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A Sala João Cabral de Melo Neto, da Academia Poética Brasileira, contempla 6 grandes membros da Entidade.

Augusto Pellegrini (MA), Augusto César Maia (RIO), Maria José da Silva (RIO), José Ribamar Cordeiro Filho (MA), José Raimundo Rodrigues (MA) e Daniel Maurício (PR).

19/04/2024 às 12h09 Atualizada em 19/04/2024 às 16h08
Por: Mhario Lincoln Fonte: Redação do Facetubes
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Membros-Imortais APB
Membros-Imortais APB

Editoria do Facetubes

João Cabral de Melo Neto, nascido em Recife em 6 de janeiro de 1920, foi um poeta, escritor e diplomata brasileiro. Conhecido como “poeta engenheiro”, ele fez parte da terceira geração modernista no Brasil, conhecida como Geração de 45. Seu rigor estético e a preocupação com a palavra e a forma, sem deixar de lado a sensibilidade poética, o destacaram entre seus contemporâneos. Sua obra mais consagrada é “Morte e Vida Severina”, que foi traduzida para diversas línguas e é conhecida em diversos países.
Seus poemas são marcados por uma precisão quase cirúrgica, como se pode ver em “Tecendo a Manhã”:


Um galo sozinho não tece uma manhã:
ele precisará sempre de outros galos.
De um que apanhe esse grito que ele
e o lance a outro; de um outro galo
que apanhe o grito de um galo antes
e o lance a outro; e de outros galos
que com muitos outros galos se cruzem
os fios de sol de seus gritos de galo,
para que a manhã, desde uma teia tênue,
se vá tecendo, entre todos os galos

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A crítica literária tem reconhecido a singularidade da voz poética de Cabral. Sua obra é caracterizada pelo equilíbrio composicional da forma e foi amplamente discutida ao longo do século XX, principalmente pelo debate sobre a dimensão antilírica de suas composições. A produção de uma poesia racional e assertiva é uma das vertentes do projeto estético do poeta.


Rodolfo Rossi, em sua dissertação de mestrado, destaca a presença da subjetividade e a influência da transitividade discursiva na obra de Cabral. Segundo Rossi, esses elementos integram a dinâmica investigativa do construtivismo cabralino com o intuito de desdobrar a percepção do sujeito lírico sobre os objetos poeticamente figurados nas composições. Essa análise reforça a complexidade e a riqueza da obra de Cabral, que continua a ser objeto de estudo e admiração no campo da literatura brasileira.


Desta forma, a Academia Poética Brasileira, em decisão unânime da Executiva Nacional, apõe o nome de João Cabral de Melo Neto a esta Sala, com 6 grandes representantes da poesia nacional, imortais APB:

 

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JaimeHá 2 anos Brasília/DFAPLAUSOS A TODOS OS HOMENAGIADOS, FICO FELIZ EM VER CORDEIRO FILHO NESSA SALA. COMO OS OUTROS, É BASTANTE MERECEDOR.
Keila Marta Há 2 anos São LuísParabéns! João Cabral patrono bem brasileiríssimo, de versos escritos numa época de grande rigor poético quanto a métrica das rimas, e marcado além de outras tantas obras pela inesquecível Morte e Vida Severina. Parabéns nobres poetas!
Maria de Fátima RodriguesHá 2 anos Pinheiro MAParabéns a APB por reconhecer o valor de José Raimundo Rodrigues outorgando-lhe uma Comenda Nacional. Ele é de nossa terra.
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