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Mhario Lincoln participa de LIVE coordenada pelos professores Dino, Neres e Linda

09/12/2021 às 23h17
Por: Mhario Lincoln
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Minha S. Luís que muito amo me faz sempre emocionantes surpresas

Compartilhando com o Público

09.11.2021

Texto de Mhario Lincoln

Na LIVE que acabei de participar com representantes da literatura maranhense, liderados pelos professores José Dino Cavalcante e José Neres e mediada por Linda Barros (professora, atriz e poeta), foram analisados três poemas do livro A BULA DOS SETE PECADOS. E ainda, emocionado, como sempre, tive a honra de apresentar os dois trabalhos da Literatura de Cordel lançados na FELIS (Feira do Livro de São Luís), ambos, de autoria de Pedro Sampaio, imortal da APB, seccional CE.

"Êta Nordestino Costurado na Raiz" (sobre minha Vida e Obra) e "Nascimento Morais Filho (História de Pai para Filho)", onde fiz o Prefácio. Obrigado Deus. Obrigado Amigos.

Detalhe: usando a camisa feita especialmente para homenagear o imenso JESSIER QUIRINO.

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No plano de estudos distribuído no grupo, consta:

"Mhario Lincoln é advogado, Auditor Fiscal aposentado, poeta e escritor brasileiro, nascido em São Luís-Ma, em 1954. Trabalhou durante mais de 40 anos como jornalista profissional em jornais e TV (entre eles, o SBT/Difusora).É Comendador no grau de Cavaleiro, título conferido pelo Governo do Estado do Maranhão. Foi condecorado pela Maçonaria do Rio de Janeiro (como colaborador). É Embaixador Universal da Paz. Publicou dois livros de Direito, um de reportagem-romance, dois livros de poesia, além de crônicas e reportagens. É membro correspondentes do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão; da Academia Maranhense de Letras Jurídicas; Sociedade Amigos da Marinha (Somar); Sindicato de Jornalistas Profissionais de São Luís-Ma; Presidente da Academia Poética Brasileira; Editor-sênior da Revista Poética Brasileira, do "Acervum", Suplemento de Poesia e Artes da APB".

Poemas Analisados do livro A BULA DOS SETE PECADOS.

TRÊS CICLOS DE SETE VIDAS

CICLO UM

Todos os dias

Passa o trem da memória

Pela minha porta.

E isso importa

Pra lembrar a história

Do meu último amor

Perdido na última estação

Onde permanece inerte

Há muito, meu último coração.

 

CICLO DOIS

Ei moço!

Você viu uma sandália perdida por aí?

Insiste em ficar sozinha

Ao invés de agasalhar os pés de um 

Poeta que pisou em flores

Para matar paixões.

 

CICLO TRÊS

Dos passos que dei

Nas minhas sete vidas

Correndo atrás de todas elas,

Sobraram muitas ilusões

Faltaram rastros de calma,

Deixaram profundas feridas:

foi-se a Alma.

Ficaram as chinelas...

 

NO ÚLTIMO ORVALHO

Existiu um tempo

em que a magia

do teu olhar sangrava.

 

Isso, me torturava!

Mas veio o Big Bang

e transformou

em poeira

a alma que amava.

Isso me torturava!

 

Depois veio a maçã

e transformou

em paixão

o amor que revoava

- Acabou!

 

A Lagarta Com Chapéu de Dedal

I

Meu paraíso,

é um Circo de Ervilhas.

Meu Teatro de Puguilhas,

Mundo, só meu, paranormal,

dentro do vendedor de mingau,

lagartas com chapéu de dedal,

Amnésias tremens de um pierrô.

II

Saudade depressiva, rô, rô

único papai noel de papel, 

estrelas com raspa de bombril 

toda a cura está no Rivotril,

ou numa imunda rua de marte,

com índios por toda a parte.

III

E a cavalaria não chegou; pena,

sorriso palrador de dona hiena.

No mesmo bolo, misturo cosmonauta

com digitais ardentes de internauta:

da imersão de Yahvéh, à solidão de Jah.

É Alice? É Chanel? É Anne Frank? Iemanjá?

 

IV

Todas foram passear de bonde no Monte Sinai,

sem ver a lua virar pão-de-queijo. Faliu a padaria,

com o dono dos burros, quantas cangalhas faria?

O trem flutuava sob vapor agonizante,

queimou minha dudalina original e arrogante!

V

Cuspi na melhor flor que tinha, e daí,

não é tempo de gente, é tempo de murici.

Mas ele deixou o coração pendurado no varal,

o mendigo olhou, chorou; roubou, na moral.

Karma, não se desespere, karma, ande e levante,

jogaram pela janela a TV, com a ilusão de Kant.

VI

Gardênias nas ombreiras, nos galardões

Me chamem quando eu disser palavrões.

Amasse a massa, retire das nuvens, o rio

nem imagino como Einstein ficaria no cio.

Meu resumo não interfere em meu paladar,

A lamparina morre, quando for, eu, acordar.

VII

E lá vai a lagarta com chapéu de dedal,

larga, tá! Larga, a ninguém ela fará mal...

 

 

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