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Josué Montello mais um vez imortalizado: agora, pelas mãos de Saulo Fernandes

A obra foi a grande vencedora do 19º Prêmio FAPEMA na categoria Dissertação, na área de Linguística, Letras e Artes.

21/03/2026 às 12h09 Atualizada em 21/03/2026 às 12h24
Por: Mhario Lincoln Fonte: Editoria de Cultura do Facetubes
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Josué Montello
Josué Montello

Editoria de Cultura do Facetubes/supervisão Mhario LIncoln(*)

Há 1 ano. Matérias recuperadas do Centro de Dados da Plataforma Nacional do Facetubes.

Em uma conquista marcante para a pesquisa acadêmica e a literatura maranhense, a dissertação muito aguardada e agora adaptada em livro com o título “Diários de Josué Montello: as urdiduras da criação romanesca e a busca da fluidez do eterno inacabado”, elaborada pelo pesquisador e Mestre em Teoria Literária Saulo Barreto Lima Fernandes, foi anunciada como a grande vencedora do 19º Prêmio FAPEMA na categoria Dissertação, na área de Linguística, Letras e Artes.

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Capa original.

A obra, que foi orientada pelo pós-doutor em Literatura, Douglas Rodrigues de Sousa (UEMA), acaba de ser publicada em formato de livro pela editora paulista UICLAP, elevando ainda mais o seu significado.

O prêmio, considerado o “Oscar” da ciência no estado do Maranhão, ressalta a excelência da pesquisa e o compromisso com a valorização da cultura local. A dissertação de Saulo Barreto examina de forma profunda e crítica os diários do romancista maranhense Josué Montello, um dos principais nomes da literatura brasileira do século XX. 

A obra “Diários de Josué Montello: as urdiduras da criação romanesca e a busca da fluidez do eterno inacabado” vai emocionar muitos leitores. Vai provocar reflexões sobre a rica obra literária maranhense, sob a luz do talento inigualável de Josué Montello. 

Para resumir o trabalho “Diários de Josué Montello: as urdiduras da criação romanesca e a busca da fluidez do eterno inacabado”, vale destacar, especialmente, os aspectos centrais do texto, em linguagem crítica e humanista, mantendo uma análise clássica e refinada.

O autor, Saulo Barreto Lima Fernandes, explora a relevância dos diários de Josué Montello como expressões literárias singulares, onde o diário emerge como uma manifestação íntima e confessional, transcendente ao simples registro cotidiano. 

Este gênero literário (diário), muitas vezes subestimado, ganha em Montello uma complexidade artística que vai além da introspecção pessoal para alcançar a reflexão criativa e histórica. (Alguns impolutos preferem "Cartas Íntimas e/ou Pessoais", à "Diários".

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Montello, um mestre do romance brasileiro, é reconhecido por sua meticulosa disciplina literária e erudição clássica. Seus diários – como "Diário da Manhã" e "Diário do Entardecer" – representam um esforço contínuo de mais de quatro décadas. Nessas obras, o autor não apenas narra sua trajetória como romancista, mas também reflete sobre o processo criativo, unindo a fluidez temporal ao rigor da escrita. Seus registros, ao invés de serem meras confissões, tornam-se verdadeiros espelhos de uma época e testemunhos de um artista.

Críticos e pesquisadores, como Sheila Dias Maciel, destacam que os diários de Montello configuram um painel vasto mostrando tanto o homem quanto o escritor em diálogo com seu tempo. A escolha simbólica de percursos que remetem às fases do dia reflete a plenitude de sua jornada criativa. 

Essa unidade simbólica, segundo o autor, ressalta o esforço do escritor em transformar experiências pessoais e coletivas em narrativas de alto teor artístico. Assim, Montello foi além das convenções do gênero diarístico, imprimindo em seus escritos uma dinâmica criativa que dialogava com a tradição clássica, a modernidade e a vivência maranhense. 

São Luís, capital do Estado do Maranhão, sua terra natal, figura não apenas como cenário, mas como coautora de seus textos, compondo uma sinfonia de realidades urbanas e imaginárias. Este vínculo visceral entre o autor e sua cidade confere aos seus romances uma deficiência cultural e histórica inigualável.


O crítico Alberto Giordano identifica nos diários de escritores um espaço vital para a experimentação narrativa, algo que Montello utilizou como laboratório literário. Tal prática revela um escritor atento e profundo conhecedor de sua arte. Esse rigor técnico, fascina quaisquer leitores. ainda mais por combinar entrega emocional com riqueza de detalhes.

Finalmente, a análise de Fernandes destaca o conceito de “eterno inacabado”, presente na obra de Montello, onde o processo criativo nunca cessa, mas continuamente se renova. Este "palimpsesto montelliano" reflete a luta do autor contra os bloqueios criativos e a busca incessante por um ideal de perfeição literária. 

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Parabéns portanto, ao Mestre em Teoria Literária Saulo Barreto Lima Fernandes, em cuja abordagem celebra um Montello não apenas como romancista, mas como um arquiteto de memórias e um curador de sua própria história, iluminando a literatura brasileira com sua voz única.
Viva o Maranhão!

(*) Jornalista e poeta Mhario Lincoln é  presidente da Academia Poética Brasileira e editor-sênio da Plataforma Nacional do Facetubes (www.facetubes.com.br)

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JOSEANE MARIA DE SOUZA E SOUZAHá 3 meses SAO LUISA fortuna crítica de Josué Montello cada dia sendo explorada por pesquisadores. Que essa seja apenas uma de muitas reflexões a cerca da obra Montelliana. Que tenhamos pesquisas do escritor como cronista, ensaista e todos os gêneros pelo qual percorreu. Grata ao Pesquisador, a Fapema e ao Facetubes por divulgar e manter viva a memória do escritor.
Carlos Vazconcelos Há 1 ano Tianguá/Fortaleza-CearáMuito importante esse resgate de memória de Montello, um cidadão amante dos livros e grande escritor. Quero adquirir esse trabalho.
JaimeHá 1 ano BSB/DFParabéns pela publicação, concatenação de ideias e um texto bastante refinado. PARABÉNS a todos os envolvidos. Aplausos de pé!!!
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