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A Revista Poética Brasileira publica matéria do imortal APB Antonio Oliveira

"Atualmente, questiona-se a importância dos livros infanto/juvenis, alguns críticos e estudiosos interrogam-se: será se na era dos computadores, aparelhos celulares, inteligência artificial e outras mídias, o livro infanto-juvenil terá espaço?"

05/04/2024 às 09h34
Por: Mhario Lincoln Fonte: Antonio Guimarães de Oliveira
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Antonio Guimarães de Oliveira
Antonio Guimarães de Oliveira

INFANTO & JUVENIL

Antonio Guimarães de Oliveira, da Academia Poética Brasileira.

 

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"Em nosso país, com uma literatura que marcou e marca minha infância e de milhões de crianças e adolescentes: “Cazuza” (Viriato Corrêa)"

 

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No mundo atual, a visão que temos sobre a literatura infanto/juvenil, incluindo diversos seguimentos:  histórias, livros, revistas e poemas. Na semana internacional do livro infanto juvenil, uma homenagem ao maior escritor de livros desse gênero, o dinamarquês Hans Christian, escritor marcante para Humanidade, e admirado por crianças, jovens e adultos. Considero os livros infanto/juvenis marcantes, e recordo-me ainda criança, e adolescente, das leituras e narrativas (roda de conversa) diárias efetuada por Laura Guimarães (minha avó materna), com uma entonação perfeita, uma narrativa e dicção ideal. Conforme o livro, ela era sempre rodeada por ávidas crianças em busca de conhecimentos, ouviam sua “contação”, de suas próprias criações: “O Príncipe Pássaro”, “A Porca Ensapatada”, “O Homem que Virava Bicho”, “Agapito e Dom Sapo”, “Reino dos Milindros”, e outros. 


Na literatura universal, são marcantes os livros e fábulas infantos juvenis: “O Pequeno Príncipe” (Antoine de Saint-Exupéry), “O Gato de Botas” (Charles Perrault),  “Alice no País das Maravilhas”  (Lewis Carroll), Contos de Jacob Ludwig Carl Grimm (“A Bela Adormecida”, “A Branca de Neve”, “Chapeuzinho Vermelho”, “Cinderela”, “João e Maria”, “O Pequeno Polegar”, “Rapunzel”), “O Patinho Feio”, “A Gata Borralheira”, “Viagem ao Centro da Terra”, “As Aventuras de Pinóquio”, “As Mil e uma Noites” (“Simbá, o Marujo”, “Ali Babá e os Quarenta Ladrões”), Fábulas de Esopo (“A Cigarra e a Formiga”, “A Raposo e o Corvo”, “A Lebre e a Tartaruga”, “A Raposa e as Uvas”, “O Cão e a Sombra”, “A Rã e o Touro”, “O Burro Carregando Sal”, “O Cão e a Máscara”, “O Galo e a Pérola”, “O Corvo e o Jarro”, “O Leão e o Rato”, “A Galinha e os ovos de ouro”, “O Vento Norte e o Sol”, “O Lobo e o Cordeiro”, “O Pastor Mentiroso e o Lobo”, “O Urso e as Abelhas”, O Cavalo e o Burro”, “As Aves e o Morcego”),  e outros inúmeros clássicos.

Aqui ou acolá, nos deparamos ainda com geniais livros, como: a série de sete romances de fantasia escrita pela autora britânica J. K. Rowling (Harry Potter e a Pedra Filosofal, Harry Potter e a Câmara Secreta, Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban, Harry Potter e o Cálice de Fogo, Harry Potter e a Ordem da Fênix, Harry Potter e o Enigma do Príncipe, Harry Potter e as Relíquias da Morte, Harry Potter e a Criança Amaldiçoada). Ainda nos deparávamos com a maravilhosa série Senhor dos Anéis, de autoria de J. R. R. Tolkien (O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel, O Senhor dos Anéis: As Duas Torres, O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei). Temos ainda as maravilhas da Marvel (Homem de Ferro, Homem Aranha, Wolverine, Pantera Negra, Feiticeira Escarlate, Capitão América, Viúva Negra, Magneto, Thor, Doutor Octopus, Demolidor, Doutor Estranho, Capitão América, Gavião Arqueiro, Fantasma etc. As histórias de Wald Disney, que fizeram parte de minha infância e juventude, e que vale a pena listar:  Pato Donald, Zé Carioca, Tio Patinhas, Pateta, Os Irmãos Metralhas, Mickey, sempre foram marcantes. 


Em nosso país, com uma literatura que marcou e marca minha infância e de milhões de crianças e adolescentes: “Cazuza” (Viriato Corrêa), “O Picapau amarelo”, “Reinações de Narizinho”, “O saci”, “A chave do tamanho”, “Histórias de Tia Nastácia”, “Fábulas”, “Memórias da Emília”, “Caçadas de Pedrinho”, “Ideias de Jeca Tatu”, Urupês, Aventuras de Hans Staden, (Monteiro Lobato), “O Menino Maluquinho” (Ziraldo), “Pluft, o fantasminha”, “O cavalinho azul”, “A bruxinha que era boa” e outras peças, Avosidade: Relação jurídica entre avós e netos (Maria Clara Machado). 

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No meu estado, o Maranhão, com suas diversas literaturas, temos inúmeros escritores de livros infanto- juvenis,  citarei alguns deles,  e, conhecendo a maioria desses escritores e escritoras,  perdoe-me por eventuais falhas de nomes: Cléo Rolim (“Miguel na Terra das Cores”, “O Gato que Queria ser Sapo”), Lívia Abadia, Elizeu Arruda, Susana Pinheiro,  Raimunda Fortes, Walterline Maia, Erica Natacha, Neurivan Sousa, Sharlene Serra (Ouvindo com Vitória, Interagindo com Lucas, Aprendendo com Biel, Diário Mágico, Caminhando com Paulo, Olhando Com Ritinha), Wilson Marques (O tambor do Mestre Zizinho, Quem tem medo de Ana Jansen, Os dois irmãos e o Olu, A lenda do Rei Sebastião e o Touro Encantado, Menina Inhame, O jovem João do Vale), Francinete Braga, Marcia Montenegro, Surama Cristina Caldas, Aldenora Resende dos Santos Neta, Natinho Costa Fênix (“As Aventuras de Uma Gotinha D’água”, “O Gatinho Que Não Sabia Miar”), Anizia Maria Costa Nascimento (“A Bruxinha Lenlenzinha e as Cores”), Iramir Araújo (revistas, sendo uma adaptação de clássicos: “O Mulato”, “Úrsula” em quadrinhos, “Ajurujuba - A fundação da cidade de São Luís”, “Além das lendas”), Cordeiro Filho, “Cabral, Caju, Cabalau”, Erico de Oliveira Junqueira Ayres (In memoriam), Lourença Melo ("O vestido de Rosas" e "Cambacica um passarinho confiado", "O saci da perna metálica", "A flor do meu pequeno jardim: ternas lembranças", "O Quatipuru Bulicoso"), Antônio Melo  (“A Face Inspiradora da Poesia”, “Nem Crise Nem Gripe”, “Contos e Histórias de Melo II”, “O Bicho do Zoolhão”, “As Proezas do Filho do Pescador”, “Felipe Pai D´égua”, “Cozinhando Osso”, “Robô Tote: Sucata de Aço”, "O lobo-guara e o quatipuru"), Amanda Belo, Linda Barros, Beto Nicácio, Marcos Caldas, Rom Freire, Ronilson Freire, Wescley Brito, Raimunda Frazão, Goreth Pereira, e outros. 


Atualmente, questiona-se a importância dos livros infanto/juvenis, alguns críticos e estudiosos interrogam-se: será se na era dos computadores, aparelhos celulares, inteligência artificial e outras mídias, o livro infanto-juvenil terá espaço? Ora, respondo: claro e evidente, que sim, pois quem irá produzir o conhecimento, necessário para esse seguimento de leitores? O mundo atual vive uma transformação (uma realidade), onde profissões, ofícios e materiais, acabaram ou estão próximos disso. Isso me torna inquieto ao ponto de eu perguntar: será se ocorrerá o mesmo com o livro? Acredito que não. Pois ainda hoje, em sala de aula, alunos ficam abismados - curiosos, quando falo que escrevo livros. O livro sempre será a maior fonte de conhecimento, daí a admiração deles...

Eu, por minha vez, fico pasmado quando ouço de um ou de outro, que nunca olharam ou leram um livro infanto-juvenil.  O que vejo, nesse momento, são leitores sem norte, pois não mostramos o caminho, não lhes garantindo o conhecimento, pelo contrário, dificulta. Que nossos passos ou pegadas, no planeta Terra, deixem livros, pois são expressões da verdade e contradições. Trata-se da nossa dignidade enquanto seres humanos - estáveis ou instáveis, vitoriosos ou derrotados. Acredito, porém, que o bem sempre vence, pois, a força da vida está com os que nunca desistem de tentar. Na semana do livro infanto-juvenil, saúdo os pequenos leitores, escritores, contadores de histórias.

 

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(ANTONIO GUIMARÃES DE OLIVEIRA. DATA: 02.04.2024. SÃO LUÍS/MA).

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(A) MARCO NEVES (De Lisboa/Portugal)
Sobre o blog/coluna
Marco Neves nasceu em Peniche e vive em Lisboa. Tem sete ofícios, todos virados para as línguas: tradutor, revisor, professor, leitor, conversador e autor. Não são sete? Falta este: é também pai, com o ofício de contar histórias. É professor na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e diretor do escritório de Lisboa da Eurologos. Escreve regularmente no blogue Certas Palavras. Já publicou os livros Doze Segredos da Língua Portuguesa, A Incrível História Secreta da Língua Portuguesa e o romance A Baleia que Engoliu Um Espanhol. Publicou também um ensaio literário, José Cardoso Pires e o Leitor Desassossegado. Regressa às dúvidas e subtilezas da nossa língua com a Gramática para Todos: O Português na Ponta da Língua.
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