ANTONIO GUIMARÃES DE OLIVEIRA.
Neste dia Internacional do escritor, ressalto a importância do livro. Os mais antigos escritos pelo homem, seja em tabletes de argila ou pergaminhos; pele de animais ou papiros; tecidos ou papel; máquina de datilografar ou computador, e agora, no limiar da espécie humana, a Inteligência Artificial (IA).
No decorrer da nossa história, foram escritos a Bíblia, Livro dos Mortos, Zarastruta, Confúcio, Livros dos Gregos, todos discorrendo sobre o homo sapiens, até os dias atuais. Sobre a importância dos livros, cito as palavras de Silas Fonseca: "Eu do livro não me livro. Nem quero me livrar. Se do livro eu me livro, como livre vou ficar?"
O livro encontramos em bibliotecas gigantescas ou não, nas livrarias, nos sebos, nos bolsos, nas mesas, nos lixeiros (descartados), e até mesmo nos banheiros, são acessíveis e transmitem, ensinam toda e qualquer forma de conhecimento.
Em minhas palestras gosto de citar os cinco maiores clássicos da literatura universal: Ilíada, Odisseia (Homero), Eneida (Virgílio), Divina Comédia (Dante Alighieri), Os Lusíadas (Camões). Lembro que durante meus verdes anos, lia William Shakespeare, Miguel Cervantes e Inca Garcilaso de la Vega, Alexandre Dumas (pai e filho), Júlio Verne, Lord Byron, Victor Hugo, Eça de Queiroz, Machado de Assis, Gonçalves Dias, Gregório de Matos Guerra, Álvares de Azevedo, Viriato Correa, Maranhão Sobrinho, Coelho Neto, Aluísio de Azevedo, Josué Montello, dentre outros.
Minha avó materna, Laura Oliveira Maranhão Guimarães, era escritora, poeta, e me conduziu, em grande parte, ao prazeroso caminho da leitura, sendo fundamental para torna-me hoje o ser que sou. Como é bom lembrar da minha aconchegante casa de infância. Lembro de uma pequena biblioteca, contudo, grande em serventia. Havia coleções de livros comprados por meu pai, sempre que viajava aqui para a capital - São Luis. Os autores não poderiam ser melhores. Machado de Assis - a coleção completa; Monteiro Lobato, um dos mais criativos escritores, além de também ser um excelente editor. Certa vez escreveu:"quem escreve um livro cria um castelo, quem o lê mora nele”.
Graças a Deus fui influenciado por pessoas que viam além da época em que viviam. Coloco no mesmo patamar a minha avó, meu pai e esses dois notáveis escritores, além dos outros já citados acima. Hoje, autor de vários livros, como: O Algodão no Mearim; O Parto da Insônia; Artigos Diversos; O Arquivista Acidental; A Fuga do Perfume; São Luís: Memória e Tempo; Algodão: Ouro Branco; Estação Ecológica Sítio do Rangedor: uma proposta educacional; São Luís em Cartões Postais e Álbuns de Lembranças; Pregoeiros & Casarões; Becos e Telhados; Pêndulos & Fiéis; Adagas & Punhais, várias antologias ( República do Texto, Um tributo a Tom Jobim, 500 anos de Camões, Guerreiras Literárias, Nas Nuvens, Herança literária, Que seja infinita enquanto dure, O Cangaço em Perspectiva - O Sertão em Lutas I, O Sertão em Lutas II, O Sertão em Lutas III, Sarau (Uni)versos livres, A Magia da Escrita, A Pedra Bruta, Prazeres Poéticos, 122 Poetas Brasileiros Contemporâneos, Bicentenário de Dom Pedro II, Antologia da Academia de Lavras, Alquimia das Palavras, Antologia Revista do IHGM, Os Patronos, O Tempo não Para, Adeus Tristeza, Ecos do Passado, todas editados por importantes Academias, Antologistas e seus editores.
Publiquei artigos, crônicas e editoriais nos diversos jornais que circulavam ou circulam no Maranhão, sendo impressos ou virtuais: Folha do Maranhão, Tribuna do Nordeste, Jornal Pequeno, Jornal Extra, Jornal O Imparcial, Jornal O Estado do Maranhão, Gazeta do Povo, e outros.
Tenho um círculo de amizade, com inúmeros escritores, e integro importantes círculos acadêmicos: Academia Poética Brasileira, Academia Brasileira de Estudos do Sertão Nordestino, Academia Atheniense de Letras e Artes, Academia Literária Maranhense, Academia Maranhense Maçônica de Letras, Academia de Letras e Artes Maçônicas, Academia Nacional de Maçons Imortais, Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão, Associação Maranhense dos Escritores Independentes, Instituto Maranhense de Genealogia e Heráldica.
Membro correspondente da Academia de Ciências de Lisboa e outras instituições literárias do Brasil e outras plagas.
Recentemente, no decorrer de nossa sobrevivente "Feira do Livro", antes maciçamente ocupada por leitores, escritores, livreiros e palestrantes, tive (longe, porém assistir), uma magnifica palestra sobre o novo Pantheon Maranhense, proferida pelo escritor José Neres, onde redatores, poetas, escritores, ludovicenses ou do mais distantes município do estado lutam e tentam sobreviverem, seja com declamações, escrevendo em papéis de embrulhos, cadernos. Já com a mente cansada, lembrei-me de vários. Solicito desculpas pelo esquecimento de alguns notáveis. Ei-los: Herbert de Jesus Santos, José Alexandre Júnior, Ewerton Neto, Mhário Lincoln, Laura Amélia, Ivan Sarney, Luis Augusto Cassas, Joselito Veiga, Edmilson Sanches, Francisco Baia (Aiab), Wellington Santana Silva, Nicolau, Raimundo Marques, José Maria Nascimento, Fernando, Giniomar, Kissyan Castro, Kleber Lago, Luísa Cantanhede, Miranda, Paulo Melo e Sousa, Linda Barros, Danilo, Sharlene Serra, Eloy Melonio, Chico Tribuzi, Salgado Maranhão, GIlmar, Ana Luisa Almeida Ferro, Sônia Almeida, Raimundo Campos Filho, Antonio Noberto, Iramir Alves Araujo, Irandi Marques Leite, Déa Alhadeff, Euges Lima, Alex Brasil Poeta, Charles Simões, Osmar Gomes Dos Santos, Luiz Tadeu, Hilmar Ortegal, Ubiratan Sousa, João Pedro Borges, Turibio Santos, professor Trovão, Aymoré Alvim, José Márcio Leite, Jadiel, Ana Livia B. Vieira, Rubim da Silva, Manoel Barros, Paulo Meneses Pereira, Sanatiel Pereira, Elizabeth Abrantes, Alan Kardec Pacheco, Jader Cavalcante, Helidarcy, Jucey Santana, Iuri, Natalino Salgado, Célio Sardinha, Chico Maranhão, Euclides Moreira Neto, Zema Ribeiro, Agenor Santos, Ubiratan Sousa, Chico Viana, Marco Antonio Netto Teixeira, Marco Antônio Vieira da Silva (in memoriam), Lúcia Santos, Sérgio Habibe, Iran De Jesus Rodrigues dos Passos Passos, José Augusto, Battista Soarez, Lindivania Martins, Eugênia Neves, Josias Sobrinho, Socorro Teixeira, Pergentino Holanda, Gerude, Fernando Abreu, professor Fernando Novaes, Manoel dos Santos Neto, Bento Moreira Lima, SIlvana Pantoja, Cristina Murilo, Antonio Melo, Eliezer, Sérgio Sergio Victor Tamer, Cordeiro Filho, Márcia Manir, Cristiano Sardinha, Alexandre Lago, Joaquim Haickel, Joãozinho Ribeiro, Pedro Henrique Fonseca, Raimundo Balby Silva Silva, Adonay Moreira, professor João Melo Sousa Bentivi, professora Zefinha Bentivi, Roger Dageerre, Florisvaldo Sousa, Ricardo Miranda Filho, José Eulálio Figueiredo, Joaquim Itapary (in memoriam), Josias Sobrinho, Inaldo Lisboa, Lourival Serejo, Ney Bello, Firmino Freitas (in Memoriam), Couto, Aurora da Graça, Hélcio Silva, Bruno Tomé Fonseca, Regis Furtado, Nicolau Fahd, Dilercy Aragão Adler, Júlia Emília, Albert Mont Blanc, Wanda Cunha, Carlos Furtado, Hagamenon de Jesus, Sebastião Ribeiro, Cristiane Lago, Raimunda Frazão, Goreth Pereira, Rafaela Rocha, Sabryna Mendes, Roberto Franklin, Uilmar Junior, Carvalho Junior, Nauza Luza Martins, Zeca Pai, Maura Martins, Ana Elisa, Stanley, Rogério Rocha, Arlete Nogueira da Cruz, Bioque Mesito, Antonio Aílton, Cléo Rolim, Daniel Blume, Sônia Almeida, Anely Guimarães, Baial, Luiz Jorge Ferreira, Rossini Corrêa, Arthur Prazeres, Zé Lopes, José Viegas, Aureo Mendonça, Fernando Reis, Jose Ribamar Alves Durans, Pedro Henrique Fonseca, Sergio Victor Tamer, Carlos Nina, Carlos Alberto Lima Coelho, Chico Viana, Emanuel Viana, Osvaldo Fontenele, Pádua, Carlos Furtado, Chico Viana, Alvaro Urubatan Melo, Emanoel Viana, João Batista do Lago, Edomir Oliveira, Wescley Brito, José Martins, Ed Wilson, Paulinho Nó Cego, Marcos Boa Fé, Nerlir, Pedro Neto, Kalynna Dacol, Adonay Ramos, Barrozo Braga, Evandro Júnior, Neurivan Sousa, Wybson Carvalho, Ivone Silva Oliveira, Nonato Reis, José Carlos Sanches, Carlos Alberto Lima Coelho, Mário Luna, Ceres Fernandes, Wilson Martins, Wilson Cerveira, Antonio de Pádua Silva Sousa, Nicolau, Wellington Santana, João Francisco Batalha, Raimundo Marques, Diogo Gualhardo, Sebastião Moreira Duarte, José Loredo, Ramssés De Souza Silva, Ferreira da Silva, Leopoldo Vaz, Paulo Helder, Jacques Medeiros, Edison Vidigal, Neves, Fernando Novaes, Bentivi, Batista, Elisa Lago, Mhário Lincoln, Libânio da Costa Lobo, Gentil Meneses, Luis Carlos Santos Sales, Maria Gema de Carvalho, Adailton Medeiros, Déo Silva, Cid Teixeira de Abreu, José de Ribamar Cardoso, Antônio Augusto Ribeiro (in memoriam), Anecy Calland Serra, Maria das Graças Costa e Costa, José de Ribamar Corrêa, Glória Corrêa, Antônio Pedro Carneiro, Raimundo Borges, Arthur Almada Lima Filho, Lourença, João Machado, José Ribamar R. Brandão, Joseane Maia, Iris Nendes, Frederico Ribeiro Brandão, Raimundo Nonato Medeiros, José Ribeiro Brandão, Naldson Carvalho, Inês Maciel, Elany Moraes, Renato Meneses, Jotônio Viana, Morano Portela, Jorge Bastianni, Silvana Meneses, Quincas Villaneto, Isaac Sousa, Ezíquio Barros Neto, Raimundo Palhano, Ruy Palhano, Alzenira Pinho, Raquel Pinho, professor José Kleber Neves Sobrinho (in memoriam), Ubiratan Sousa, professor Ramiro Azevedo, professor Manoel Carlos, Deusimar Serra, Ana Rosária, Alberto Pessoa, Carvalho Jr, Moisés Abílio (in memoriam), José Raimundo Gonçalves (in memoriam), Félix Alberto, José Carlos Aroucha, Celso Borges (in memoriam), Nathan Sousa, Adriana Araújo, Paulo Rodrigues, Kissyan Castro, Rogério Du Maranhão, Augusto Pellegrini, Antônio Melo, Jose Ribamar Alves Durans, Bruno Azevedo, Nery Mendonca, Diego Amorim, Manuel da Cruz Evangelista, e outros.
Saúdo a todos que, como eu, têm para com os livros, apreço, satisfação em produzí-los e lê-los. Folhear um livro e dele apreender algo, abstrair e sentir cheiro de letras é imensuravelmente prazeroso.
Atualmente, questiona-se a importância dos livros, alguns críticos e estudiosos interrogam-se: será se na era dos computadores, aparelhos celulares, inteligência artificial e outras mídias, o livro ainda terá espaço? Ora, respondo: claro e evidente, que sim, pois quem irá produzir o conhecimento, necessário para os inúmeros segmentos e variados de leitores? É certo, o mundo atual vive uma transformação (uma nova realidade), onde profissões, ofícios e materiais, acabaram ou estão próximos disso. Isso me torna inquieto ao ponto de eu perguntar: será se ocorrerá o mesmo com o livro? Acredito que não. Pois ainda hoje, em sala de aula, alunos ficam abismados - curiosos, quando falo que escrevo livros.
O livro sempre será a maior fonte de conhecimento, daí a admiração deles... Eu, por minha vez, ouço de um ou de outro, que nunca leram um livro. O que vejo, nesse momento, são leitores sem norte, pois não mostramos o caminho, não lhes garantindo o conhecimento, pelo contrário, dificulta. Que nossos passos ou pegadas, no planeta Terra, deixem livros, pois são expressões da verdade e contradições. Trata-se da nossa dignidade enquanto seres humanos - estáveis ou instáveis, vitoriosos ou derrotados.
Acredito, porém, que o bem sempre vence, pois, a força da vida está com os que nunca desistem de tentar. No dia Internacional do escritor, saúdo leitores, contadores de histórias, pesquisadores e editores. Uma saudade indescritível me consome nesse momento. Sinto saudade dos livros que li, dos autores que os produziram, e é claro, um sentimento de gratidão impagável para com meus entes queridos que tão bem cumpriram seus papéis e partiram. Refiro-me ao meu pai e minha avó. Não tenho como descrever o que sinto agora, nesse momento, além dessa gratidão sem preço...
Um forte abraço!
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