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Mulher Babaçu desvenda todos os segredos do 'reggae agarradinho', dançado no Maranhão

OS MELHORES MOMENTOS DA MULHER BABAÇU/2020

28/02/2021 16h37 Atualizada há 1 mês
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Por: Mhario Lincoln Fonte: mulher babaçu
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Por que o Reggae é a música do hora em São Luís e atrai tantos turistas? Mulher Babaçu desvenda esses segredos

Obs: Um agradecimento especial ao amigo de Uimar Junior, o ilustrador, artista e ativista cultural CORDEIRO FILHO que emprestou seu trabalho (dançarinos de reggae), para a feitura desta montagem desta página. Muito obrigado, Cordeiro. Um maranhense de alto valor.

SÃO LUÍS É A JAMAICA BRASILEIRA 

Considerado Patrimônio Imaterial da UNESCO em 2018, o reggae encontrou, bem antes disso, um segundo lugar para chamar de seu, e ela fica bem distante de sua Jamaica natal: a cidade de São Luís do Maranhão. O gênero chegou à ilha nos anos 1970 e não demorou a se tornar um fenômeno graças à forte influência que exerce na cultura local. Não à toa a cidade ganhou o título de “Jamaica Brasileira”. 

Para selar essa relação, um espaço exclusivamente voltado ao tema, o Museu do Reggae, foi inaugurado em 2018 e é o dedicado ao gênero fora da terra de Bob Marley. A instituição reúne exposições de fotos, homenagens a artistas nacionais e internacionais, discos, feiras e aulas de dança. Mas nem sempre essa relação foi assim amistosa. “O reggae gerou muito preconceito. Ele era visto como algo marginal, muito semelhante ao que ocorre com outras manifestações trazidas pelos descendentes de africanos. O ritmo era visto como um invasor da cultura, um destruidor da identidade maranhense”, explica o antropólogo e professor da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Carlos Benedito Rodrigues da Silva.

NAS PERIFERIAS

Assim como na Jamaica, foi nas periferias de São Luís que o reggae fincou raízes e construiu a base necessária para se expandir. Além disso, por conta da origem ligada ao rastafári, o reggae jamaicano veio com uma forte influência espiritual, expressando nas letras alegrias e angústias do povo.

Então, não era um movimento de mídia, de rádio, eram as pessoas que tinham os discos. Como despertou o gosto da população, os donos dos clubes e de radiolas começaram a procurá-los também”, completa Carlos.

Essas radiolas (equipamentos de sons potentes similares aos ‘paredões’; o termo vem da junção rádio + vitrola) contribuíram nesse movimento de difusão do gênero e na divulgação das ‘pedras’, como são chamadas no estado as músicas que fazem mais sucesso.

AULAS DE DANÇA NO MUSEU

Com relação a como ele chegou ao estado há mais de uma teoria, como explica o antropólogo: “Algumas pessoas dizem que o reggae chegou com turistas ou com marinheiros que deixavam discos em casas de prostituição como pagamento pelos serviços. Outras dizem que as pessoas começaram a ouvir o ritmo sem saber direito o que era o reggae. E, em algumas regiões da Baixada Maranhense, era possível sintonizar emissoras do Caribe através das ondas curtas. Então, quando o reggae chegou oficialmente já existia uma certa familiaridade com esse ritmo”.  O apelido de Jamaica Brasileira também é cercado de hipóteses. Uma delas atribui ao cantor Jimmy Cliff a responsabilidade da alcunha, enquanto outras atribuem à DJs e até a um processo orgânico, considerando a fama que a cidade adquiriu com o tempo, se tornando uma referência nacional e internacional fora do Caribe.

O local se tornou ponto de encontro para os entusiastas de reggae do Maranhão. “É difícil dizer de onde veio esse título. Fato é que chamar São Luís de Jamaica Brasileira criou uma polêmica muito grande porque houve resistência em relação ao reggae. Alguns historiadores e certa parte da elite não gostaram muito. São Luís sempre foi conhecida como Atenas brasileira por conta dos poetas do século XX, então algumas pessoas achavam esse título mais importante do que ser a Jamaica brasileira, o que acabou gerando um mal-estar”. Apesar da controvérsia, o reggae se tornou um elemento importante da cultura do estado como um todo, fonte de emprego e renda, além de atrativo turístico de impacto direto e indireto na vida de milhares de pessoas. Passou de gênero musical à movimento social mobilizador e definidor da identidade maranhense, em especial, da identidade de São Luís. (Texto: Kelly Ribeiro). 

Performance de Uimar Junior: Reggueiro.

Vem cá Kelly, eu danço uma pedrada (música de gênero reggae) é agarradinha com meu pequeno. Aqui amigos o reggae diferencialmente de outras localidades, é dançado aos pares, agarradinho. ADORO, em uma coreografia sensual que mescla movimentos característicos do merengue, bolero e forró. (Mulher Babaçu).

Os mais apaixonados preferem ouvir o som com os ouvidos bem próximo aos paredões de radiolas, para que possam sentir a vibração das músicas. Kkkk pois é assim que eu gosto, me sentindo com meu rosto coladinho no rosto do meu pequeno. É bom demais. Outro dia ouvi o DJ Pedro Sobrinho destacar o palavreado da massa regueira como outra particularidade do ritmo na capital maranhense. É a forma carinhosa como os regueiros chamam a música: "pedra”.

“As pedras vão rolar " e " Pedra de responsa" são variantes do termo. Alguns reggaes são chamados também são denominados "melô, redução da palavra melodia. Assim sugiram o Melô de São Francisco, Melô da Poliana, Melô da Cinderela e Melô da Catiroba. "O Reggae é simples e rico. Simples porque os acordes são simples e a riqueza dele está no conjunto desses acordes e no sentimento que ele provoca nas pessoas", diz Ademar Danilo, Diretor da Casa do Reggae e colecionador de vinis de reggae, jornalista e DJ.) Tô louca para ir num reggae. É só passar essa pandemia. Eita pedrada.

Acesse o link e conheça a dança do reggae agarradinho. Só em São Luís é assim: 

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ALGUÉM ME PERGUNTOU O QUE É MELÔ (REGGAR)

Olha pequena vou ti explicar aqui o que o Bruno Azevedo escreveu: "Reggae é um reggae, um melô é um melô, uma pedra é uma pedra. Nem toda pedra é um melô, nem todo reggae é uma pedra, nem todo melô é reggae, mas todo melô que se conheça pelo nome é pedra. Uma pedra é aquela canção que pesa como tal, ressoa na cachola do regueiro e é ele quem a reconhece, pede e dança; melô é como os radioleiros e DJs de reggae passaram a batizar certas músicas, por vários motivos: esconder a verdadeira identidade de um fonograma pra evitar que a concorrência tivesse acesso, homenagear alguém, facilitar a compreensão do regueiro: afinal, “Some of Them are Wolves”, refrão cantado por Lloyd Parks, era meio complicado pra ligar e pedir pra Carlos Nina tocar no Reggae Dance; acabou virando o Melô de Ademar. Cada melô tem uma história. Uma vida, na verdade. Composta em um contexto, gravada, tocada em shows, eventualmente deixada de escanteio até um curioso maranhense aportar em Kingston, achar uma bolachinha, trazer pra cá e a ressuscitar".

Um exemplo de melô. Prepara a radiola, aponta a agulha e ouça:

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Kátia, aplausos!.

A LUTA DE KÁTIA BOGÉA PELA RESTAURAÇÃO DO MONUMENTO DO OUTEIRO DA CRUZ.

Tenho mais que certeza que a nossa competente Kátia Bogéa ,  presidente da Fundação Municipal do Patrimônio Histórico, vai fazer um belo trabalho.Já está trabalhando . De mãos dadas com a cultura e o turismo. Na foto, Fazendo levantamento para tocar o projeto e depois licitar a obra. Aplausos.

Em tempo: este monumento tem muita importância para a nossa história. Foi edificado em 1901 para retratar a vitória dos portugueses em cima dos invasores holandeses.

 

VOCÊ SABE O QUE É PUNGAR PIQUENA ???..

HUMMM essa piquena tá doida para pungar.

(Eu agradeço aos que fizeram este documentário acontecer. Importantíssimo para nossa história: Kit Figueiredo e Gabriel Oliveira). A data de produção (01.04.2012) mostra alguns personagens que já subiram. Mas deixaram uma marca indelével por aqui. 

A punga é o momento mais importante da dança, encontro entre gesto e música, quando o corpo que toca e o corpo que dança se unem em grande sintonia. Quando esse gesto é usado na dança africana? Vamos conhecer assistindo o vídeo abaixo que fala sobre a tradição do Tambor de Crioula.

 

O VÍDEO: "O Tambor de Crioula é uma forma de expressão de matriz afro-brasileira que envolve dança circular, canto e percussão de tambores. Seja ao ar livre, nas praças, no interior de terreiros, ou associado a outros eventos e manifestações, é realizado sem local específico ou calendário pré-fixado e praticado especialmente em louvor a São Benedito". "Tambor de Crioula do Maranhão", de Kit Figueiredo e Gabriel Oliveira é o documentário exibido neste programa, abaixo: 

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Igreja e Santuário.

SÃO JOSÉ DE RIBAMAR O SANTO DO MARANHÃO

A cidade de São José de Ribamar tem uma interessante história. Construção 1915 (Diocese Arquidiocese de São Luís do Maranhão). A Igreja de São José de Ribamar é um templo católico localizado na cidade homônima dedicado ao santo padroeiro do Maranhão.

De acordo com a lenda, um navio português vindo de Lisboa com destino a São Luís se desviou do curso e foi parar na atual Baía de São José durante uma tempestade, sendo ameaçado por bancos de areia. A tripulação do teria invocado São José, sendo depois o navio afastado do perigo por uma onda e os tripulantes salvos. O capitão do navio teria erguido uma ermida com uma imagem do santo. Com o passar do tempo, se desenvolveu uma povoação ao seu redor e aumentou a fama da região devido à lenda. A partir de 1757 foram construídas três igrejas em homenagem ao santo e todas desabaram misteriosamente, para os fiéis, pelo fato de terem sido construídas de costas para o mar, contrariando o desejo de São José. A igreja atual, construída em 1915 de frente para a orla, permanece de pé e é considerada um símbolo da cidade.

Anualmente no mês de setembro, durante o período da lua cheia, ocorrem na cidade os festejos de São José de Ribamar, onde em média 50 mil fiéis visitam a igreja e depositam oferendas ao santo na Casa dos Milagres,em uma das maiores cerimônias religiosas do Maranhão. 

ELOGIOS AO NOVO PREFEITO

Elogiável a atitude do prefeito. Nosso prefeito de parabéns . Não tivemos carnaval mais os artistas vão receberem auxilio emergencial.

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Azulejos de São Luís.

VOCÊ SABE DISTINGUIR UM AZULEJO PORTUGUÊS DE UM FRANCÊS?

Hummm curioso né piqueno. Falei com meu amigo turismólogo e guia de Turismo e ele me falou:  "O azulejo Francês, com uma peça já forma um desenho e não tem necessidade de quatro para formar um desenho. Porém, as 4 podem formar outro desenho tamanho 11x11, em azul e branco. Geralmente floral. exemplo dessa forma está na casa do N'hozinho.  Azulejos portugueses tamanho 13x14 com motivos geométrico e florais. Uma peça só não forma um desenho sempre vai ter que ter os 4 juntos cores azul e branco e também branco azul amarelo e verde as cores de nossa bandeira na rua Portugal encontramos exemplares desses azulejos". (Explicação do Wagner Santos, no livro “Catálogos/Azulejos de São Luís”, set/2004).

 

 

 

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