O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE - reinaugurou, em 25 de maio de 2026, passado, (mas só agora divulgado nacionalmente), a Biblioteca Isaac Kerstenetzky — Espaço de Memória e Tecnologia, instalada em novas dependências do Palácio da Fazenda, no Centro do Rio de Janeiro. Fechado desde 2019, o espaço volta a receber pesquisadores, estudantes, servidores e visitantes, recuperando uma importante área de preservação e consulta da produção histórica do IBGE.
O acervo reúne livros, teses acadêmicas, periódicos, mapas, fotografias e antigos instrumentos utilizados na coleta de dados. A principal mudança está na abertura das estantes ao público, permitindo que os próprios usuários tenham contato direto com as publicações. A biblioteca também passou a contar com sala de leitura, ambientes para pesquisa, mesas equipadas com computadores e uma área de convivência destinada a oferecer maior comodidade aos frequentadores.
A reabertura integrou as comemorações pelos 90 anos do IBGE e reforçou o papel dos livros e dos documentos na conservação da memória institucional. Durante a cerimônia, o presidente do instituto, Marcio Pochmann, destacou que a recuperação de publicações antigas e a reorganização do acervo representam uma forma de preparar o órgão para o futuro sem romper os vínculos com sua trajetória. A biblioteca passa, assim, a aproximar o patrimônio documental do instituto da sociedade que ajudou a retratar ao longo de nove décadas.
No mesmo dia, a Casa Brasil IBGE recebeu um mapa-múndi interativo com 60 metros quadrados. Instalado no piso, o material permite que os visitantes caminhem sobre a representação cartográfica e observem informações relacionadas à distribuição mundial de espécies. A proposta amplia o caráter educativo do espaço ao transformar dados geográficos e ambientais em uma experiência visual e acessível ao público escolar, acadêmico e geral.
Baseado no mapa “Riqueza de Espécies 2025”, o trabalho coloca o Brasil no centro da representação, inverte a orientação convencional entre Norte e Sul e utiliza a projeção Equal Earth. Esse sistema procura conservar a equivalência das áreas continentais e reduzir distorções encontradas em projeções tradicionais, especialmente aquelas que ampliam territórios próximos aos polos. Além de apresentar outra perspectiva sobre a organização visual do planeta, o mapa reúne informações sobre a presença potencial de anfíbios, aves, mamíferos, répteis, crustáceos e peixes de água doce em diferentes regiões do mundo.
Fontes: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — Casa Brasil IBGE, notícia oficial publicada em 26 de maio de 2026; Loja do IBGE, apresentação técnica do mapa-múndi “Riqueza de Espécies 2025”.
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