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Especial: Mulher Babaçu conta toda a história de Daniel de La Touche, fundador de São Luís

Entretenimento

08/09/2021 10h07 Atualizada há 6 dias
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Por: Mhario Lincoln Fonte: Mulher Babaçu
Uimar interpreta Dainel de La Touche
Uimar interpreta Dainel de La Touche

Um pouco de toda história: hoje, São Luís do Maranhão completa 409 anos

Piquenos deixa eu contar essa de Daniel de La Touche, ele é muito engraçado e de bom astral. Outro dia fui convidado por Reginaldo Cazumbá, para uma festa de entrega de troféus para quem se destacou no ano de 2019 no turismo. Sorri demais no seu monólogo. Ele muito apaixonado pela cidade que fundou.  Brincou em saber que o ludovicense tem um carinho por ele em saber que aqui tem uma escola com seu nome Colégio Batista Daniel de La Touche, uma Prefeitura Municipal La Lavardiére, kkkkk melhor ainda parou para tomar um cafezinho e la estava Café La Touche kkkk e continuou ainda dizendo que ao vim para o evento chamou um Uber e veio pela Avenida Daniel de La Touche. Kkkkk. Ninguém aguentou. Elogiou a cidade e também fez algumas críticas em relação a administração da cidade isso em um sotaque muito engraçado mistura de português com francês. Muito legal. Então vamos conhecer a história do fundador da cidade de São Luís do Maranhão. A Fundação oficial data de 1612, quando os franceses passaram a ocupar a região, ao instalarem o Forte de São Luís, homenagem ao Rei-menino Luís XIII, vindo daí a denominação da cidade.

Daniel de La Touche.

Daniel de La Touche

(Marinheiro, explorador e colonizador francês)

Daniel de La Touche, sob o título de Senhor de La Ravardière, foi um experiente Lugar-tenente General da Marinha Francesa do século XVII. Nobre, de religião protestante, liderou a expedição francesa que, em 1612, deu início as pretensões de colonização no Norte do Brasil. Denominada de França Equinocial, teve seu marco na fundação do "Fort Saint Louis" (Forte de São Luís), sendo o atual "Palácio dos Leões" o núcleo do antigo forte. O Palácio abriga atualmente sede do governo do estado do Maranhão, que por sua vez fica em São Luís, ocupando o título de capital do estado. La Touche oriundo de Poitou, na região do Loire, viveu grande parte de sua vida em Cancale com sua esposa, cidade portuária próxima de Saint-Mailo, no Norte da França, na região da Bretanha.

Nascimento:1570, em Berthegon, França.

Morte: 1631

Nacionalidade: Francês

Ocupação: Navegador e Conquistador

Foto Busto. O edifício da prefeitura de São Luís chama-se Palácio de La Ravardière em sua homenagem. Busto de Daniel de la Touche em frente à Prefeitura de São Luís.

O império colonial Francês   

O Império colonial Francês no Novo Mundo também incluía a Nova França ("Nouvelle France") na América do Norte, particularmente no que é hoje a província do Québec, no Canadá, e a França Antártica ("France Antarctique"), na atual cidade do Rio de Janeiro, no Brasil. As nações ibéricas consideravam que esses assentamentos violavam não apenas a bula papal de 1493, como o Tratado de Tordesilhas (1494), documentos que dividiam o globo igualmente entre ambas, excluindo as demais nações dessa partilha. Desde 1594, Jacques Riffault estabelecera em "Upaon-açu" (ilha de São Luís) uma feitoria, deixando-a a cargo de seu compatriota Charles dês Vaux, que havia conquistado a amizade dos indígenas, alcançando inclusive o domínio da língua nativa. Dês Vaux, indo à França, causaria a vinda de Daniel de La Touche, por determinação de Henrique IV de França numa viagem de reconhecimento. Não obstante aquele soberano ter sido assassinado nesse meio-tempo, La Touche, entusiasmado com a terra, obteve da rainha Maria de Médicis, regente na menoridade de Luís XIII de França, a concessão para estabelecer uma colônia ao sul do Equador, 50 léguas para cada lado do forte a ser construído.

Personagem de Uimar Junior

A expedição

Na época o rei da França era Henrique IV, a quem La Touche teria convencido sobre a importância de tomar posse das regiões não ocupadas pelos portugueses. La Touche conhecia bem a região pois em 1604 havia explorado as costas da Guiana com o navegador Jean Mocquet. Porém Henrique faleceu, deixando como sucessor seu filho Luis XIII, ainda criança. A viúva de Henrique, Maria de Médici, assumiu a regência, de religião católica, impediu a expedição pelas diferenças religiosas com La Touche. Depois de algumas barganhas na corte, tendo angariado fundos com o almirante François de Rossilly, Senhor Almers (líder católico), e o senhor de Sancy, Nicolau de Herley, La Touche partiu de Cancale, em Março de 1612, com uma caravela e duas naus: "Saint-Anne", "Regente" e "Charlote", tripuladas por 500 homens, entre eles frades capuchinhos, viajando por cinco meses completos, enfrentando os dissabores do mal tempo. Chegou em setembro do mesmo ano, à "Montanha dos Canibais", um ponto elevado na Ilha Grande, domínio dos Tupinambás. 

Papagaios Amarelos      

A saga é contada em detalhes no livro de Maurice Pianzola, "Les Perroquets Jaunes" (Os Papagaios Amarelos, traduzido em português), subtítulo de "Franceses à Conquista do Brasil / XVII Século", que foi adaptado ao cinema, em 2002 e assim produzido filme e documentário, sob a direção da Suíça Emmanuelle de Riedmatten. Os índios tupinambás chamavam os franceses de papagaios amarelos, por serem loiros/ruivos e tagarelas diferentemente dos portugueses. Para os índios os franceses já não eram estranhos e as novas terras, já não eram tão novas assim para os franceses, pois anos antes Jacques Riffau havia comandado uma expedição que se fixou por um certo tempo na mesma ilha, da atual São Luís. Tendo voltado à França, deixou seu lugar-tenente.

Uimar de Daniel de La Touche

Carta Patente 

Pode-se observar um trecho de documento oficial da corte francesa delegando a La Touche poderes de colonização ao sul da Guiana: "de La Ravardière de La Touche, seu lugar-tenente-geral na terra da América, desde o rio das Amazonas até a ilha da Trindade, que teria feito duas viagens diversas às Índias para descobrir portos e rios próprios para abordar e estabelecer colônias, o que teria tão felizmente sucedido que, tendo chegado naquelas bandas, tinha facilmente disposto os habitantes das ilhas do Maranhão e  da terra firme adjacente vista por ele tupinambás, tabajaras e outros a buscar nossa proteção".

Marcas deixadas no Maranhão      

O sonho de uma colônia francesa no Brasil, deixou algumas marcas na sociedade maranhense, em São Luís existem logradouros e estabelecimentos comerciais com o nome dos conquistadores, bustos, Colégio Batista com o nome de La Touche, ainda marca de café bastante conhecida (Café La Touche) e na cidade existe Avenida Daniel de la Touche. Existe atualmente, uma pretensão de fortalecer os laços entre a região e a França, incentivando inclusive o intercâmbio cultural.

A Carta.

Museu Huguenote Daniel de La Touche

O Museu Huguenote Daniel de La Touche, é conhecido oficialmente por Casa de Cultura Huguenote Daniel de La Touche. Está instalado em um casarão típico e histórico de São Luís que pertenceu a Catarina Mina, situado no Beco Catarina Mina. A Proposta da instituição é ser um museu de artes, cultura, história e memória da Fundação Francesa na Cidade de São Luís, Maranhão, Brasil. O Museu não tem vínculos governamentais e se mantém através de doações de particulares que visitam. O objetivo do museu é fortalecer a identidade cultural franco-protestante, ou melhor huguenote. No interior do museu. Existe uma cafeteria que também ajuda na manutenção da instituição. Em 2017 o museu lançou uma marca de café chamada Huguenot’s Café. Neste mesmo local existe o museu da França Equinocial, vencedor do Prêmio Cazumbá de turismo 2012, onde foi considerado "O melhor evento cultural voltado para os 400 anos de São Luís". Um empreendimento hercúleo elaborado pelo historiólogo Antonio Noberto. Parabéns, professor. Por outro lado, a Logomarca do produto leva a foto de Daniel de La Touche, fundador da cidade, e é comercializado no próprio local, onde também pode ser degustado pelos visitantes.

Em Cancele, França.

400 anos depois

Em 8 de setembro de 2012, foi inaugurado em Cancale, na França, o busto de Daniel de la Touche, em comemoração aos 400 anos de São Luís.

(Link para ver a interpretação de Uimar Jr. como La Touche: https://photos.app.goo.gl/7jTF1jv3zpWM7qUm8)

VÍDEO BÔNUS

Historiólogo Antonio Noberto refaz a viagem de Daniel de la Touche de 1613 à região amazônica

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