Minha S. Luís que muito amo me faz sempre emocionantes surpresas
Compartilhando com o Público
09.11.2021
Texto de Mhario Lincoln
Na LIVE que acabei de participar com representantes da literatura maranhense, liderados pelos professores José Dino Cavalcante e José Neres e mediada por Linda Barros (professora, atriz e poeta), foram analisados três poemas do livro A BULA DOS SETE PECADOS. E ainda, emocionado, como sempre, tive a honra de apresentar os dois trabalhos da Literatura de Cordel lançados na FELIS (Feira do Livro de São Luís), ambos, de autoria de Pedro Sampaio, imortal da APB, seccional CE.
"Êta Nordestino Costurado na Raiz" (sobre minha Vida e Obra) e "Nascimento Morais Filho (História de Pai para Filho)", onde fiz o Prefácio. Obrigado Deus. Obrigado Amigos.
Detalhe: usando a camisa feita especialmente para homenagear o imenso JESSIER QUIRINO.
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No plano de estudos distribuído no grupo, consta:
"Mhario Lincoln é advogado, Auditor Fiscal aposentado, poeta e escritor brasileiro, nascido em São Luís-Ma, em 1954. Trabalhou durante mais de 40 anos como jornalista profissional em jornais e TV (entre eles, o SBT/Difusora).É Comendador no grau de Cavaleiro, título conferido pelo Governo do Estado do Maranhão. Foi condecorado pela Maçonaria do Rio de Janeiro (como colaborador). É Embaixador Universal da Paz. Publicou dois livros de Direito, um de reportagem-romance, dois livros de poesia, além de crônicas e reportagens. É membro correspondentes do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão; da Academia Maranhense de Letras Jurídicas; Sociedade Amigos da Marinha (Somar); Sindicato de Jornalistas Profissionais de São Luís-Ma; Presidente da Academia Poética Brasileira; Editor-sênior da Revista Poética Brasileira, do "Acervum", Suplemento de Poesia e Artes da APB".
Poemas Analisados do livro A BULA DOS SETE PECADOS.
TRÊS CICLOS DE SETE VIDAS
CICLO UM
Todos os dias
Passa o trem da memória
Pela minha porta.
E isso importa
Pra lembrar a história
Do meu último amor
Perdido na última estação
Onde permanece inerte
Há muito, meu último coração.
CICLO DOIS
Ei moço!
Você viu uma sandália perdida por aí?
Insiste em ficar sozinha
Ao invés de agasalhar os pés de um
Poeta que pisou em flores
Para matar paixões.
CICLO TRÊS
Dos passos que dei
Nas minhas sete vidas
Correndo atrás de todas elas,
Sobraram muitas ilusões
Faltaram rastros de calma,
Deixaram profundas feridas:
foi-se a Alma.
Ficaram as chinelas...
NO ÚLTIMO ORVALHO
Existiu um tempo
em que a magia
do teu olhar sangrava.
Isso, me torturava!
Mas veio o Big Bang
e transformou
em poeira
a alma que amava.
Isso me torturava!
Depois veio a maçã
e transformou
em paixão
o amor que revoava
- Acabou!
A Lagarta Com Chapéu de Dedal
I
Meu paraíso,
é um Circo de Ervilhas.
Meu Teatro de Puguilhas,
Mundo, só meu, paranormal,
dentro do vendedor de mingau,
lagartas com chapéu de dedal,
Amnésias tremens de um pierrô.
II
Saudade depressiva, rô, rô
único papai noel de papel,
estrelas com raspa de bombril
toda a cura está no Rivotril,
ou numa imunda rua de marte,
com índios por toda a parte.
III
E a cavalaria não chegou; pena,
sorriso palrador de dona hiena.
No mesmo bolo, misturo cosmonauta
com digitais ardentes de internauta:
da imersão de Yahvéh, à solidão de Jah.
É Alice? É Chanel? É Anne Frank? Iemanjá?
IV
Todas foram passear de bonde no Monte Sinai,
sem ver a lua virar pão-de-queijo. Faliu a padaria,
com o dono dos burros, quantas cangalhas faria?
O trem flutuava sob vapor agonizante,
queimou minha dudalina original e arrogante!
V
Cuspi na melhor flor que tinha, e daí,
não é tempo de gente, é tempo de murici.
Mas ele deixou o coração pendurado no varal,
o mendigo olhou, chorou; roubou, na moral.
Karma, não se desespere, karma, ande e levante,
jogaram pela janela a TV, com a ilusão de Kant.
VI
Gardênias nas ombreiras, nos galardões
Me chamem quando eu disser palavrões.
Amasse a massa, retire das nuvens, o rio
nem imagino como Einstein ficaria no cio.
Meu resumo não interfere em meu paladar,
A lamparina morre, quando for, eu, acordar.
VII
E lá vai a lagarta com chapéu de dedal,
larga, tá! Larga, a ninguém ela fará mal...

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