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Brasil POSSE VIRTUAL

Poeta, escritora e militante cultural toma posse na Academia Poética Brasileira. Imortal Luiza Cantanhede a recebe

Posse virtual na APB. JOEMA CARVALHO Foi eleita no começo de 2021.

24/11/2021 às 19h11 Atualizada em 25/11/2021 às 16h20
Por: Mhario Lincoln Fonte: Luiza Cantanhede/Joema Carvalho
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Joema e Luiza APB.
Joema e Luiza APB.

DISCURSO DE RECEPÇÃO – Luiza Cantanhêde

Senhores, senhoras, membros da Academia Poética Brasileira - APB,

Recupero do discurso de Machado de Assis pronunciado na sessão inaugural da Academia Brasileira de Letras em 20 de julho de 1987 a seguinte passagem: “o vosso desejo é conservar, no meio da federação política, a unidade literária. Tal obra exige, não só a compreensão pública, mas também a sua constância”. 

As atividades, os projetos, o fazer literário da Academia Poética Brasileira são constantes e vão se avolumando, em qualidade, ao longo dos anos. Sinto orgulho em fazer parte desta tão nobre instituição; fico honrada em me irmanar com autores e autoras tão importantes para a literatura do nosso tempo.  

Os homens e mulheres que fazem a APB não pensam apenas em conservar a unidade, mas em manter a unidade, na diversidade do nosso momento histórico.

Devo estender meu abraço cordial e sincero ao presidente Mhario Lincoln, que é jornalista, advogado, escritor, poeta, porque ele faz a conectividade entre as muitas vozes da literatura coetânea. Além de ser um agitador cultural do Brasil.

LUIZA CANTANHÊDE

Sou Luiza Cantanhêde, nasci na cidade de Santa Inês-MA. Resido, atualmente, em Teresina-Piauí. Sou formada em Contabilidade, membro fundadora da Academia Piauiense de Poesia e Membro da Academia Poética Brasileira. Membro da Associação de Jornalistas e escritoras do Brasil, coordenadoria Maranhão. tenho três livros publicados “Palafitas” (poemas, Penalux, 2016); “Amanhã, serei uma flor insana” (poemas, Penalux-2018); “Pequeno ensaio amoroso”(Poemas, Penalux-2019). Recebi menção honrosa no Prêmio H. Dobal da Academia Piauiense de Letras, e menção honrosa no Prêmio “Vicente de Carvalho”-2018 e no Prêmio “Álvares de Azevedo-2019 (ambos pela União Brasileira de Escritores – RJ). Recebi, em Pernambuco, o prêmio “Destaque Nordeste”. 

Tenho a convicção que a literatura precisa de coragem, entusiasmo, trabalho, por isso dedico-me com muito compromisso aos aspectos simbólicos da poesia.

Meu primeiro sentimento é de agradecimento pelo júbilo que me trouxe o honroso convite para recepcionar e dar as boas vindas a Joema Carvalho na chegada a esta gloriosa Academia, que lhe abre as portas pelo seu talento, pela imensa bagagem Cultural e pelo carisma.

E aqui cabe evidenciar um pouco da trajetória Literária e de vida de Joema Carvalho.

Joema Carvalho, Curitiba – PR, engenheira florestal, doutora, perita. Autora do livro Luas & Hormônios, selecionado e editado pela Secretaria do Estado da Cultura (2010) e eBook editado pela Amazon (2020). Co-autora do livro As frutas Silvestres de Henry 

David Thoreau e as Frutas Brasileiras, org. Klaus Eggensperger, em edição pela Appris. Organizadora do eBook Tuíra editado pela Amazon (2020). Colunista do FACETUBES e do Observatório de Comunicação Institucional. Participação em coletâneas: Conexão IV, Nogue Editora (2018); Literarte Celebra a Região Sul. Coletânea da Associação 

Internacional de Escritores e Artistas (2019); Parnaso Poético III (2019), Porquê Somos Mulheres. Antologia Digital – Poesia, Selo Editorial da Revista Ser MulherArte (2020). Coletânea do Mulherio das Letras - Portugal (2020). Participação de projetos: Homenagem do Dia das Crianças do Programa Papagaios do Brasil. Seis poemas de seis papagaios lidos por crianças (2020); Do Outro Lado do Vídeo Há Um Poema – Biblioteca Pública do Paraná e Instituto Sidônio Muralha (2020), Quarentena Literária – Prosa Nova Produções Culturais (2020), Chuva Poética (2018 e 2019). 

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Contato: 

https://www.instagram.com/joemacarvalho/ https://web.facebook.com/luasehormonios [email protected]

Dito isso,recebemos com muito carinho,esta bela mulher, corajosa, de alto nível intelectual, a quem agora saudamos como nova membro da Academia Poética Brasileira.

Encerro com uma frase do escritor português José Saramago: “somos todos escritores, só que alguns escrevem e outros não”. Vamos juntos, escrever sobre o mundo que está dentro de nós.

(Luiza Cantanhêde)

Novo Membro-Fundador da APB.

DISCURSO DE POSSE DE JOEMA CARVALHO

(Cadeira APB, Nº 23, Seccional Paraná)

Estava na Feira do Poeta, quando uma pessoa chega dizendo: "Eu sei quem você é".

Levou-me para outra sala e fez um vídeo com os meus poemas da coletânea Conexão IV. Assim, conheci o Mhario Lincoln, presidente da APB. Escondi o que escrevia por décadas. Neguei a escrita, cheguei a esquecer que escrevia. Escrevo desde os cinco anos. Acredito que sou fruto da genética literária do meu pai, Richard, que na década de 70 foi muito atuante como jornalista, ator e poeta e da minha mãe, Maria Cristina, professora de português, leitora fantástica, que me educou a ter este hábito. 

Durante o segundo grau, entrei em contato com as palavras técnicas. Adoro a sonoridade delas. Passei a incorporar estes termos na minha literatura. Depois de um teste vocacional, decidi cursar engenharia florestal, que nunca tinha ouvido falar até então. Desta escolha, o conflito da sensibilidade de quem escreve dentro de uma faculdade de engenharia, novo mundo para mim. Como resultado, vários poemas com termos técnicos. Depois de um grande processo, estou inteira entre a escrita e a minha profissão.  Em mim, estas duas polaridades completam-se. Fizeram um acordo recente.

Durante a pandemia, em 2020, recebi o convite do Mhario Lincoln para ser colunista do Facetubes. Minha necessidade fisiológica de escrever foi saciada. Minha escrita tornou-se um compromisso delicioso. Ganhei leitores. Devido ao meu histórico, nunca esperei nada da escrita. De repente, estou aqui, como membro da APB.  Escrever é inerente ao desapego. Graças ao leitor, os nossos textos continuam. Cada qual, com a sua interpretação e percepção. Através deles, conheço-me como escritora. 

Fazer parte de uma Academia que disponibiliza os textos dos seus membros de forma gratuita e abundante é uma honra. Sinto que todos nós, membros da APB, nos ofertamos e contribuímos com a literatura brasileira, através da nossa habilidade. A APB é puro movimento.  Ela é ou está no presente. É um presente para mim.

Por fim, um presente do acaso ou da sincronicidade. Minha Cadeira na APB é 23! Segundo fiquei sabendo, a escolha do número chegou por pura coincidência. Assim, 23 é a data do meu aniversário. Por isso, número que tenho afinidade. 

Somente agradeço! Aos céus que nos protege e à terra que nos acolhe.

A APB por fazer parte.

Ao querido presidente Mhario Lincoln que sempre valorizou o que escrevo e me indicou à APB. Ele é incansável. Sua criatividade expande-se para além dos textos dele. Movimenta a APB, o Facetubes, a Radio Web MLB, VídeoTV do Facetubes. Veículos que geram oportunidades crescentes para todos os membros (e não membros) da Academia Poética Brasileira.

Agradecimento a Luiza Cantanhede, seccional do Maranhão, que neste ato, me recebe na APB.

Grata a Luiza Castanhede por me receber na APB. Poeta maranhense que, assim como eu, escreve textos a partir das trilhas que percorre e das águas pelas quais trafega e se banha. Escreve com o corpo. Nos textos dela existem emoções e histórias vindas do tijolo de barro, de emoções do sol a pino sobre quem não tem outra opção, da origem que lavra a terra com vontade de plantio e colheita. É autora de textos que me tocam muito. Com admiração!

À minha mãe e ao meu pai (in memoriam).

À meu filho Ian que admiro e que me inspira a ser sempre melhor e mais.

Obrigada.

 

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