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Matérias culturais de todos os cantos que mostram a cultura retomando espaço público

COLUNA LITERÁRIA DO FACETUBES/BRASIL: “(...) a batalha literária de agora é pela formação de novos leitores, pela memória e pela presença da literatura em ambientes onde a pressa do tempo costuma expulsar o pensamento”. (Mhario Lincoln).

26/03/2026 às 14h23 Atualizada em 26/03/2026 às 14h24
Por: Mhario Lincoln Fonte: Editoria-Geral da Plataforma Nacional do Facetubes
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“Torto Arado” e recordes.
“Torto Arado” e recordes.

Editoria-Geral da Plataforma Nacional do Facetubes

Hoje, o assunto literário mais forte desta rodada é a volta da literatura ao espaço público por meio da memória, da mediação e da circulação concreta. O sinal mais impactante está na redescoberta de dezenas de contos inéditos de Ricardo Guilherme Dicke, mas ele não vem sozinho: aparece ao lado de festival, clube de leitura, biblioteca, prêmio internacional e debate público sobre quem lê, onde lê e por que a leitura ainda importa. É menos uma pauta de mercado e mais uma pauta de permanência cultural.

(Divulgação).

Editorial

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##A literatura brasileira dá sinais de que quer sair outra vez do confinamento simbólico. Não basta mais lançar livro, fazer lista e disputar vitrine. O que ganha peso agora é aquilo que devolve a palavra ao convívio social: arquivos reaparecendo, autores sendo recolocados em circulação, festivais tratando literatura como experiência pública e clubes de leitura voltados a obras contemporâneas, inclusive de grupos historicamente marginalizados. O caso Ricardo Guilherme Dicke, com contos inéditos recuperados e publicados, é um desses fatos que reabrem a conversa nacional com força.

Quando um romance como Torto Arado segue no topo dos empréstimos de uma biblioteca pública, o dado vale mais que resultados de redes sociais. Quando Ana Paula Maia entra na longlist do International Booker, o país recebe outro aviso: a literatura brasileira continua exportando densidade, não apenas exotismo. E quando um acadêmico como Godofredo de Oliveira Neto tem trajetória marcada por traduções e circulação externa, fica claro que o livro brasileiro ainda encontra fôlego fora do circuito de ocasião.

O ponto central é a política cultural no sentido mais alto da expressão. Um país que recupera inéditos, sustenta clubes de leitura, lota festivais e vê seus autores atravessarem fronteiras está, na prática, disputando futuro. A batalha literária de agora não é apenas pela escrita. É pela mediação, pela formação de leitores, pela memória e pela presença da literatura em ambientes onde a pressa do tempo costuma expulsar o pensamento. (Mhario Lincoln).

 

DROPS

1) Ricardo Guilherme Dicke reaparece com força

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A semana abre com um fato raro.
Ricardo Guilherme Dicke volta ao centro da conversa.
A Quatro Cinco Um destaca o achado de dezenas de contos inéditos.
O pesquisador Rodrigo Simon de Moraes encontrou o material.
Entre os papéis, apareceu o caderno Música de mortos suaves.
O volume agora chega em edição da Record.
O caso mexe com crítica, arquivo e canonização tardia.
Não é só resgate de obra.
É reposicionamento de um autor de alta densidade.
É notícia literária de peso no país hoje.

 

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Divulgação: (Art/Montagem/Google/Ginai).

 

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2 -Torto Arado continua vivo no leitor comum

Nem todo impacto vem de lançamento novo.
Às vezes ele vem da permanência.
A Biblioteca Pública do Paraná divulgou os dados de 2025.
Torto Arado foi o livro mais emprestado.
Somou 105 empréstimos.
Isso ocorre quase sete anos após a publicação.
O fato desloca a conversa do hype para a leitura real.
Mostra fôlego social de uma obra.
E confirma que o romance ainda conversa com o país.
É dado forte para qualquer editoria de cultura.

 

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3) Clube de leitura reforça pauta de vivência e território

O Clube de Leitura Nísia Floresta propõe encontros mensais.
A proposta é aberta à comunidade.
O foco está na leitura compartilhada e na discussão crítica.
O recorte privilegia literatura brasileira e potiguar contemporânea.
Há atenção especial para obras de grupos marginalizados.
Esse detalhe muda o eixo da pauta.
Não se trata apenas de ler clássicos.
Trata-se de pensar experiência, pertencimento e formação.
É um dos sinais mais consistentes desta rodada.

 

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4) Godofredo reforça a circulação externa do livro brasileiro
Sabe quem é o único catarinense na ABL: Godofredo de Oliveira Neto.
E chama atenção para obras publicadas em outros países.
Pela ABL, sabe-se que ele tomou posse em 2022. Também é autor de 21 livros.
Menino oculto e Amores Exilados saíram em francês.
Ana e a margem do rio foi publicado na Bulgária.
A notícia vale por um motivo simples. Ela lembra que a literatura brasileira continua viajando.
E viajar também é permanecer em debate.

 

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Divulgação: (Art/Montagem/Google/Ginai).

 

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5) Festival no Recife puxa literatura para o palco

O XII Festival de Literatura do RioMar Recife já tem data. Será em 23 de abril.
O tema da edição é humor na literatura e no cinema.
A programação confirmada reúne nomes de áreas diferentes.
Estão previstos João Suassuna, (foto), Luis Miranda e Socorro Acioli.
Também aparecem Beatriz Castro, Tânia Maria e Leonardo Lacca.
Jessier Quirino também integra a lista.
O dado importa porque mostra diálogo entre linguagens.
A literatura deixa a bolha e volta ao encontro público.
Esse movimento ajuda a medir presença cultural real.

6) Sam Gilliam recoloca a abstração no debate

A Bravo volta o foco para Sam Gilliam.
A matéria o apresenta como nome decisivo da arte abstrata nos EUA.
Gilliam trabalhou mais de sete décadas nesse campo.
Suas drape paintings romperam o limite tradicional da tela.
A obra dele ocupa espaço, parede e teto.
Em 1972, tornou-se o primeiro afro-americano a representar os EUA em Veneza.
A notícia não é apenas biográfica.
Ela recoloca forma, política e raça na mesma conversa.
E ajuda a puxar o debate estético da semana.
É arte com lastro histórico, não apenas efeméride.

 

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7) Arte contemporânea entra de vez na escola pública

O projeto do Instituto TeArt aparece com dado concreto. Mais de 1.500 estudantes foram impactados.
A ação passou por escolas públicas de Brasília e Recife. Ao longo de 2025, envolveu 71 escolas.
Também alcançou 469 professores. Foram mais de 140 ações entre oficinas e visitas.
O projeto cruza arte, território e formação docente.
Agora a expansão prevista é para São Paulo, em 2026.
Isso mostra que mediação cultural ainda produz escala.
E produz escala com direção pública.

 

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8) SP-Arte aposta no peso das galerias históricas

A feira vai celebrar marcos de Nara Roesler.
E também de Fortes D'Aloia & Gabriel.
A chamada aponta trajetórias longas. Fala em cinco décadas para a pernambucana.
E menciona 25 anos da galeria paulistana. 
A feira se apresenta como espaço de memória e mercado.
Isso dá o tom do setor nesta semana.

 

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9) Leilão mira novos talentos com nome já conhecido

Leilão Arte para Arte. A proposta reúne nomes da arte contemporânea.
O objetivo declarado é apoiar novos talentos.
O evento é ligado a Pedro Buarque de Hollanda.
A chamada informa a data de 9 de abril.
E situa o encontro no Hotel Emiliano, em São Paulo.
Há um ponto importante aqui. O mercado tenta operar também como ponte.
Não apenas como vitrine de consagração.
Esse tipo de gesto costuma ser observado com atenção.

 

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Divulgação: Arte/Montagem:Ginai/MHL

 

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10) Ana Paula Maia põe o Brasil no radar do Booker

A literatura brasileira também aparece pelo prêmio.
Ana Paula Maia (foto acima) entrou na longlist do International Booker 2026.
O livro indicado é Assim na Terra como Embaixo da Terra.
A lista longa reúne 13 títulos. Eles foram escolhidos entre 128 obras traduzidas.
A tradução é de Padma Viswanathan.
A edição em inglês saiu pela Charco Press.
Não é apenas prêmio. É circulação internacional com lastro crítico.
E isso pesa muito no mapa literário do momento.

 

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JAIME Há 2 meses BSB-DFA cultura agradece esse feito. Bela sacada presidente, essa publicação riquíssima.
Socorro Guterres de SousaHá 3 meses Natal/ RNNotícias excelentes! A cultura em cena!!
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