Quinta, 19 de Maio de 2022

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Brasil Geraldo Magela (III)

Fundação Cultural lamenta morte de Geraldo Magela, coordenador da Feira do Poeta

Geraldo Magela era membro da Academia Poética Brasileira.

08/04/2022 às 12h35 Atualizada em 08/04/2022 às 15h11
Por: Mhario Lincoln Fonte: Geraldo Magela
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Geraldo Magela. Foto: Décio romano
Geraldo Magela. Foto: Décio romano

Um símbolo da poesia

Textos escolhidos: original do site da PREFEITURA MUNICIPAL DE CURITIBA.

Para a presidente da Fundação Cultural de Curitiba, Ana Cristina de Castro, a poesia curitibana perde um de seus maiores símbolos.  

“Geraldo Magela era um guerreiro incansável, profissional dedicado e acima de tudo um artista talentoso que fará imensa falta. Sua agitação cultural deixa um legado inestimável para a cidade e para comunidade artística. Aos familiares e amigos, nosso mais profundo pesar”, destaca Ana Cristina.

Figura respeitada por artistas, referência na área da poesia, Magela ingressou no quadro da Fundação Cultural de Curitiba em setembro de 1991, e nesses 30 anos foi mediador de leitura nas bibliotecas cidade, passou pelo Teatro Novelas Curitibanas e Teatro Universitário de Curitiba (TUC), onde foi idealizador do projeto CuTUCando a Inspiração. Por último, coordenava a Feira do Poeta, que estava em plena efervescência com o retorno presencial das atividades.

Membro da Academia Poética Brasileira, entre os livros publicados destacam-se Bendita Boca Maldita, poemas; Os Calombos dos Quilombos, poesía afro; Se Metamorfose, poemas concretos; Poesygynyka, poesia em rolo de papel higiênico; O Homem é Produto do e-mail, microcontos; e O Rebu do Urubu e Legado do Leão, infantil.

Em respeito à sua memória e aos colegas de trabalho, a Fundação Cultural de Curitiba informa que manterá a Feira do Poeta fechada nesta terça.

Para ler a íntegra clica a seguir ---> GERALDO MAGELA

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"Só a simplicidade faz um bom poeta".ML

JOEMAConheci Guaraciama, terra natal do Magela (foto da região). Foi a primeira cidade que fui dirigindo sozinha, em Minas, quando estive lá a trabalho. A orientação foi: vá até o povoamento em Juramento e vire a direta na primeira entrada, siga pela estrada de chão até Guaraciama. No trajeto, tive vontade de engolir a paisagem, caracterizada pela transição dos biomas Cerrado com Caatinga. O restaurante parecia de filme de “Far West”, parede suja, com aspecto de abandonado, típico daquele que alguém do Sul jamais entraria, um dos três restaurantes da cidade. Dentro, muito limpo, comida servida em abundância e com recepção de casa de mãe. Um único hotel, que fica em cima de um dos poucos mercados, onde nos hospedamos. Café da manhã com café fraco e muito doce. A dona do hotel perguntou o que que eu queria tomar, no lugar do café. Eu não consegui tomar aquele café, gosto de forte e sem açúcar. Ela se preocupou comigo, foi acolhedora. Isto não esquecemos. Cidade pequena, aproximadamente, 5.000 habitantes. O tempo passa diferente nesta cidade, apenas uma operadora com sinal, a minha não pegava, conectava-me com o mundo graças ao péssimo sinal da banda larga do hotel!!! Magela quis voltar para ser enterrado em Guaraciama. Por que deixar onde tem tudo para um lugar que tem o mínimo? O Magela era essência. Essência precisa de calor e acolhimento.

Estive com o Magela, no sábado, dia 26/03/2022, no aniversário da Nair Rodrigues, poeta curitibana. Interagi muito com ele, fez graça com meu filho, como sempre fazia com todos. Rimos muito, tiramos fotografia. Sou grata por ter me despedido dele em vida. Ele partiu sorrindo. Ele é a história da poesia paranaense. Quando acordou, no dia 29/03/2022, estava naquele lugar, que cada um conta do seu modo. Deixou um grande vazio neste plano. 

Joema Carvalho

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LEPREVOST: Que tristeza, perdemos o grande Magela. Pessoa das mais generosas e queridas. Estivemos juntos há poucos dias nos eventos de aniversário da Biblioteca Pública do Paraná. Depois da apresentação da Nena Inoue no teatro da BPP, Magela e eu descemos caminhando a Cândido Lopes até a Praça Osório batendo um papo bom demais. Jamais pensaria que estávamos nos despedindo. Sempre nos víamos na XV e ele brincava comigo abrindo aquele sorrisão. Muito triste com a sua partida. Lembrarei sempre de você, poeta, com muito carinho e admiração.   

Luiz Felipe Leprevost

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