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A SEGUNDA POÉTICA traz grandes nomes da poesia brasileira. Anote e confira!

Miguel Veiga, Bioque Mesito, Antonio Oliveira, Soraya F. Felix, Leomar Ferreira dos Santos, Humberto Napoleon Varela Robalino, Edmilson Sanches

20/01/2026 às 13h59 Atualizada em 20/01/2026 às 15h08
Por: Mhario Lincoln Fonte: Editoria de Literatura e Arte do Facetubes
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Arte: MHL/GINAI
Arte: MHL/GINAI

SEGUNDA POÉTICA
A Segunda Poética é uma seção da Plataforma Nacional do Facetubes dedicada a divulgar obras e trajetórias de poetas de todas as regiões do Brasil, com curadoria atenta ao valor literário, à diversidade de vozes e ao compromisso com a palavra bem trabalhada. Mais do que um espaço de publicação, é uma vitrine contínua de criação — aberta ao poema que nasce da tradição e ao verso que experimenta, ao lirismo intimista e ao canto coletivo, sempre com respeito ao leitor e à cultura que nos forma. Assumidamente democrática, a Segunda Poética preserva um princípio simples: dar visibilidade à poesia como bem público, sem elitismos, mas com consciência editorial e responsabilidade cultural. Ao reunir autores consagrados e novos talentos, a seção funciona como um gesto de cidadania literária — fortalecendo a circulação de ideias, a memória afetiva do país e a permanência da arte como linguagem viva do Brasil. (SEGUNDA POÉTICA é marca registrada da Editoria de Literatura e Arte da Plataforma Nacional do Facetubes).

 

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CONVIDADO ESPECIAL
Leomar Ferreira dos Santos, Iguaraçu, norte do Paraná. Começou a escrever poesias aos 19 anos. Mora em Piraquara-PR. 
Convidado especial desta SEGUNDA POÉTICA
sobre o poema: O poema “Simplesmente… Palavras”, de Leomar Ferreira dos Santos, assume com franqueza o gesto inaugural da poesia: escrever como quem atravessa o cotidiano para tocar uma zona de suspensão sensível. A música suave, a imaginação solta, a folha nua — tudo aponta para a consciência de que o poema nasce menos do ornamento técnico e mais do trânsito entre experiência e palavra. Há aqui um entendimento honesto do fazer poético como passagem: da fantasia ao som, do íntimo ao papel, do erro possível à verdade sentida. Essa franqueza, longe de fragilizar o texto, o ancora numa tradição em que o coração precede a lapidação, sem jamais dispensá-la.
A reflexão implícita dialoga com uma antiga ideia filosófica: a palavra não é mero instrumento, mas um dom que se constrói no uso atento. Pensadores da linguagem lembram que o verbo só se torna poético quando assume responsabilidade com o mundo que nomeia; não se trata de corrigir a vida, mas de escutá-la. Nesse sentido, Leomar compreende que a ortografia pode falhar, mas a escuta não pode: o poema se legitima quando nasce da observação empírica — do amor, da vida, das “verdades cruas” — e se organiza em ritmo e sentido. O dom, aqui, não é privilégio inato; é exercício de presença. Parabénbsm poeta, volta sempre!

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(Original do texto).

Abaixo:
“SIMPLESMENTE... PALAVRAS” 
Leomar Ferreira dos Santos (Piraquara - Paraná)
Uma música suave ao fundo, 
Faz voar solto a imaginação, 
Tirando assim deste mundo 
Este poeta em questão. 

E neste momento chamado magia, 
As palavras criam som, 
Pois saem do mundo da fantasia 
Através deste poeta, que tem nas 
                                veias o dom. 

E nas folhas nuas, 
As rimas vão nascendo, 
Falando sobre mentiras e verdades 
                                           cruas. 

Sobre o poeta que aí estás escrevendo  
Pode haver em tudo isso então, 
Até erros de ortografia, 
Mas escreve-se de coração 
Sobre o amor e a vida, em 
                      forma de poesia. 

 

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Humberto Napoleon Varela Robalino.

SUBASTA
Humberto Napoleon Varela Robalino (Quito-Equador)
Que vengan todos los iluminados,
los predestinados
del imperio de Ford, de Rockefeller, del depuesto Nixon,
el sacerdote blanco,
el judío pequeñito,
los coroneles y los soldados de plomo,
que vengan todos,
secuestradores,
agiotistas,
los ángeles de fuego,
los campeones de la guerra fría
y los agentes de la c.i.a.,
¡hay subasta!:
un barril embarrilado de petróleo,
nuestro petróleo, tu petróleo,
mi petróleo.
¿Quién da más...?
Yo doy una indiada de sol a sol,
yo mi arroz
que quedó en señal de cruz,
yo el gran negroide
hasta en su muerte raquítica.
¿No hay quién dé más...?,
a la una, a las dos.
Alto, yo doy un estadio
sin fútbol y sin goles
pero lleno de un gran pueblo,
yo mi democracia
que pende del cuello en el palo mayor de la plaza
pero con una significante gota de vida,
yo mi selva,
mi hombre mono y mi león de circo,
yo la mujer mayor
que vive en el exilio,
yo el ave mayor
que vive en el exilio,
yo los hierros y aparejos de marcas,
para marcar el ganado
con las siglas mayores de la o.n.u., de la o. e. a.,
de la o.t.a.n., de la a.l.a.l.c.
y tantas otras oeas.
¿Quién da más...?
No hay subasta,
nadie ofrece nada.

 

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Edmilson Sanches.

Singelo Poeminha Hendecassílado
para uma Estrela das Madrugadas e Manhãs

EDMILSON SANCHES
Aquela estrela está de caso comigo.
No mínimo estamos meio assim-assim
-- porque todas as vezes que olho para ela
não é que ela está piscando para mim?

 

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Bioque Mesito.

ORÁCULO
Bioque Mesilo
o que buscas na solidão de um espelho
é a trilha estonteante dos sonhadores
adianta teus fins para outros destinos
delegando a existência com toda cautela
a castidade que satirizas em projeções
grita nos descompassados precipícios
bandalhos de um estranho enxergar-se
orientado pelo contemplar da casualidade
na realidade que ambicionas como autêntica
passam retiros de insanas indelicadezas
robotizando o ser amórfico por onde pisas
a catadura dos ocasos em conflitos conspira
na cova que enlaça o tempo antes intentado
abre teus olhos o infausto nunca descansa
Poema do livro "A montanha diária", 2025

 

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Soraya Fialho Felix.

É ASSIM...
SORAYA FIALHO FELIX GARCIA

Pelo amor que me tomas
Meu amor é assim
Tu me roubas de mim
Quando diz que me amas
Pouco importa algo mais
É imenso, me basta
Tudo tenho, tu me dás
Teu calor, tua luz
Sou tudo isso, sou enorme
É assim que tu me faz

Quando digo que te amo
Fico assim
Escrevo para ti
Nada mais quero
Nada importa de mim...
Somente ser tua
E querer viver assim...

E para ti? Nada me pedes?
Faço flores todo dia
Te dou todo meu jardim
Estão aqui em minhas mãos
É perfume de jasmin

Nunca vás, não me percas
Me leva quando tu fores
Se fores e não me levas
Sentirei todas as dores
Morrerei com minhas flores!

 

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Resenha de Mhario Lincoln sobre obra de Miguel Veiga

Quan do li a poesia de Miguel Veiga deu-me a sensação imediata da intimidade radical dele com São Luís, não como paisagem turística, mas como organismo ferido. Os versos apresentados operam como escavação. Ou seja, o poeta lê os rebocos, a cal, a cantaria e os liózes como arquivos de uma violência histórica que permanece ativa. Ao lê-lo posso entender ( no meu modo interpretativo) que centro histórico não é ruína passiva. É corpo que sangra em silêncio, marcado por expulsões, mutilações simbólicas e uma herança colonial que ainda determina quem pode ou não pertencer. Há, nessa escrita o meu, o teu e o nosso grito: “gritos invisíveis” que o tempo tentou apagar, mas que insistem em ecoar na matéria da cidade. E como não posso deixar de vincular o texto à poética filosófica, fica aqui meu grito para buscar Walter Benjamin, especialmente com sua concepção de história como constelação de ruínas. Para Benjamin, todo monumento de cultura é também um monumento de barbárie, e o poeta moderno é aquele que sabe ler os destroços como índices de uma catástrofe contínua. Miguel Veiga assume esse papel, fazendo desse poesia, publicada no começo de janeiro de 2026, em sua página no Facebook,  não para buscar reconciliação fácil, nem nostalgia decorativa. Mas para reconhecer que o passado colonial não terminou — ele se infiltra no presente como “podridão memorável”. Na verdade, como ele fez poetisa, tem muita gente que são "não humanos". Parabéns Veiga. Seja sempre bem-vindo.
(Mhario Lincoln, poeta, jornalista e resenhista. Editor da Plataforma Nacional do Facetubes).
Abaixo:

 

Miguel Veiga.

GRITOS
(Miguel Veiga)

Gritos silenciosos que ecoam,
no barro e cal desfeitos,
em rebocos à socos,
por mãos esfaceladas,
dos não humanos!
Ecos reboam em charcos,
refletidos na podridão memorável,
gemidos de corpos esfacelados,
em liózes de perversa geometria,
traçada em navios fantasmas!
Reflexos que reboam e caem,
lágrimas de culpa não cometida,
despencam no interior da alma,
dolorosa estética que perece,
em orações silenciosas,
dos descartados inválidos!
Respingos de lágrimas,
em poços compartilhados,
calabouços de dores,
bunker involuntário social!
Reflexos gemidos em cantaria,
lastros de além-mar,
avesso de encantarias,
mutilações gravadas,
invisíveis litografias,
gritos invisíveis, 
inaudíveis!
São Luís chora,
solidão dos filhos,
expulsos, multilados, 
adoção imposta,
órfãos patriotas,
lágrimas de culpa,
mácula não cometida!

 

 

Antonio Oliveira

VIVER & AMAR & MORRER
Antonio Oliveira

Viver um grande amor!
Não um amor qualquer, 
mas um amor entre um homem e uma mulher...

Eu tive essa experiência!  
Aliás, posso até dizer...
que vivo nessa essência... 
desde que coloquei os olhos nela...

Não sei por onde trilha agora...
a figura física do meu pensar... 
Em que trem entrou, 
em que estação desembarcou... 

Mas uma coisa é certa: 
a parte aprisionada de incontáveis horas...
está dentro de mim, 
dia e noite, 
sem parar,
fazendo meu coração, 
bater em palpitação...

Não foi isso quem me transformou num poeta,  
já nasci sendo isso...
e minha escrita, 
Violeta...

O meu destino estava para ser esse...
viver um grande amor, 
um sentimento desse...
e por ele viver toda dor!

Acredito que tudo só vai acabar, 
quando esse coração... 
velho sucumbir e...
fazer tudo parar
de acontecer...

Do meu amor, 
só algumas pessoas, 
irão saber...
outras apenas ler 
em livros, 
e talvez absorver...

No final das contas,  
antes de morrer,  
de um homem alegre e ensolarado... 
eis um ser triste e sombrio... 

Olhem o que o amor é capaz de fazer... 
Não era para doer!
Como posso, 
isso entender?

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Luis Gaspar VianaHá 3 semanas São Luís MAEste é o espetáculo que queria ver nas redes sociais, invés dos xingamentos e maldizeres. Parabéns poetas e Mhario Lincoln por esse trabalho dos mais aplaudidos no Brasil E você, ainda de quebra, nunca esquece a gente daqui do Maranhão.
Lilian SouzaHá 3 semanas Teresina PIImensamente feliz. Esta Plataforma é meu xodó agora. Largo a maioria das outras redes para ficar surfando aqui. E que surpresa agradável. Um desfile de grandes poetas.
Lauro MatosHá 3 semanas São Luís MaMuito bom ver Miguel Veiga por aqui. Um grande sujeito.
Socorro Guterres Há 3 semanas Natal/ RNA segunda poética nos encanta com arte e reflexões. Bem-vinda sempre!
ANTONIO GUIMARÃES DE OLIVEIRA Há 3 semanas São LuísAgradeço imensamente a postagem na qual você leitor e editor da Plataforma, me Coloca entre os melhores. Obrigado.
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