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Será mesmo que com tanta artificialidade, a poesia continuará inseparável do sentimento e da experiência interior?

Inclui vídeo-bônus que mostra uma passagem interessante da poética de Mhario Lincoln acerca dessa singularidade.

25/03/2026 às 20h19 Atualizada em 25/03/2026 às 20h53
Por: Mhario Lincoln Fonte: Mhario Lincoln.
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“A Bula dos Sete Pecados”.
“A Bula dos Sete Pecados”.

Existe alguma chance, diante dessa modernização exacerbada, da poesia vir a perecer diante de tantas criações artificiais? Por um lado, alguns acham que a poesia está no fim. Por outro, defensores fervorosos que PoesiaxSentimento são imortas. Então, veja o vídeo.

Pois bem: a ideia de que a poesia poderia “perecer” diante da modernização não é nova; desde a Revolução Industrial, críticos anunciam seu fim. No entanto, filósofos como Martin Heidegger insistem que a poesia é uma forma originária de habitar o mundo — algo que nenhuma técnica substitui. Para ele, o poeta revela o ser, abrindo clareiras de sentido que nenhuma máquina pode produzir por mera operação lógica. Assim, mesmo que a tecnologia avance, a poesia permanece como gesto humano fundamental: um modo de dizer o indizível.

4ª capa da "Bula"

Já poetas como Octavio Paz e Friedrich Hölderlin reforçam essa visão ao afirmar que a poesia é inseparável do sentimento e da experiência interior. Paz dizia que a poesia é “conhecimento, salvação, poder, abandono”, algo que ultrapassa qualquer função utilitária. Hölderlin, por sua vez, acreditava que “poeticamente habita o homem”, sugerindo que a poesia não é um gênero literário, mas uma condição existencial. Mesmo que inteligências artificiais imitem formas poéticas, o impulso vital que gera poesia — dor, espanto, amor, perda — continua sendo humano.

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Por isso, muitos defendem que a poesia não só não morrerá, como talvez se fortaleça diante da modernização exacerbada. Hannah Arendt argumentava que a ação e a palavra humanas são irrepetíveis, marcadas pela singularidade; a poesia, nesse sentido, é o ápice dessa singularidade. E Fernando Pessoa, com seus múltiplos eus, já mostrava que a poesia é uma expansão da interioridade — algo que nenhuma máquina possui. Assim, mesmo que a tecnologia produza textos, a poesia enquanto experiência, enquanto encontro entre voz e mundo, permanece imortal. A modernização pode até transformar a forma, mas não extingue a chama que a sustenta.

*****

 

VÍDEO-BÔNUS

Abaixo, vídeo mostra uma passagem interessante da poética de Mhario Lincoln acerca dessa singularidade:

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Para ver mais: https://www.youtube.com/@tvfacetubes/shorts (Baixe e envie pra quem precisa ouvir isso). É Grátis. Não tem assinatura, nem precisa pagar pra baixar.

 

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JAIME Há 2 meses BSB-DFO Texto nos leva a pensar e a refletir, que a poesia ficará para a eternidade.
Poeta Jeremias Paz, do Rio.Há 3 meses Rio de Janeiro RJMhario meu grande Mhario. Na mosca. Tenho 80 morrerei e a poesia ficará.
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