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A Mulher Babaçu quer saber: as pandemias no Mundo acontecem mesmo de 100 em 100 anos ou é boato?

Anote e confira.

28/03/2021 15h32 Atualizada há 2 semanas
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Por: Mhario Lincoln Fonte: Mulher Babaçu
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PANDEMIA NO MUNDO ACONTECE DE 10O EM 100 ANOS OU É BOATO?

Antes, veja as coincidências:

1720- PESTE NEGRA

1820 - CÓLERA

1920 - GRIPE ESPANHOLA

2020 - COVID - 19

MAS SERÁ REALMENTE VERDADE?

O que acha? Mentira ou verdade? Por esse motivo Mulher Babaçu foi pesquisar. Vamos descobrir. 

1720 - PESTE NEGRA

Vamos ver o que o MAX ALTMAN nos contou em 25 de maio de 2012.

(São Paulo - Brasil):

WikiCommons
Tela representa a Grande Peste de Marselha, de 1720.

"No dia 25 de maio de 1720, o navio Grand Saint-Antoine entra no porto de Marselha com um passageiro clandestino vindo da Síria – a bactéria de uma variante da peste negra. A bordo, dez pessoas já haviam sucumbido ao mal. A Grande Peste de Marselha, de 1720, constitui um episódio histórico marcante, sempre presente na memória coletiva dos habitantes da cidade. O Grand Saint-Antoine carregava tecidos e fardos de algodão, contaminados com o bacilo de Yersin, responsável pela peste. Apesar de um dispositivo de proteção bastante rígido, a peste se propagou pela cidade. Os proprietários da embarcação, discretamente prevenidos pelo capitão, lançam mão de suas relações com as autoridades locais para evitar uma quarentena brutal que impediria o desembarque da carga comercial. A responsabilidade pela transgressão do regulamento foi atribuída à época ao capitão do navio, Jean-Baptiste Chataud. Na verdade, os médicos do porto assumem suas funções com certo desinteresse e decidem por em prática uma quarentena suave: os marinheiros seriam desembarcados e internados num dispensário. No entanto, os homens, uma vez em terra, não concordaram em se ocupar de suas roupas sujas. Fizeram de tudo para que elas fossem confiadas às lavadeiras. A questão de saber se sofreram pressão das autoridades municipais permaneceu sem resposta."

Em 20 de junho, uma lavadeira morre depois de alguns dias de agonia sem que alguém atentasse às feridas que surgiram em seus lábios. Somente em 9 de julho, após alguns outros óbitos, é que dois médicos comparecem à cabeceira do leito de morte de um adolescente e diagnosticam a peste.

A alimentação da população bem como a evacuação dos cadáveres trouxe à tona graves problemas. Pouco tardou para que a epidemia provocasse mais de mil mortos por dia na cidade. Os bairros pobres e os mais antigos foram os mais afetados. O bispo da cidade, monsenhor Belsunce, percorre as ruas sem se preocupar com a possibilidade de contágio. Assiste e socorre os doentes, trazendo conforto moral aos moribundos. O chefe de polícia, cavaleiro Roze, liberta os prisioneiros e, com o auxílio deles, incinera os cadáveres que apodreciam aos milhares nas ruas. Tarefa indispensável e perigosa que acabou se revelando heroica em meio ao trágico acontecimento. Dos 200 prisioneiros condenados a trabalhos forçados, apenas 12 conseguiriam sobreviver após cinco dias. Em dois meses, Marselha iria perder metade de seus 100 mil habitantes. A peste negra iria matar, no conjunto da região, nada menos que 220 mil dos cerca de 400 mil moradores. Muito obrigado MAX...

Google.

Bem agora quero saber se é boato ou verdade se aconteceu mesmo a cada 100 anos. Fui pesquisar: 1720, 1820, 1920 e 2020: A cada 100 anos, exatamente, uma pandemia assola a humanidade

#BOATO Boato – Pandemias são ciclos centenários que acometem a humanidade, exatamente, a cada 100 anos, desde 1320. Em 1720, ocorreu a peste negra. Em 1820, ocorreu a cólera. Em 1920, ocorreu a gripe espanhola. Em 2020, ocorreu o coronavírus.

Nos últimos dias, uma história que indicava que uma pandemia assola a humanidade a cada 100 anos ganhou força na internet. De acordo com o texto, o ciclo viria acontecendo desde 1320, com a Peste Bubônica, e se repetindo, religiosamente, de século em século. Ainda segundo a publicação, o último surto teria acontecido em 1920, com a Gripe Espanhola. Confira:

Versão 1: “A propósito do CORONA Vírus, da sua perigosidade e consequente possibilidade de destruição, lembremos as seguintes datas: 1320 – Peste Bubónica ; 1420 – Peste Negra; 1520 – Império Azteca morre de Varíola; 1620 – Surto de moléstia contagiosa «Passageiros do Mayflower»; 1720 – Praga de Marselha; 1820 – Epidemia de Cólera ; 1920 – Gripe Espanhola ; 2020 – Corona Vírus”. Versão 2: “O ano 20 de todo o século é amaldiçoado. •1520 – Varíola (56 milhões de mortos). •1620 – Amolestia (6 milhões de mortos). •1720 – Peste negra (223 mil mortos). •1820 – Cólera (973 mil mortos). •1920 – Gripe espanhola (2.6 milhões de mortos) •2020 – Corona vírus (Loading). Acreditas na coincidência? #Prepare-se: Lave as mãos frequentemente, se tiver que sair use a máscara e cumpra com o distanciamento social”. 

John Snow.

John Snow

O médico que descobriu como a cólera se espalha e impediu mais mortes pela doença. John Snow descobriu transmissão da cólera e salvou vidas .Doença matava milhões em todo o mundo no século 19, mas ninguém suspeitava como ela se espalhava, até que o médico inglês John Snow elaborou uma teoria, que se provaria correta após sua morte. No século 19, médicos estavam perplexos com a morte de milhões de pessoas em todo o mundo por causa de uma doença misteriosa. Era a cólera e ninguém sabia como evitá-la, até que um médico inglês, John Snow, começou a investigar o surto de 1854. Naquela época, Londres estava em pleno vapor - coração do vasto império da rainha Vitória e, portanto, um centro de comércio internacional. Sua população estava crescendo rapidamente; havia aglomeração e miséria. "Era entre os pobres, com famílias que viviam, dormiam, cozinhavam, comiam e se asseavam juntas em um único cômodo que a cólera se expandia", escreveu Snow. Como muitos outros na época, ele ficou horrorizado com as condições em que muitos londrinos viviam, mas observou algo importante durante os surtos de cólera das décadas de 1840 e 1850. "Quando, por outro lado, a cólera é introduzida em casas menores, raramente passa de um membro da família para outro.O uso constante da pia e da toalha, e o fato de que os cômodos para cozinhar e comer não sejam as mesmas do que a do doente, é a razão disso". Snow concluiu que a cólera não se espalhava pelo ar ou pela respiração. Ele acreditava que a doença era contraída quando algo contaminado era ingerido. 

Matéria Ilustrativa/Google.

Monitoramento abrangente

 Naquela época, a doença aterrorizante era constantemente rastreada: "Ela está em Moscou"; "Ela está em Paris"; "Ela está na Ásia", diziam as manchetes dos jornais. Seu primeiro registro na Inglaterra é de 1831. Mas muito pouco se sabia sobre a cólera, exceto que ela matava rapidamente, muitas vezes em questão de horas. Também não se sabia como ou por que era tão contagiosa. Alguns cientistas acreditavam que um agente infeccioso poderia ser transmitido de pessoa para pessoa, mas levaria 30 anos até que a teoria germinativa ou microbiana das doenças infecciosas fosse comprovada cientificamente. Em vez de ouvi-los, as autoridades de saúde de Londres se concentraram na poluição da cidade.

A teoria era a miasmática, segundo a qual as partículas de doenças flutuavam no cheiro repugnante de vegetais podres, carne, lixo humano e esterco de cavalo, tudo misturado com o ar repleto de fuligem de Londres.

Fazia sentido, especialmente para quem queria despoluir a cidade. Mas John Snow não era apenas um especialista em fluxo de ar e gás - ele já havia desenvolvido a ciência da anestesia - mas também visto a cólera de perto durante a primeira epidemia do Reino Unido no início da década de 1830.

 Médico aprendiz

Como um médico aprendiz de 18 anos, Snow fora enviado para uma mina de carvão no nordeste da Inglaterra para tratar os doentes. "A comunidade de mineração sofreu mais do que qualquer outra na Inglaterra, uma circunstância que eu acho que só pode ser explicada pelo modo de transmissão da doença: não há banheiros nas minas, os trabalhadores passam tanto tempo ali que são obrigados a levar sua própria comida, que comem, invariavelmente, com as mãos sujas e sem talheres. "Snow se deu conta de que a cólera estava se espalhando de pessoa para pessoa, especificamente quando as fezes que continham o patógeno que causa a doença eram ingeridas inadvertidamente. Jonh Snow. Ele desenvolveu sua teoria ao longo dos anos; portanto, quando o surto de cólera de 1854 chegou, rapidamente começou a testá-la. ... 

Família com máscaras.

A GRIPE ESPANHOLA. A gripe espanhola, também conhecida como gripe de 1918, foi uma vasta e mortal pandemia do vírus influenza. De janeiro de 1918 a dezembro de 1920, infectou uma estimativa de 500 milhões de pessoas, cerca de um quarto da população mundial na época. Estima-se que o número de mortos esteja entre 17 milhões e 50 milhões, e possivelmente até 100 milhões, tornando-a uma das epidemias mais mortais da história da humanidade. A gripe espanhola foi a primeira de duas pandemias causadas pela influenza/vírus H1N1, sendo a segunda ocorrida em 2009. Para manter o ânimo, os censores da Primeira Guerra Mundial minimizaram os primeiros relatos de doenças e sua mortalidade na Alemanha, Reino Unido, França e Estados Unidos. Os artigos eram livres para relatar os efeitos da pandemia na Espanha, que se manteve neutra, como a grave enfermidade que acometeu o rei Afonso XIII. Tais artigos criaram a falsa impressão que a Espanha estava sendo especialmente atingida. Consequentemente, a pandemia se tornou conhecida como "gripe espanhola". Os dados históricos e epidemiológicos

são inadequados para identificar com segurança a origem geográfica da pandemia, com diferentes pontos de vista sobre sua origem.

A maioria dos surtos de gripe mata desproporcionalmente os mais jovens e os mais velhos, com uma taxa de sobrevivência mais alta entre os dois, mas a pandemia de gripe espanhola resultou em uma taxa de mortalidade acima do esperado para adultos jovens. Os cientistas ofereceram várias explicações possíveis para esta alta taxa de mortalidade de 2% a 3%. Algumas análises mostraram que o vírus foi particularmente mortal por desencadear uma tempestade de citocinas, que destrói o sistema imunológico mais forte de adultos jovens. Por

outro lado, uma análise de 2007 de revistas médicas do período da pandemia[ descobriu que a infecção viral não era mais agressiva que as estirpes anteriores de influenza. Em vez disso, asseveraram que a desnutrição, falta de higiene e os acampamentos médicos e hospitais superlotados promoveram uma superinfecção bacteriana, responsável pela alta mortalidade. 

Jornal da época.

COVID 19 - 100 ANOS DEPOIS DA GRIPE ESPANHOLA

Não preciso contar nada. Estamos ainda vivendo a história. Como vimos assim como a Gripe Espanhola , que foi bem pior , foi vencida e nós também vamos vencer . Vamos seguir os protocolos de prevenção da OMS. Observe que as medidas tomadas na Gripe Espanhola bem parecida com a Covid. Precisamos sim fazer prevenção divulgada pela OMS.

Vamos a luta.

Repito vamos vencer. A vacina vai ser nossa cura junto com as normas de prevenção. Assim como a Gripe Espanhola que foi pior. Eu acredito.

Foto original Murilo Santos.

Um depoimento real:

MURILO DOS SANTOS - Esta é Maria Gomes dos Santos, tia Mariazinha, irmã do meu pai. Ela nasceu em Portugal no ano de 1900. Nessa foto, feita ainda em Portugal, acredito que ela tinha entre 10 a 12 anos. A família veio para São Luís em 1914. Em 1918, a jovem tia Mariazinha contraiu Gripe Espanhola não resistindo. Ela foi sepultada no Cemitério do Gavião. Anos depois, seus ossos foram retirados do túmulo e jazem até hoje em uma das gavetas da parede da capela do cemitério. Na época da Gripe Espanhola algumas das mais importantes recomendações foram “cuidados hygienicos” e distanciamento social.

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