O escritor Cristóvão Tezza é o vencedor do Prêmio Machado de Assis 2026. A premiação é oferecida pela Academia Brasileira de Letras ao escritor pelo conjunto da obra e será entregue no dia 23 de julho na cerimônia de comemoração dos 129 anos da ABL. Tezza vai receber também R$ 100 mil, oferecidos pela Light.
Cristovão Tezza é autor de mais de 20 obras de ficção, e um dos mais prolíficos, premiados e traduzidos autores brasileiros de sua geração. Entre seus principais romances estão Trapo (1988), que o lançou nacionalmente, A suavidade do vento (1991), Juliano Pavollini (1992), Breve espaço entre cor e sombra (1988), O fotógrafo (2004), O filho eterno (2007), O professor (2014), A tirania do amor (2018) e A tensão superficial do tempo (2020). Vários contos avulsos, mais tarde publicados na coletânea Beatriz (2011), criaram a personagem que reaparecerá nos romances Um erro emocional (2010), A tradutora (2016) e Beatriz e o poeta (2022).
Na área de não-ficção, publicou duas antologias de crônicas - Um operário em férias (2013) e A máquina de caminhar (2016), sua autobiografia literária O espírito da prosa (2012), o livro de poemas Eu, prosador, me confesso (edição limitada, 2017) e a coletânea de ensaios Literatura à margem (2018). Na área acadêmica, publicou Entre a prosa e a poesia - Baktin e o formalismo russo (2002) e a coletânea Leituras - Resenhas & ensaios (2014).
Seu maior sucesso, o romance O filho eterno, foi adaptado para cinema (direção de Paulo Machline) e para o teatro (direção de Daniel Herz, no Brasil e na Argentina, com texto adaptado por Bruno Lara Rezende), e recebeu no Brasil os prêmios Jabuti, Portugal-Telecom (atual Oceanos), Zaffari-Bourbon, Bravo!, APCA e São Paulo de Literatura. Seu mais recente trabalho, Visita ao pai, definido por ele como um "romance da memória" sobre a correspondência deixada por seu pai, acaba de ser lançado pela Companhia das Letras.
Foram divulgados também os nomes dos ganhadores das medalhas comemorativas: Foram indicados para a medalha Joaquim Nabuco, oferecida a personalidades de relevo na cultura brasileira, a editora Maria Amélia Mello e a FIRJAN. Maria Amelia Mello é uma das profissionais mais renomadas do mercado editorial brasileiro, com décadas de atuação como editora, jornalista e poeta. Reconhecida por sua habilidade em descobrir e trabalhar com grandes autores, construiu uma carreira histórica em editoras como José Olympio e Autêntica.
A medalha Rachel de Queiroz, por reconhecimento de serviços prestados à Academia por pessoas ou instituições, vai para o jornalista e advogado mineiro Rogerio Faria Tavares e para o médico Gilberto Schwartsmann.
Rogerio Tavares é membro da Academia Mineira de Letra e foi o organizador - ao lado do Acadêmico Arno Wehling - e autor de um texto do livro sobre os 120 anos do jurista e Acadêmico Afonso Arinos de Melo Franco, lançado recentemente na ABL. Gilberto Schwartsmann é médico, escritor, dramaturgo, cronista e ensaísta. É membro da Academia Rio-Grandense de Letras (ARL) e do PEN Clube do Brasil. É também bibliófilo, com uma importante coleção de obras raras e primeiras edições. Presidiu a Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul. É membro da Academia Nacional de Medicina e atualmente, preside a Fundação Orquestra Sinfônica de Porto Alegre.
A historiadora mineira Heloisa Starling vai receber a medalha João Ribeiro, destinada a quem se destaca na área do estudo da língua. Heloisa Starling é historiadora, cientista política e professora titular-livre da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). É autora de Os senhores das Gerais (1986), Lembranças do Brasil (1999), Brasil: Uma biografia (2015), com Lilia Moritz Schwarcz, República e democracia: Impasses do Brasil contemporâneo (2017) e Ser republicano no Brasil colônia (2018), entre outros.
A medalha Francisco Alves, concedida a pessoa ou instituição que tenha produzido trabalho de relevo sobre questões do ensino e da educação no Brasil vai para a educadora Petronilha Gonçalves e Silva. Educadora, foi relatora do parecer que estabelece as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana, a Lei nº 10.639/03, um marco na promoção da igualdade racial e no reconhecimento da contribuição afro-brasileira para a formação da identidade nacional.
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(Original: O escritor Cristovão Tezza discute a imortalidade do realismo na literatura. Para ele, a literatura inteira é um processo de representação da realidade e o romance realista nunca saiu de cena. "O Filho Eterno" é o romance de maior sucesso de Tezza. Ele ganhou o Prêmio Jabuti, o Prêmio da APCA, o Prêmio Bravo! de melhor obra, o Prêmio Portugal Telecom de Literatura em Língua Portuguesa, o Prêmio São Paulo de Literatura, como melhor livro do ano, e o prêmio Zaffari & Bourbon. Esse é o centro do programa: uma entrevista com um escritor sobre o tema do episódio, feita pelo diretor do programa (mas fique tranquilo, ele não aparece em cena). Com a licença de Machado de Assis, é uma conversa que tem mais da pena da galhofa do que da tinta da melancolia. Super Libris é um programa que fala sobre literatura brasileira, mas não de forma professoral. Aqui autores são tão importantes quanto gente que vende, gente que conserva, gente que faz e gente que ama o livro. Conheça o Super Libris: http://superlibris.sesctv.org.br)
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