*Editoria de Cultura c/Mhario Lincoln
A escritora, jornalista e tradutora Marina Colasanti continuará sendo uma das vozes mais emblemáticas da literatura brasileira contemporânea. No programa "Trilha de Letras", exibido pela TV Brasil, ela refletiu sobre sua trajetória, o papel da literatura na sociedade e a linha final que separa prosa e poesia em sua obra. Com uma carreira que atravessa décadas, Marina está imortalizada por sua escrita delicada, que transita entre o conto, a crônica e a poesia, explorando a beleza do cotidiano e as inquietações humanas com profundidade e lirismo.
Nascida na Etiópia, criada na Itália e radicada no Brasil, sua bagagem cultural se reflete em cada palavra escolhida com precisão e sensibilidade. Durante essa entrevista à TV Brasil, Marina enfatizou que não haver barreira entre os gêneros literários e que sua escrita muitas vezes "nasce como um sopro poético, transformando-se em prosa conforme se desdobra no papel". A autora também destacou o valor da literatura infantil, gênero no qual construiu uma carreira sólida, afirmando que "escrever para crianças exige uma compreensão profunda da linguagem e das emoções".
No Brasil, Marina Colasanti conquistou prêmios importantes, como o Jabuti e o Prêmio da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ), além de ter sido amplamente traduzido no exterior. Seu reconhecimento ultrapassa fronteiras, e sua produção continua a influenciar novas gerações de escritores e leitores.
A escritora Nélida Piñon, ex-presidente da Academia Brasileira de Letras (ABL), já elogiou Marina em diversos benefícios, destacando sua "capacidade de transformar a palavra em arte, de maneira meticulosa e apaixonante". Para a poetisa Adélia Prado, a obra de Marina tem "uma delicadeza firme, que resiste ao tempo e alcança a alma do leitor com ensinamentos e força". Já o acadêmico Antônio Torres, membro da ABL, ressalta que "seus contos e crônicas possuem um lirismo raro, capaz de tocar diferentes gerações sem perder a atualidade". O escritor Ignácio de Loyola Brandão, por sua vez, afirmou que "Marina tem a proeza de tornar a simplicidade uma grandiosidade, transformando o ordinário em sublime".
Na entrevista, a autora (nasceu em 26 de setembro de 1937, Asmara, Eritreia e faleceu em 28 de janeiro de 2025), também abordou a necessidade da literatura "como refúgio e resistência em tempos conturbados".
Para ela, "a palavra escrita tem um papel crucial na formação do pensamento crítico e na manutenção da memória coletiva. Em um mundo onde a velocidade da informação muitas vezes impede uma reflexão profunda, a literatura continua sendo um espaço de encontro consigo mesmo e com o outro", disse.
A imortalidade da palavra e consequentemente do sonho, é uma realidade para Marina Colasanti, cuja obra segue relevante, ecoando através dos tempos com a força dos grandes clássicos da literatura.
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Vídeos-Bônus (Indicado por Leonardo de Guimaraens/MG)
(Esta matéria não tem fins lucrativos para o Facetubes).
Um documentário familiar, uma homenagem às memórias, o caminho de uma mulher, o tempo que passa, a espessura do inapreensível. Um pouco da intimidade, vida e obra da escritora MARINA COLASANTI, pelo olhar delicado, criativo e subjetivo de sua filha Alessandra Colasanti.
Todos os direitos reservados: Alessandra Colasanti 2024. (Conforme o original).
Para assistir o original: https://www.youtube.com/watch?v=UxgdYFbn3mA
PARTICIPAÇÃO DA POETA JOEMA CARVALHO NO QUARENTENA LITERÁRIA, FALANDO SOBRE MARINA COLASANTI
A imortal APB, Joelma Carvalho, em 2020, durante a “QUARENTENA LITERÁRIA” falou sobre MARINA COLASANTI como parte de um encontro virtual de escritores residentes em Curitiba que se uniram para realizar um projeto voluntário de difusão literária durante o período de isolamento social em 2020. Os artistas realizaram lives diárias pelo Instagram falando sobre um autor de sua biblioteca afetiva. São conversas informais com os internautas via Instagram, com leituras de trechos de livros, histórico e influências dos livros abordados na obra e vida dos palestrantes. A curadoria foi decidida em grupo. O objetivo foi levar conforto e acolhimento para os internautas através da discussão literária. Na impossibilidade de realizar eventos e clubes presenciais de leitura neste momento, buscou-se usar as redes sociais como um instrumento de aproximação entre leitores e escritores. Abaixo, a participação da poeta Joema Carvalho (APB/PR):
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