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Primeiro Kennedy morreu em S.Luís. Especula-se que era parente da família americana de políticos

Coluna Mulher Babaçu de 06.10.2020.

04/10/2020 13h51 Atualizada há 2 semanas
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Por: Mhario Lincoln Fonte: Uimar Jr.
Mulher Babaçu
Mulher Babaçu

COLUNA DA MULHER BABAÇU

 

Pedestal abandonado
Piloto homenageado.

DE OLHO: CADÊ A ÁGUIA QUE POUSA?

É triste ver os monumentos e esculturas se evaporando e ninguém dizer nada. Cadê a "Águia que Pousa"? Esse monumento foi inaugurado na gestão do prefeito Jaime Tavares e a obra é de autoria de Newton de Sá. Simplesmente desapareceu do pedestal onde se encontrava, perto da Capitania dos Portos do Maranhão, na Praça D. Pedro II, em frente ao Palácio do Governo. (E ninguém viu???). Comemora a passagem do aviador Pinto Martins. Um detalhe que poucas pessoas sabem é que o avião que amerissou no hidroporto da Beira-Mar, naquela época, tinha o nome de Sampaio Correa. Daí, o nome do clube de futebol da cidade de São Luís. A história é a seguinte: o nome Sampaio Corrêa surge em homenagem ao hidroavião Sampaio Corrêa II, que aportou em São Luís no dia 12 de dezembro de 1922, sob o comando do piloto cearense Pinto Martins e do americano Walter Hinton. O avião tinha sido doado pelo senador carioca José Mattoso de Sampaio Corrêa, presidente do Aeroclube Brasileiro, por isso levava seu nome. Aliás, foram dois os aviões doados pelo senador: Sampaio Corrêa I e Sampaio Corrêa II, sendo que o primeiro pegou fogo, antes do segundo ser doado. Os dois pilotos tentavam realizar a primeira ligação aérea entre as Américas, levantando voo dos Estados Unidos para o Brasil. A vestimenta dos pilotos também deu origem ao primeiro uniforme do clube, pois o brasileiro usava camisa verde e amarela, em linhas verticais e o americano nas cores verde e branca. Ambos vestiam calça caqui. Estas cores foram utilizadas durante muito tempo no uniforme do clube. (Esta matéria com os dados históricos do aviador, foram redigidos com base na https://enciclopedia-do-futebol.fandom.com/).

Euclides Pinto Martins nasceu em Camocim (CE) no dia 15 de Abril de 1892 e faleceu no Rio de Janeiro, em 12 de Abril de 1924. O trajeto percorrido por Pinto Martins na viagem ao Brasil compreendeu o seguinte roteiro: Nova York – Charleston – Nassau – Porto Rico – Martinica – Port-of-Spain – Georgetown – Paramaribo – Caiena – Belém (PA) - Bragança (PA) – São Luís(MA) – Camocim (CE) – Aracati (CE) – Natal (RN) – Cabedelo (PB) – Recife (PE) – Maceió (AL)– Salvador (BA) – Porto Seguro (BA) – Vitória (ES) – Cabo Frio (RJ) e Rio de Janeiro. Após alcançar 6.143 milhas, em 175 dias e 100 horas de vôo, Pinto Martins desembarca na cidade do Rio de Janeiro, no dia 8 de fevereiro de 1923. Na chegada com o "Sampaio Corrêa II", o cearense foi aclamado como herói nacional e teve calorosa recepção comandada pelo presidente da República, Artur Bernardes. Jornais da época relataram que naquele dia, toda a cidade do Rio de Janeiro parou para homenagear o feito do aviador cearense.

Mas, onde está a "Águia que Pousa"? Acho melhor que os responsáveis respondam com urgência. (E-mail de contato: (ui[email protected]).

 

TU FALAS PORTUGUÊS?     

O Ludovicense (quem nasce em São Luís) tem orgulho de conjugar na forma padrão para a segunda pessoa e utilizar vocabulário e expressões peculiares, entre as quais se destacam "hen-hen" e "piqueno". Até mesmo o cabloco do interior conjuga o verbo correto. As maiores influências para a formação do vocabulário ludovicense são portuguesas, africanas e indígenas. Marcante é o uso do pronome "tu". Em outras cidades brasileiras as pessoas utilizam o "você". Eu digo que nós, ludovicenses, ainda falamos o melhor português. Lógico que tem gente que vai discordar. Outros brasileiros dizem que nós falamos cantando. Isso posso até concordar. O ritmo, segundo algumas hipóteses, teria sido influência dos indígenas. Cantando ou não, vamos aprender um pouco das palavras e expressões que compõem a diversidade do falar ludovicense:             

A FULOTE - Abundância, de grande quantidade.            

AO PEGADO - Ao lado, colado, próximo, vizinho.          

ARRANJAR CASCARIA - Comprar uma briga.                

ARRELIADO - Sinônimo de irritado. Também cheio de tarefas a cumprir.       

ASSISTIR DE CAMAROTE - Quer dizer, não tomar partido em alguma situação. Observar os fatos sem se intrometer.       

BALADEIRA - Rede de dormir, estilingue.

CABULOSO - Algo ou alguém estranho, diferente, exótico.

CAGUÊTA - Diz-se da pessoa delatora, que denuncia, o famoso dedo duro.                                          

CANCÃO - Jogo de amarelinha .                                

CANHENGA - Refere-se a uma pessoa mesquinha, mão de vaca.                             

CHUCHO - Pedaço de metal pontiagudo utilizado em brincadeira de crianças, na qual se arremessa esse instrumento geralmente na areia, acertando determinado alvo.                                           

CONSERTAR O PEIXE - Limpar o peixe. Retirar espinhas, escamar, tirar as tripas do peixe, antes do preparo.                   

DO TEMPO DO RONCA - Algo muito  antigo, velho, fora de moda.                           

ÉGUAS/ÉGUA, DOIDO - Quando causa surpresa, espanto. 

ENCABULADO - Diz-se da pessoa que está envergonhada.

ESCANGALHADO - Refere-se a algo quebrado, danificado ou sem funcionamento.

FALAR MAIS DO QUE A NEGA DO LEITE - Falar em demasia, tagarelar. A expressão remete às negras escravas que serviam de ama de leite e tinham como função contar histórias para as crianças.                 

FALAR PELOS COTOVELOS - Pessoas que falam muito.         

FICAR COM CARA DE NHÔ ZÉ - Não entender o que as pessoas falam, desentendido, tolo.                  

FULÊRO - Algo ou alguém vagabundo, sem valor, que não presta.          

HEN-HEN - É uma das mais populares expressões do linguajar maranhense. Tem o sentido de afirmar algo ou ainda a conotação de descrédito a respeito de algum fato narrado.

INHACA - Mau cheiro exalado principalmente pelas axilas. Odor desagradável. Catinga.             

JAPONESA - Chinelo de dedo.                                           

MACAQUINHO - Libélula.           

MANGAR - Zombar de alguém, fazer piada com alguém.                                   

MORREU FOFÃO - Sinônimo de "Maria Preá", expressão equivalente a missão cumprida, trabalho concluido, finalizado.                                   

"NA CALHA" - Expressão usada geralmente para indicar que uma pessoa está vestida sem a peça íntima: cueca ou calcinha.                                 

OSGA - Lagartixa.                      

PÃO MASSA FINA - Nome dado ao pãozinho que leva açucar, leite e pouco sal no preparo. Chamado pãozinho de leite em outros locais.                                         

PÃO MASSA GROSSA - Nome utilizado para se fazer referência ao pão-francês.                                     

PARECEIRO - Amante, caso, pessoa de grande intimidade com a outra.         

PAU DE VIRAR TRIPA - Expressão que indica uma pessoa bem magra, magricela.                                  

PEDRA - Música do gênero 'Reggae'.                           

PEGADO - Arroz pegado: arroz levemente queimado, unido e grudado no fundo da panela, após o preparo.            

PEQUENO - Também está entre as expressões mais faladas na região. É um vocativo usado para qualquer pessoa, substituindo, por exemplo, menina, mulher, homem, garoto. A pronúncia é "piqueno".          

QUALHIRA - Homem homossexual, gay, homem afeminado.                  

RENDENGUE- Parte do corpo humano, compreendida entre a cintura e as virilhas.                 

SABRECADO - Algo que queimou, tostou e não terá mais serventia.               

TE DÔ-LHE UM BOGUE - Expressão bastante utilizada em São Luís para dizer que alguém quer bater em alguém por qualquer razão.                                           

ZILADO - Rápido. Ex: Ele saiu daqui zilado.

Pronto, agora que tu já sabes 'piqueno', o linguajar do ludovicense, não esqueça de trazer o glossário, quando vier a São Luís para tu não ficar com cara de 'nhô zé'.

 

 

Performance de Uimar Jr.

Lenda da Manguda.     

No final do século XIX, um fantasma assombrava a região onde fica a Praça Gonçalves Dias, no Centro de São Luís. Os que afirmaram já ter visto a assombração, contam que ela era muito branca e possuía uma estranha luz no lugar onde seria a cabeça. Mas você sabe o porquê da invenção dessa lenda? Em São Luís, tinha um porto no Jenipapeiro, um dos mais distantes, e por isso ele era muito utilizado por comerciantes para contrabando. Para a mercadoria chegar até a Praia Grande e passar pelas ruas do centro, os contrabandistas fofocavam que a Manguda ia passar. Então, todos corriam para casa e se trancavam. Por causa disso, os defraudadores se fantasiavam de fantasma com lençóis. Na verdade, para não pagarem impostos e para ninguém ver as mercadorias passarem. A partir daí, surgiu a lenda da Manguda, na qual seu objetivo era espantar os curiosos. A farsa foi descoberta depois, mas a lenda continuou circulando. Uma história dentro de uma estoria? Eu queria era saber quem era esse artista plástico que inventou essa Manguda na época. Eu fiz a minha (performance, veja a foto), baseado em informações.

 

Depois de várias cobranças: 

Placa de bronze.

DE OLHO: CADÊ A PLACA DE BRONZE DO BENEDITO LEITE?

Foi roubada em 2017 e ao mesmo tempo recuperada, mas nunca voltava para o lugar. Muitos perguntavam onde estava. Com uns fuxicos e protestos fez chamar atenção do Superintendente do IPHAN, Sr. Mauricio Itapary, que decidiu procurá-la. Graças a Deus, encontrou e avisou que já estava em mãos de restauradores. Solicitou ao governo do estado para entregar ao IPHAN e o prefeito autorizou o IMPUR a proceder com as orientações técnicas para a restauração da placa. Estamos torcendo que volte neste 04 de outubro, aniversário do Benedito Leite.

 

Sem água.
Tudo acaba rápido em SLZ.

SÃO LUÍS QUE TE QUERO VERDE

A propósito, estive no parque Rangedor há alguns dias e fiquei triste com a situação. As mudas que foram plantadas ao longo da pista de caminhada estão morrendo por falta de água. Conversei com pessoas que trabalham lá e todas disseram que há meses o caminhão pipa não aparece para aguar as plantas. Também os bebedouros estavam sem água. Por favor, será que estão esperando chegar o tempo de chuva? O poder público inaugura com festas e depois larga à sorte da comunidade. Que coisa! Isso deixa a gente muito triste. Logo, o mato vai tomar conta de novo...

 

 

Outeiro da Cruz.

SOCORRO. #ABRACEOOUTEIRODACRUZ#   

O Monumento do Outeiro da Cruz (localizado no local homônimo), tem grande importância para a história do Maranhão e como a Mulher Babaçu tem denunciado, está em completo abandono. A foto mostra a forma como esse monumento está sendo tratado pelo poder público, que tem o dever de preservar a história. “A gente estuda a história do  Maranhão e também a história dos monumentos. E aquele é um monumento importante, secular, de 1901. Vimos o estado que está, sendo destruído. Isso chama a atenção para a urgência da reforma. São Luís é muito rica de monumentos seculares, e eles servem para guardar uma memória, para eternizar um  acontecimento, uma passagem da história digna de ser lembrada, mas infelizmente têm alguns que o poder público não está cuidando”, lamenta Uimar Jr, sempre preocupado com as coisas do Maranhão.

Batalha

No dia 21 de novembro, fez 378 anos que ali, no Outeiro da Cruz, se deu uma batalha entre portugueses e holandeses. Entre 1641 a 1644 os portugueses estavam sob o domínio dos holandeses. E foi em 1642 que se deu a primeira batalha e a primeira vitória dos lusitanos, que iria culminar, depois de duas outras batalhas, na expulsão dos holandeses, em 1644.

 

 

Assassinatos nem sempre penalizados, que marcaram a história de São Luís:

CRIME DA ULEN.

A história é contada pelo cineasta Murilo Santos, no documento O CRIME DA ULEN. Em 30 de setembro de 1933, o bilheteiro da estação de bondes José de Ribamar Mendonça teria executado a tiros o contador da Ulen Management Company, empresa norte-americana responsável por manter os serviços de transporte por tração animal, fornecimento de água, recolhimento de esgoto e iluminação Pública. O contador, John Harold Kennedy, era conhecido pelo comportamento petulante e grosseiro. Responsável pelos casos de contratação e demissão da empresa, tratava os funcionários de modo arrogante. Nem mesmo os empregados que estavam na empresa desde o inicio, como era o caso de José de Ribamar Mendonça, escapavam dos maus tratamentos. Nascido em Cajapió, na baixada maranhense, José de Ribamar Mendonça tinha hábitos simples. Era um bom funcionário, e, naquela época, aqueles que completavam 10 anos de exercício em uma empresa ganhavam estabilidade. Prestes a atingir esse marco, decidiu se casar e formar família. No entanto, antes de completar o prazo, foi demitido. Em busca de justiça, o ex-bilheteiro procurou o contador para uma conversa na empresa, a fim de desfazer a demissão. Ficou na sala de espera, impassível. Não sendo atendido como deveria, sacou um revólver marca OV, niquelado, cano longo, calibre 32, e disparou a arma quatro vezes na direção de John Harold Kennedy. Dois tiros acertaram o norte-americano, que morreu em seguida. O assassinato teve grande repercussão. Especula-se que a vítima seria tio do presidente dos Estados Unidos, John Kennedy, morto em 22 de setembro de 1963. O julgamento levantou a questão da exploração de trabalhadores do país por grandes empresas internacionais. Por influência popular, o assassino foi absolvido, apesar da pressão norte-americana sobre o Itamaraty.

OBS: Não se provou a relação de parentesco entre o Kennedy assassinado em São Luís e a família do ex-presidente amaricano. Mas há grandes especulações sobre.

 

Em tempo: Próximo domingo, a Mulher Babaçu vai contar alguns mistérios sobre a Baronesa de Grajaú.

 

 

Projeto de restauro do prédio da antiga REFFSA.

ATÉ QUE ENFIM PRÉDIO DA REFFSA GANHOU NOVA VIDA

O projeto de revitalização da antiga sede da Rede Ferroviária Federal S/A (RFFSA), na Avenida Beira-Mar, está na fase final e prestes a ser entregue à população. O prédio abrigará o mais novo espaço de cultura, arte, entretenimento e vivência de São Luís. Cotado como um dos mais novos cartões-postais da cidade, o Complexo Cultural e Artístico da RFFSA contará com museu ferroviário, exposição de quadros, pintura, arte contemporânea, artesanato, restaurante, cafeteria, sorveteria, além de um polo tecnológico. De acordo com a Secretaria de Estado da Cultura (Secma), foi feita toda a restauração do prédio, obedecendo as características originais da edificação. Atualmente, a obra está na fase de acabamento, com serviços de pintura e instalação de forros, divisórias, vitrais e ladrihos restaurados.

 

A artista Goreth Pereira.

MULHER BABAÇU VIROU BONECA

Pelas mãos da amiga Goreth Pereira, exímia artesã maranhense, a Mulher Babaçu virou uma linda boneca. Recebo essa homenagem da imortal da Academia Poética Brasileira com muita felicidade. Só tenho a agradecer mais essa demonstração de carinho com a MB por essa maneira de sempre brigar pela melhoria de São Luis e do Maranhão como um todo. Estaremos sempre de olho. E esta coluna também está aberta para que vocês possam enviar denúncias, fotos e outras coisas que estejam abandonadas ou careçam de maior atenção. Meu e-mail é ([email protected])

Beijos em todos. E comentem. A coluna foi feita foi para receber comentários de vocês. Por favor, né?

 

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