O Coletivo Marianas lançou em junho/2020, durante a Semana do Meio Ambiente da Universidade Tecnológica do Paraná - UTFPR, o ebook Tuíra, disponível na Amazon. Poemas e prosas escritos por mulheres, com a temática Meio Ambiente. A UFTPR e a Rede Sustenta Paraná apoiaram o projeto e consideraram a proposta dentro dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável - ODS, devido ao protagonismo feminino e a temática sobre meio ambiente. Agora, em 2022, o Tuíra está com versão impressa, disponível na UICLAP.
Coordenação: Coletivo Marianas. Organização: Joema Carvalho. Revisão: Rosana Piccolo e Aglaé Gil. Ilustração: Laura Monte Serrat. Digitalização de ilustrações: Dani Durães. Diagramação: Andréia Carvalho Gavita. Editora: Donizela.
Autoras: Aglaé Gil, Andréia Carvalho Gavita, Araci Maria Labiak, Beth Fernandes, Carla Anéte Berwig, Carla Ramos, Carolina Damrat, Deisi Jaguatirica, Elciana Goedert, Francielle Costacurta, Francine Cruz, Ieda Vidal, Izabella Zanchi, Joema Carvalho, Laura Monte Serrat, Luciana do Rocio Mallon, Maria Lorenci, Mariana Marino, Marli Voigt, Nanci Beatriz de Lara Reis, Neysi Oliveira, Priscila Prado, Rita Delamari, Rosa Leme, Rosana Piccolo, Shirley Pinheiro, Siomara Reis Teixeira e Susan Blum.
Trecho do texto da organizadora do Tuíra, Joema Carvalho, Membro da Academia Poética Brasileira, colunista do facetubes.
“A música da floresta é como um sussurro manso tocando todos os nossos neurônios, como a música leve de Claude Debussy ou de André Jereissati na imensidão do espaço. A Claridade da Lua tocando as Três Marias em um ritmo quieto. Os sons compostos pelas estrelas revelam a arte íntegra, sem compromissos, formando carrosséis com o Cruzeiro do Sul e as outras constelações no Trópico de Capricórnio e em todo o Universo. Da mesma forma como toda coisa inútil, a arte oriental do arqueiro zen ou os contos e o canto do rouxinol não cansam, existem por si só, não têm necessidade de serem explicados, cultuam as formas e o prazer. A leveza de simplesmente existir é suficiente. Talvez esse motivo seja realmente diferente”....
“Com a estagnação que perdura, do neandertal ao admirável mundo atual, observa-se apenas um novo design sem textura, opaco, refletindo a evolução humana e a nossa vã inconsciência. Um cenário regido pela dinâmica dos extremos, que nos tira a responsabilidade e a consciência de nossos atos. Novamente, não nos excluímos. Da produção de energia e equilíbrio, passamos ao seu controle em forma de castas sociais e desequilíbrio”.
“Mas não está tão ruim... Seguimos a filosofia Zen: o aqui e o agora... e nossos filhos que se explodam com o planeta, nada além de mais uma extinção em massa, ao longo dos 4,7 bilhões de anos planetários”.
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“Como tudo é adaptável, nunca é tarde demais para quem está a fim. O que é inútil pode ainda ser recomposto ou recriado. Flui como uma poesia na lira de uma harpa, tocada pelos seres que protegem o que é puro e quem está a fim de mudar. Feito o ar, que, de maneira doce e leve, sempre se oferece aos nossos fracos sentidos. Ou um banho de floresta, que estabelece nossa verdade e estoque de vitamina vital, polinizando nossa essência como uma benção sagrada que nos gerou em diversidade, assim como os elementos orgânicos e inorgânicos e os ciclos de íons e fluídos”.
“Moléculas de oxigênio, carbono e nitrogênio são eternas. Tudo isto gera o todo. Tudo é decomposto e reagregado pelas plantas, e, da decomposição da matéria, retornamos para principiar mais um ciclo. Assim se reinventa a beleza, a eterna senhora e deusa de nossa existência. Que se perpetua buscando seus princípios em meio à criatividade de sua mutação. Sem controle ou fórmula, indo além de uma curva sigmoidal, transferida para todos os seres e ações, de onde não estamos excluídos”.
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E-BOOK - (https://www.amazon.com.br/Tu%C3%ADra-Coletivo-Marianas-ebook/dp/B088SZ9BSQ )
Para adquirir o livro impresso: (https://loja.uiclap.com/titulo/ua15432/)
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