Domingo, 05 de Julho de 2026 17:55
(xx) xxxxx-xxxx
Brasil Colunistas

Da cidade de Curitiba (PR), Joema Carvalho escreve: "O tempo d’água".

Autorizada a publicação pela autora.

01/02/2022 17h05 Atualizada há 4 anos atrás
Por: Mhario Lincoln Fonte: Joema Carvalho
Joema Carvalho
Joema Carvalho

*Joema Carvalho

Ontem teve tempestade. Todos os dias, chuva forte, com vento. Alguns locais granizo. Muitos raios. Fiquei na minha janela vendo as brincadeiras de Iansã.

É necessária a tempestade.  O sol amanheceu com um brilho diferente. Eu mais leve. Ontem estava envolvida em sombra.  Esfumaçada.  As águas tempestivas limparam o que precisava. Hoje flui no novo.

Continua após a publicidade

Em alguns locais foi preciso o efeito Tonga.  O mundo inteiro sentiu. Em breve, vem mais tremores.

As peles ouriçadas do medo respondem de imediato ao movimento da terra.

O tsunami é água misturada com fogo e ar. Um monstro sem terra.

Equilíbrio?

Um cisco nos olhos para ver se enxerga.

Tem muito gigante vivo na Terra. Dormem por algum tempo.

Continua após a publicidade

Uma beleza extraordinária que ofusca o sol. Disputa a sua realeza.

O seu poder de construção e destruição, dita quando chega o fim.

Se tiver que seguir através das suas lavas, rumo ao infinito, ouviria Claire de Lune. Iria queimando aos poucos?

O rio de lavas laranja, às vezes, azuis ou verdes, vermelhas e amarelas, de calor extremo, expressa o disco das cores em ondas que se conectam com as da existência. 

Os gigantes ditam as regras. Eles já entraram em movimento muitas vezes. Expressam a sua reação em cadeia.

Somos nada, no sentido de insignificantes. O nada as vezes pode ser tudo. Não neste caso. O gigante nos ensina que ele é o abstrato do nada. A potência extrema que faz tudo iniciar de novo. 

Continua após a publicidade

Precisamos disto.

Sucessão inicial a partir de um campo estéreo. Fungos, esfagnos, bactérias, enfim, depois de muito tempo, as plantas iniciam a dança da produção de matéria orgânica e da produção de oxigênio.

Gotas de chuvas mais brandas começam a marcar um novo tempo. Sem ponteiros: O tempo d’água.

Tempo que flui depois da tempestade, depois dos abalos sísmicos.  Tempo da água lenta de nascente que veio de baixo, de perto das lavas. Elas ficaram calmas e vão permanecer. Agora, de superiores só tem plantas. A linguagem é clara e direta, sem ruídos.

-------------------------------

Contato: *Joema Carvalho

https://www.instagram.com/joemacarvalho/

https://web.facebook.com/luasehormonios

[email protected]

Livro da autora

https://www.amazon.com.br/Luas-Horm%C3%B4nios-Joema-Carvalho-ebook/dp/B08P1Z987P

 

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Joema Carvalho Há 4 anos atrásCuritiba Olá Tamara e Tise Muito feliz ter vocês por aqui. Obrigada minhas amigas Beijo carinhoso
EleniseHá 4 anos atrásPiraquaraOi Jô! Adoro seus textos, são fortes, sinceros e com muita paixão...pela mãe terra, por nós, pela natureza e sua complexidade! Beijos da sua amiga Tise.
Tamara van KaickHá 4 anos atrásCuritiba Paraná Parabéns Joema pelo lindo texto! Tempo da água...muito revelador!! Um grande abraço para esta mulher, filha, mãe, engenheira Floresta, escritora e poeta maravilhosa!!
Joema CarvalhoHá 4 anos atrásCuritibaQue ótimo o que o texto gerou está leveza d´água em vocês! Fluam sempre!! Abraços Sandrinha e Maura!
Sandrinha BoiatáHá 4 anos atrásSalvador Bahia Joelma. Senti-me completamente envolvida com suas palavras. Axé.
Mostrar mais comentários
Mostrar mais comentários
Curitiba, PR
Atualizado às 14h01
17°
Tempo nublado

Mín. 10° Máx. 22°

17° Sensação
1.79 km/h Vento
83% Umidade do ar
0% (0mm) Chance de chuva
Amanhã (06/07)

Mín. 11° Máx. 24°

Chuva
Terça (07/07)

Mín. Máx. 17°

Chuvas esparsas
Ele1 - Criar site de notícias