obras expostas na Escola de Artes do ICBEU Manaus a partir de abril de 2025. A presença contínua nesses espaços reforça o reconhecimento institucional de sua produção e o impacto de sua obra no meio artístico local.
Outro ponto em sua carreira é a participação na “Exposição Fotográfica – Bernardo Ramos – Moedas e Memórias”, realizada no Palacete Provincial, em Manaus, aberta para visitação até 31/01/2026. Na mostra, Selma Carvalho apresentou 11 obras que exploram o tema da numismática sob uma perspectiva artística e simbólica, abordando memória, valor histórico e identidade por meio da fotografia. Com uma produção que transita entre o documental e o conceitual, Selma Carvalho utiliza a fotografia como ferramenta de reflexão e preservação cultural. No Dia do Fotógrafo, 08.01, sua trajetória evidencia a importância do olhar artístico na construção da memória visual da cidade e na valorização da cultura amazônica.
Selma Carvalho construiu, ao longo dos anos, uma presença rara entre os nomes mais consistentes da fotografia brasileira contemporânea. Seu trabalho não busca o efeito fácil. Ele nasce de um olhar paciente, de escuta visual e de uma inteligência estética que sabe enxergar, com profundidade, temas decisivos da região amazônica. Há nas imagens de Selma uma espécie de precisão afetiva, como se cada enquadramento carregasse a responsabilidade de preservar, denunciar, iluminar e, ao mesmo tempo, respeitar o que fotografa.
Não é por acaso que sua trajetória se tornou merecedora de reconhecimento e prêmios. Em 2025, ao receber o Prêmio Fotografia do Facetubes, "SEBASTIÃO SALGADO", Selma confirmou aquilo que o público e os pares já percebiam: sua lente alcança o incomum. Ela cria registros que se tornam documentos sensíveis, obras que permanecem na retina e no pensamento, porque são feitas com rigor, ética e uma assinatura artística inconfundível.
Para a Academia Poética Brasileira, essa presença é motivo de honra. “Ter uma das nossas mais dinâmicas artistas da lente em nossas lides é uma grande alegria, pois onde são expostos seus trabalhos há sempre grande destaque, não só pela perspicácia de Selma, mas por sua completa adaptação entre dois mundos, pois Selma é originária do sudeste brasileiro”, afirma o presidente da APB, jornalista e poeta Mhario Lincoln.
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