
Editoria da Plataforma Nacional do Facetubes c/ Mhario Lincoln
Na noite de quinta-feira (5), em São Luís, realizou-se a cerimônia de posse da nova diretoria e do conselho fiscal da Academia Ludovicense de Letras (ALL) marcando o início do biênio 2026–2027 sob a presidência do juiz e escritor Osmar Gomes. O ato aconteceu no auditório do Fórum "Desembargador Sarney Costa", formalizando a abertura do ano acadêmico da instituição.
Eleito por unanimidade, Osmar sucede Sanatiel Pereira e terá como vice-presidente o poeta Roberto Franklin, conduzindo a chapa “Páginas Abertas”. A nova gestão chega anunciando um eixo de ação que pretende tirar a produção literária do circuito restrito das academias e fazê-la circular com mais presença pública, em diálogo com escolas, universidades e espaços culturais.
Conhecida como “Casa de Maria Firmina dos Reis”, a ALL reúne 40 cadeiras e carrega, no próprio estatuto, a marca de uma fundação pensada como afirmação cultural de alcance coletivo — com a intenção de organizar, estimular e projetar a vida literária ludovicense para além de agendas internas.
A trajetória do novo presidente ajuda a explicar o tom dessa promessa de abertura. Natural de Cajari, com passagem por trabalhos informais ainda jovem e carreira consolidada na magistratura — onde é apontado como titular da 1ª Vara do Júri da capital — Osmar traz para o comando da Academia um perfil moldado tanto pelo rigor do ofício jurídico quanto pelo hábito de escrever o cotidiano em linguagem de crônica e observação social.
Na leitura de Antônio Norberto, presidente da comissão de posse, a Academia só faz sentido se produzir impacto fora de suas paredes: “a academia tá aqui pra isso, não é pra fazer a cultura nem a história do estado, é pra induzir, ajudar o poder público”. A frase traduz uma expectativa concreta: a de que a ALL atue como indutora de políticas culturais, articulando Estado e sociedade para transformar patrimônio, leitura e memória em projeto continuado, e não apenas em celebração episódica.
Também pesa, nesse momento, a imagem pública do escritor dentro do próprio ambiente institucional do Judiciário. Em texto do Tribunal de Justiça do Maranhão sobre lançamento de obra do autor, a escrita de Osmar é apresentada como direta, marcada pela busca de simplicidade e por significados amarrados aos acontecimentos fugazes — uma forma de “retratar a essência da vida como ela é”.
Destarte, no plano anunciado para a presidência, a abertura local caminha junto de uma ambição de intercâmbio.
Por isso, a ALL pretende construir pontes culturais com países de língua portuguesa e com nações historicamente ligadas à fundação de São Luís, como França, Portugal, Espanha e Inglaterra.
Desta forma, a academia passa a disputar outro patamar de presença, isto é, menos cerimonial, mais pedagógico; menos autocentrado, mais capaz de converter tradição em circulação e, sobretudo, de aproximar o livro do leitor como política cultural, não como privilégio, mas como obrigação.
<- Foto 02: Presidentes ASBAL - Graça Costa e da ATHEART - Neves Azevedo. Com Megan. Presentes na Posse.
A posse foi prestigiada por algumas das representações acadêmicas mais significativas do estado do Maranhão. Ou seja, O dr. Osmar Gomes, a partir dessa posse, sinaliza para uma integração maior entre produtores de cultura e a ampliação divulgativa da literatura não só regional, mas para o Mundo que pensa.
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