Começa a tramitar no Senado o projeto que inscreve os Lanceiros Negros, combatentes de atuação marcante na Revolução Farroupilha (1835-1845), no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria (PL 3493/2021).
Ser incluído no livro é receber um reconhecimento formal do Estado brasileiro da realização de grandes feitos para o país. O livro de aço com os nomes dos heróis e heroínas está guardado no Panteão da Pátria Tancredo Neves, na Praça dos Três Poderes, em Brasília.
Os Lanceiros Negros foram escravos que integraram, em troca da promessa de liberdade, o exército da República Rio-Grandense no conflito com o Império do Brasil. Eles se notabilizaram por sua bravura e habilidade. O senador Paulo Paim (PT-RS), autor da proposta, cita as memórias de Giuseppe Garibaldi, que afirmou nunca ter visto em suas muitas batalhas “homens mais valentes, nem lanceiros mais brilhantes, do que os da cavalaria rio-grandense”.
Na justificação do projeto, Paim acrescenta que, depois da Batalha de Porongos (14 de novembro de 1844), mais de 100 Lanceiros Negros, desarmados, foram mortos à traição pelas forças imperiais. Para ele, trata-se de mártires que foram homens e guerreiros brilhantes.
“Nos campos e nas cidades, onde houver fome, miséria e pobreza, racismo e discriminação, sempre haverá um lanceiro negro estendendo a mão e fazendo a boa luta em defesa dos que mais precisam”, definiu
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