É autor dos livros "Viagens", "O Canto do Galo" (poesias), "Fatos que fizeram história" e "A Viana dos meus avós a a que eu vivi" (memórias). Rogéryo du Maranhão é membro da Academia Poética Brasileira.
Linda Barros, Professora, atriz e Membro da Academia Poética Brasileira
O viés do tempo é um percurso que todos caminhamos até chegar onde realmente queremos e merecemos estar. É o chamado livre-arbítrio que nos conduz, mas somente nós temos o direito de mudar este percurso.
Batizado e registrado sob o nome de Rogério Castro Gomes, aquele que viria a ser um dos conhecidos nomes da MPM, passou boa parte de sua infância em Viana, sua cidade natal. Ali, estudou em escolas primárias em uma Viana dos anos 1960, nessa época pôde viver todos os doces momentos de infância cercado de muito verde e muita biodiversidade que outrora enriquecia toda a região, conhecendo todas as trivialidades das brincadeiras infantis.
Foi nessa época também que aquele garoto ingressou na vida artística, levado por sua mentora, dona Anica, para conhecer a magia das artes, interpretando personagens infantis em peças teatrais e comédias, neste afã das artes começou a ter aulas de canto.
No entanto, as luzes se acenderam para a música quando teve contato com o consagrado cantor Waldik Soriano. O então promotor da cidade contratou o cantor para um show em Viana. O já adolescente Rogério se encantou com a apresentação do “cantor das multidões”, como era conhecido em todo o país. A partir de então Rogério Du Maranhão passou a cantar e a reproduzir as músicas do cantor baiano, uma das grandes referências da música romântica brasileira.
Ele é dono de uma das mais belas vozes do Maranhão. Entre seus inúmeros sucessos, estão “Viva João” e “Açude Sangrando”, em parceria com Vicente Telles, "Alumiô", em parceria com seu amigo de conjunto musical, o então baterista Mhario Lincoln e “Bia”, que seguramente estão entre as melhores composições brasileiras do século XX. Autor de vasta produção musical, o artista vianense lançou vários álbuns, entre eles “Fruto maduro”, “Anjo lilás”, “Rogéryo Du Maranhão interpreta Adelino Moreira” e “Viana, minha musa, meu amor”. Todos com grande receptividade por parte do público.
Já por volta da década de 1970, vivendo em São Luís, concluiu seus primeiros estudos, onde também se inseriu no cenário artístico. Rogério Du Maranhão, além de poeta, compositor, intérprete, jornalista, ator, artista plástico, é também escritor, tem publicado os livros Viagens, O canto do galo (poesias), Fatos que fizeram história e A Viana dos meus avós na que vivi (memórias).
Inquieto como sempre foi, já se apresentou por vários espaços culturais pelas regiões Sul e Sudeste do país, mostrando seu talento e conseguindo assim, parcerias muito importantes como, a do compositor João do Vale (show Canto Livre) e do cantor e compositor Belchior, através do projeto “Concha Verde”, ambos realizados em 1979, no Rio de Janeiro.
O artista maranhense é mais uma das nossas estrelas que tiveram que sair de sua terra natal e se lançar na carreira artística. O intérprete mudou-se para São Paulo em busca de novas oportunidades, o que não demorou muito para acontecer. Lá pelas terras da prosperidade, fez seu primeiro show na cidade de Presidente Prudente, sendo eleito também melhor intérprete do Festival de Paraguaçu Paulista. Na mesma época, gravou seu primeiro disco pela renomada gravadora Continental.
Com tanta história na bagagem, o intrépido artista é membro da Academia Vianense de Letras, ocupando a cadeira de número 16, patroneada por Miguel Dias e é também da Academia Poética Brasileira, membro-fundador da Cadeira de nº 20.
De um timbre inconfundível e extremamente afinado, sempre cuidadoso na escolha do repertório. Esse artista maranhense é um dos exemplos de pessoas que merecem estar onde estão. Sua voz, suas canções e sua poesia ultrapassarão as barreiras do tempo e levarão para as gerações futuras as belezas de Viana, a cultura e a melodia de um Maranhão que Rogéryo imortalizou em seu canto.
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