Solidão infinda
Letícia Mariana
O quarto pesa,
Solidão infinda!
Depressão tolera,
Minhas lágrimas sedentas.
Amigos não compreendem,
Se afastam e repreendem,
Como vai você?
Ansiedade exige,
Ah, meu ser de moça!
Estou só numa sociedade ridícula,
Que insiste em julgar.
E eu nego o álcool da esquina,
Nego risos e sentidos,
Nego a festa que me encaminha,
Para o não da solidão?
Ignoro verdades já ditas,
Sobre como sair da melancolia que me insulta!
Não há mais ninguém,
Não há o meu eu no espelho quebrado,
Não há eu.

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