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Especiais Realismo Fantástico

Entrevistas especiais: VICEVERSA: Adriano Siqueira/Mhario Lincoln/Adriano Siqueira

Adriano Siqueira é poeta, produtor cultural, escritor e blogger.

14/03/2021 20h27 Atualizada há 1 mês
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Por: Mhario Lincoln Fonte: Mhario Lincoln
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VICEVERSA: MHARIO LINCOLN/ ADRIANO SIQUEIRA/MHARIO LINCOLN

MHARIO LINCOLN – (01) – Foi o crítico italiano Mario Praz que criou o termo ‘romantismo sombrio’ para classificar a obra de Edgar Alan Poe, com certeza, um dos seus ídolos. Com base nisso, é também esse o estilo que você imprime as suas obras?

 Adriano: Gosto do estilo gótico e romântico. Escrever sobre castelos, princesas, romance e misturar com as criaturas noturnas e juntar todos em uma grande aventura, gera um bom entretenimento e meus personagens prendem a atenção do leitor com seus jeitos de humor e sarcasmo. Os vilões são misteriosos. Deixam a dúvida se eles realmente são monstruosos ou apenas defendem seus ideias. Edgar usava o estilo policial e investigativo em alguns dos seus contos, a depressão de alguns de seus personagens e o terror do sobrenatural é algo que se usa muito ainda hoje. Nas minhas histórias a maioria tem um pouco de humor negro que hoje é chamado de 'Terrir'. Terror com  comédia, que também tem muitos fãs.

 

MHL (02) – A linguagem que você usa em seus desenhos é muito ligada à metamorfose humana, transformando seus personagens em vampiros, lobos, lobisomens. Isso foi acrescentado a sua arte a partir de que idade?

Adriano: Eu lia gibis na década de setenta e isso foi formando a minha personalidade. Quando chegou a internet no Brasil por volta de 1996 era ainda o começo e eu usava BBS's que eram pacotes de emails offlines que vinham a atualizavam os envios e recebidas da provedora. Assim eu escrevia pequenos contos. Paixão Mortal foi o nome que dei para minha primeira história e foi narrada recentemente pela escritora e desenhista Kátia Andrade. Eu sou um fã de filmes de vampiros e também de Gibis e os mestres de quadrinhos que eu adorava na década de oitenta eram muitos. Ataide Braz, Emir Ribeiro, Rodolfo Zalla, Eugênio Collonesse e muitos outros que sempre traziam uma grande bagagem de cultura que eu absorvia muito. Sou fã e sou um formador de ideias sobre o tema. ajudo muitos curiosos com meus textos e contos e dou apoio. Eu desenhava na década de oitenta e retornei a desenhar em 2019 quando comecei uma parceria de contos com a Maria Ferreira Dutra e isso agregou mais produção em desenhos e personagens ligados a famílias, tema que eu raramente escrevia e que me abriu novos horizontes com as ideias e conteúdo familiar. personagens tendo filhos e família atrai mais leitores e ajudou muito a enriquecer com novas histórias. 

MHL (03)Você, ao longo de sua carreira de escritor e poeta, escreveu algum poema ou conto que não teve a marca do realismo fantástico?

 Adriano: Meus contos são bem abrangentes e muita coisa que escrevi ainda não foi publicado. Já escrevi todo tipo de gênero, mas existem os preferidos que é ligado a terror, vampiros, ficção científica e poemas desse gênero. o mundo literário tem espaço para muitos escritores pois tem leitores para todos tipos de gêneros. Gosto de aventuras e costumo colocar meus personagens em ritmo bem rápido nas histórias.  

MHL (03) – Franz Kafka disse certa vez que a impaciência é um pecado capital, pois devido a ela, fomos expulsos do Paraíso e que devido à impaciência, “não podemos voltar”. Você é impaciente?

Adriano: Sou muito ansioso. Gosto de produzir na hora e assim vou elaborando mais ideias como escrever, pensar no desenho e no slogan do banner que faço para divulgar. Sou muito exigente e procuro ser muito critico comigo. O leitor tem que receber um bom material ou pode nunca mais aparecer para ler algo que é produzido. Gosto que se sintam bem ao ler uma história. Por isso eu também faço narração de contos e isso ajuda muito quem não tem tempo para ler.  

MHL (04) – Para uma pessoa que escreve sempre sobre Monstros e Lobisomens, Heróis de Sangue, Vampiros e Gnomos, como é verdadeiramente amar?

 

Adriano: O amor está na realização de um projeto que nasce e se desenvolve com nosso trabalho. Ele cresce evolui conforme a beleza de uma boa história ou arte que produzimos. Estar atento a cada mudança da obra para melhorá-la, nos deixa mais apaixonados e tudo é uma grande soma de conhecimento, talento e experiência. Mas é o amante das artes e das histórias que só ver pronta sorri e isso assina o que fazemos. A satisfação é sempre plena e estimula muito as novas produções. 

Adriano Siqueira.

MHL (05) - A literatura que você escreve –muita gente o lê e o aplaude – tem alguma coisa a ver com suas próprias entranhas, com suas histórias pessoais ou são fruto, somente, de uma mente criativa? 

Adriano: Geralmente tem sim grande parte da minha vida, tudo que passei coloquei em vários contos. Situações, experiências, medos, paixões e muitos casos que estão registrados nas histórias, mostram a vida de fora e de dentro com elementos sobrenaturais.

MHL (06) - Por que da criação de um personagem bem expressivo, chamado Lord DRI?

 Adriano: Lord Dri foi criado na época em que eu precisava de um personagem para o RPG na década de 90: Vampiro, A Máscara, era muito popular e o vampiro Lord Dri foi crescendo na popularidade. Mais tarde o Lord Dri se tornou uma sigla para Lorde Danny Ray I, que também aparece em muitos livros que participei.  

MHL (07) – O que realmente o influenciou diretamente a ponto de encaminhá-lo para o Realismo Fantástico?

Adriano: Os escritores que fui conhecendo nesse caminho acabou me dando uma ideia de um grupo de escritores para a internet que na época de 90 era dominado pelo e-groups emais. Mais tarde foi comprado pelo Yahoo Group e com essa ideia procurei um site sobre vampiros "Vampyr" e lá o Deus Noite abriu o "Tinta Rubra", no ano 2000 e me colocou como moderador pois eu já tinha  experiência da BBs em organizar grupos como organizei o STI/vamprismo. Muitos escritores se reuniram por lá e em 2007. Fui convidado a participar da obra literária 'Amor Vampiro' e hoje tenho 35 livros como autor convidado e dois livros solos desde então. 

MHL (08) – Nesse seu mundo mágico tem lugar para Extraterrestres?

Adriano: A Ficção Científica sempre esteve presente em muitas histórias. Uma delas chamada de 'O Dia que as Nuvens Caíram' é considerada por muitos uma das melhores histórias apocalípticas da ficção nacional. Fora isso, existem no meu blog contos da Maria Dutra que também inclui "O olho que tudo vê" " O Fim dos humanos" que cheguei a ser coautor em algumas continuações e muitas outras.  

MHL (09) – Você acredita que existe realmente vida após a morte física?

 Adriano: Existe sim. A mente ainda é um mistério para todos. Entramos em caminhos direcionados por sinais que nem sempre sabemos de como vem. Somos colocados em contatos com pessoas que nos abrem mais portas e o mundo tem essa conexão de agregar e ajudar, quando se aceita esse caminho. Nem sempre é fácil saber se estamos no caminho certo. As falhas e perdas estão nesses caminhos, às vezes, muitos desistem. Mas com confiança, todo esse caminho se abre e conseguimos prosseguir. Meu personagem, O Vampiro Neculai, surgiu assim: escrevi poucas linhas sobre um vampiro que aterrorizava pelo celular. O público gostou demais e hoje tem muitos fãs. Quando a Maria Dutra viu ela pensou em criar uma família e a China Girl, Mayara, Sidoire, Amal, Chygadcarius-Oids, Bruxa Fefe, vampira Karina e a namorada Laisa junto com a Dragqueen, vampira Veilleuse e o vampiro Mordov mais a Lucrétia, foram sendo construídos e integrados nesse mundo. E a cada tempo a família aumenta.  

MHL (10) – E para quem está vivo. Fale-me um pouco sobre esse incrível estado latente chamado Vida.

Adriano: A vida para o artista é muito sentida quando fazemos algo que será perpétuo e eterno. As obras que fazemos, mostradas para o mundo, entra em uma espécie de galeria universal e estou incluindo livros, curta metragem, músicas, obras de arte, teatro e cinema, séries de tv e quadrinhos. Para tudo isso tem um público que aprecia e eles criam a vida para que possamos continuar.  

Obrigado pelas ótimas perguntas.

Adriano Siqueira

Instagram @adrianosiqueiraescritor

blog www.contosdevampiroseterror.blogspot.com

 

ADRIANO SIQUEIRA/MHARIO LINCOLN

Mhario Lincoln

ADRIANO SIQUEIRA (01) - Quando começou essa paixão pelos veículos de comunicação?

MHL – Lá por volta de 5 anos, sem ter com quem deixar, minha mãe me levava para a redação do jornal onde ela trabalhava. Eu ficava ali no chão, do lado dela, brincando com restinhos de chumbo que eram descartados da máquina de linotipo, uma das primeiras versões (‘modernas’) de se fazer jornal diário. A convivência com todo aquele clima, aquele cheiro de tinta, do papel, as máquinas imprimindo a folha plana; tudo aquilo foi, de certa forma, influenciando em minha vida. Tanto que cursei duas faculdades. Direito e Comunicação Social. O Direito usei em minha segunda profissão. Sou Auditor e trabalhei na Secretaria da Fazenda 35 anos, até me aposentar. Trabalhava, concomitantemente, depois do expediente, nesse mesmo período, em dois jornais, uma TV e uma emissora de rádio. Aliás, nos jornais foram mais de 40 anos de atividade, pois, aos 14 anos já era estagiário (ou redator-amador) de um dos importantes jornais do Maranhão. Anos depois, quando li “O Reino E O Poder: Uma História Do New York Times”, de Gay Talese, passei a gostar ainda mais do que estava fazendo e continuei minha labuta como jornalista. Na verdade, já tinha pensado, inclusive em desistir, para seguir, em definitivo, a profissão do meu pai, que era advogado.

AS (02) - Como surgiu a ideia sobre a Academia Poética Brasileira?

MHL – A APB surgiu de uma conversa que tive com uma grande amiga minha, a Poeta do Século XX/Brasil, Clevane Pessoa. À princípio pensávamos numa confraria. Depois, com a participação de Humberto Napoleón (poeta de Quito/Equador) e do escritor e ex-presidente do IHGM, Edomir Martins de Oliveira, ampliamos o projeto e criamos a Academia Poética Brasileira, uma instituição sem fins lucrativos que tem como membros grandes poetas, músicos e artistas. E cada membro tem a possibilidade de publicar suas obras na Plataforma que hoje eu dirijo: a www.facetubes.com.br. Inclui textos, vídeos e áudios (podcast). Ou seja, uma plataforma completa com alcance nacional e em muitos outros países. Enfim, estou muito honrado em ser o presidente da APB.

AS (03) - Sua ideia de promover arte e livros gera muito público?

MHL – Sim. Pelo menos tem gerado uma boa média de views nossas divulgações em texto, áudio e vídeo. Acho que mais pela qualidade das pessoas – artistas – que tenho escolhido divulgar. Esse é o milagre. Bons textos, boas músicas, boas telas. Talentos que agradam nosso nicho de trabalho. Afora isso, faço uma pesquisa diária escolhendo material específico para divulgar em nossa plataforma. Grandes matérias que muitas vezes passam despercebidas da grande mídia. Porém, como contrapartida, isso toma, pelo menos, 14 horas de meu dia, de segunda a domingo. Faço com muita satisfação. Não tem dinheiro que pague.

AS (04) - Vejo a Academia Poética Brasileira sendo uma grande galeria. Você tem ideias para ampliar isso em exposições e livros?

MHL – Nós estamos ampliando a plataforma do Facetubes exatamente para isso. Ano passado, com a pandemia, foi difícil. Mas neste ano, apesar de tudo, vamos conseguir colocar em ação vários planos que vão desde a produção de várias Lives, além de um Concurso Nacional de Poesia e possivelmente uma Antologia reunindo os nossos artistas, poetas e músicos (neste caso publicando as letras). Penso em começar o trabalho de organização no segundo semestre deste ano.

AS (05) - Qual meio de comunicação é o seu preferido?

MHL – As necessidades de minha profissão me levaram a conhecer de forma profunda, tanto o jornal, como a TV e o rádio. São nesses três elementos de comunicação que costumo surfar de forma tranquila, porque tenho conhecimento teórico e prático. Na verdade, eu comecei a atentar muito mais ao ‘fator moderno da comunicação’, em 1980, após ler “A terceira onda”, de Alvin Toffler. Um espetacular compêndio sobre a era da informação. A partir daí, tive que considerar algo como crescimento da capacidade produtiva da mente, fato inovador do próprio ser humano e do uso qualificado, rápido e consciente da informação, aproveitando a alta-tecnologia dos hardwares e dos softwares.  Acho que em 1986 , usando o “Plug and Play”, conseguia redigir e diagramar minhas colunas diárias no computador. Quando chegava no Sistema de Informática do jornal (mandava através de e-mail) estava praticamente pronta. Só para gravar a chapa (em offset) e levar para rodar na máquina de impressão. Estudei muito e fiz cursos de diagramação. Em um deles, estudei o livro fantástico “Diagramando com qualidade no Computador”, do excepcional Roger Parker. Montei uma empresa de designer gráfico e passei a produzir, também, além de minha coluna e a coluna de minha mãe Flor de Lys (também colunista), anúncios, newsletters, folhetos, manuais e outros tipos de comunicação. Aprendi a trabalhar com fontes, cores, papel, balanço. Meu Deus, sem dúvida um dos grandes momentos de minha vida profissional como jornalista. Portanto, quando se fala em quaisquer tipos de veículos de comunicação, sempre falo: ‘estou dentro”.

AS (06) - Já pensou em ser político?

MHL – E quem ainda não pensou em salvar o Mundo? Sim. Garanto que foi uma das aventuras mais frustrantes de minha vida. Fui candidato uma vez pela oposição (PMDB) e a segunda por um partido de centro, cristão, o PDC. Foram experiências tristes que não gostaria de recordar. Por isso não as incluo em nenhuma história saudável de minha vida.

AS (07) - Chegou a fazer um livro com suas colunas jornalísticas? Pretende produzir algum para o Facetubes?

MHL- Esse livro com minhas colunas sociais publicadas entre 1999 e 2001 mostra alguns dos meus trabalhos diários, usados (em número de 100) pelo professor Athayde, de São Paulo, para a discussão e apresentação da tese dele de Doutorado em Sociologia. Ele defendia a transformação da sociedade através das colunas sociais daquela época. Acabou escolhendo o meu trabalho – a coluna falava e opinava sobre economia, política, arte, sociedade, culinária, música e história – como exemplo dessa mudança, a partir de uma cidade nordestina, de menos de 1 milhão de habitantes. Isso me deixou muito orgulhoso. Como não pude publicar a tese do professor Athayde, reuni no livro “Mhario Lincoln em Preto e Branco”, algumas dessas colunas. Sem dúvida um grandioso prêmio que ganhei. Um reconhecimento de que o que eu fazia era diferente e sinalizava no rumo da modernidade das colunas sociais.

AS (08) – Como você trabalha muito tempo na mesma posição (sentado), você faz muitos exercícios?

MHL – Na verdade, faço muito mais exercícios mentais – técnicas de meditação, leitura e observação empírica – que exercício físico. Todavia, eu saio pelo menos uma ou duas vezes por semana para caminhar durante 1 hora. Com essa pandemia fico muito tempo em casa. Dia 10 de março de 2021, completou 1 ano que não fiz outra coisa a não ser trabalhar em meu escritório (dentro de minha residência), caminhar, meditar, orar, respirar e observar o pôr-do-sol que tenho o privilégio de assistir todos os dias da minha sacada. Num lado mais poético, mais filosófico, mais espiritual, sempre digo a quem me pergunta se faço exercícios, o seguinte: eu acredito que ao praticar o bem, o ser humano pratica exercícios tão elevados ao ponto de eliminar grande parte das toxinas do corpo, o que o levará, indubitavelmente, a ficar mais sadio, mental e espiritualmente. Então, tento praticar o bem, não por aplausos ou reconhecimento.

AS (09) - Como você visualiza o mundo depois da Pandemia?

MHL - Gostaria de pedir vênia ao ilustre amigo, para me prender num aspecto, apenas. O Pedagógico. Desta forma, não acredito que a Pandemia venha realmente ensinar à grande parte da humanidade, alguma coisa que já não sabia ou que, por relaxamento, deixou de saber. Também não concordo que quaisquer que sejam os tipos de sofrimentos humanos, possam vir a ensinar algo melhor; a não ser, suposições ou elucubrações. Nem os Terremotos e Tsunamis, nem mesmo as barbáries da II Grande Guerra, da Escravidão, Genocídios e de outros exemplos alarmantes, tiveram influência na maioria da Humanidade, fazendo-a amar mais, doar mais, compreender mais. Assim, nenhuma forma de sofrimento coletivo deveria ser exemplo de ensinamentos, apesar de a mídia e alguns aproveitadores da alma humana inocente, minarem isso.  Pergunto: 1 ano depois. O que realmente aprendemos, enquanto humanos?

 

AS (10) - Qual é a maneira dos artistas entrarem em contato com você ou o site Facetubes?

MHL – Temos um e-mail pessoal: através dele consigo visualizar praticamente todas as informações, entre alguns tantos que diariamente recebo:  ([email protected]). Aproveito para agradecer a sua atenção para comigo aceitando participar de nosso VICEVERSA que logo será um livro mostrando esse bate-papo com várias pessoas, numa profusão de belas ideias e respostas.

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