
Especial: Jones Cavalcante,correspondente da Plataforma Nacional do Facetubes, no Ceará.
MARACANAÚ-CE. A posse de Aldira Martins na Academia Poética Brasileira revelou-se um rito de celebração coletiva, marcado por emoção, reconhecimento e a reafirmação da força cultural do Nordeste. No primeiro momento, o discurso evidencia o impacto pessoal da conquista: Aldira surge como alguém que sonhava, mas não imaginava que o sonho se concretizaria de forma tão intensa. O tom é de renascimento, como se a cerimônia representasse não apenas uma chegada, mas um despertar. A fala de acolhimento reforça a ideia de humildade
— “Nós estávamos esperando você aqui. Você veio”, disse Aldira ao presidente da APB, jornalista e poeta Mhario Lincoln. "Você transformou esse gesto de posse em um gesto de comunidade. A gratidão dirigida a amigos e apoiadores cria o ambiente humano que sustentará a nossa tragetória", completa Aldira.
Aliás, como nosso presidente Mhario Lincoln sempre fala filosoficamente, incluo aqui também algo filosófico, diante desse cenário simples e bem verdadeira: “A palavra só floresce quando encontra terra fértil no afeto.” Foi exatamente isso que acnteceu naquela tarde-noite em Maracanaú-Ceará. Vale falar também que Aldira tem uma atividade imensa no campo do plano social. A presença dela em diversas áreas, inclusive na área de saúde, reafirma que a literatura continua sendo um espaço de mobilidade simbólica, onde vozes regionais - de todos os setores da vida pública ou privada - encontram legitimidade.
Eu afirmo ainda, caros leitores, que esse reconhecimento público da força de Aldira dentro da Academia Poética Brasileira já se desenrolava muito antes da posse. Ela participava de muitas atividades da agremiação aqui no Ceará. Por isso, Pedro sampaio, presidente regfional da APB-CE já vislumbrava que sua indicada ao cargo, "seria uma baluarte da instituição, alguém capaz de carregar consigo a tradição e, ao mesmo tempo, renovar o espírito da Academia". A referência à coragem e à cruz, em tom quase litúrgico, reforça a dimensão de missão cultural que acompanha a poetisa. Mas o ato principal foi "vestir o pelerim", o símbolo da imortalidade acadêmica. Esse momento foi muito emocionante pois transformou o ato de vestir a capa em ato de muita responsabilidade.
Por sua vez, Aldira Martins, já empossada, saudou à sua raiz nordestina (digno de aplausos pela autenticidade) reafirmando a importância da identidade regional "como força estética e cultural". Neste trecho me lembrei de uma frase forte (não sei o autor) que diz assim: “Quando a cultura do povo ocupa o centro, a instituição se torna mais verdadeira.” Tudo isso, fez do evento de posse de Aldira Maertins, em Maracanaú-CE, um marco institucional e afetivo. Nas palavras do presidente Mhario Lincoln, que também ratificou (fisicamente) na ocasião, a posse da professora, poeta e escritora SOCORRO GUTERRES, "(...) a Academia Poética Brasileira celebra não apenas a posse, mas também o lançamento do livro de Aldira Martins, apresentado como obra que traduz sua essencialidade. Vale ressaltar aqui, sem nenhuma sobra de dúvidas, Aldira Martins como defesora incansável da cultura nordestina e da alegria coletiva de recebê-la aqui, nesta hora".
E para finalizar, Mhario Lincoln asserverou, lembrando: "Está aqui a prova de que a poesia não ocupa espaço; ela o amplia.” Portanto, a posse de Aldira Martins não foi apenas um ato protocolar, mas um gesto simbólico de afirmação cultural, onde a poesia se torna instrumento de identidade, pertencimento e futuro.
ABAIXO O CURTA-METRAGEM PRODUZIDO POR VICTOR TATU
Mín. 18° Máx. 30°